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Tempo do Mundo (TM): n. 39, dez. 2025

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Brasil

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2176-7025
0100-0551

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Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

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Titulo alternativo

Revista Tempo do Mundo (RTM), The Perspective of the World Review (PWR), Perspective of the World

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Resumo

A Revista Tempo do Mundo é uma publicação internacional patrocinada pelo Ipea, órgão que integra a Presidência da República Federativa do Brasil. A revista contará com versões em português e inglês e foi idealizada para apresentar e promover os debates contemporâneos, com ênfase na temática do desenvolvimento, em uma perspectiva Sul – Sul. O campo de atuação é o da economia política, com abordagens plurais sobre as dimensões essenciais do desenvolvimento, como questões econômicas, sociais e relativas à sustentabilidade.

Resumo traduzido

The Perspective of the World is an international periodical sponsored by Ipea (Institute of Applied Economic Research), a body belonging to the Presidency of the Federative Republic of Brazil, and was designed to promote contemporary debates, emphasizing the theme of development from a South – South perspective. The goal is to formulate proposals for the development of public policies and to encourage international comparisons, focusing on the scope of political economy.

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TEMPO DO MUNDO. Rio de Janeiro: Ipea, n. 39, dez. 2025. ISSN 2176-7025. DOI: https://doi.org/10.38116/rtm39

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Notas

Publicação quadrimestral do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada cujo propósito é apresentar e promover debates sobre temas contemporâneos. Seu campo de atuação é o da economia e política internacionais, com abordagens plurais sobre as dimensões essenciais do desenvolvimento, como questões econômicas, sociais e relativas à sustentabilidade. Tempo do Mundo contém artigos em português, inglês e espanhol e é publicada em abril, agosto e dezembro. Contém artigos em português, inglês e espanhol e é publicada em abril, agosto e dezembro. Título anterior: Revista Tempo do Mundo.

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Apresentação : O Tempo da Amazônia na COP30
A Governança do Fundo Amazônia : cooperação internacional, participação social e os desafios do financiamento internacional climático no Brasil
O Financiamento climático para o Sul global além do seu volume : composição, limites e desafios
The New development bank and the ecological transition : decoupling development finance from core currency hegemony ?
Sementes da transformação : o BRICS e a governança agroalimentar internacional
Interesses econômicos e justiça socioambiental : comunidades quilombolas e o mercado de carbono na Amazônia
Justiça ambiental e fundos indígenas : financiamento climático e a proposta de uma nova dimensão para a justiça
Banco da Amazônia e fundo constitucional de financiamento do Norte (2007-2020) : crédito público e integração regional transfronteiriça
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Publicação
Apresentação : O Tempo da Amazônia na COP30
(Ipea, 2025-12) Moreira, María Alexandra; Puty, Cláudio; Pedro Silva Barros; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; María Alexandra Moreira; Cláudio Puty; Pedro Silva Barros
A apresentação do número 39 da Revista Tempo do Mundo introduz o dossiê“O tempo da Amazônia na COP30”, destacando a relevância da realização da COP30 em Belém (PA) como um marco no regime climático internacional. O texto enfatiza que esse evento reposiciona a Amazônia no centro das discussões globais sobre mudança do clima, desenvolvimento sustentável e governança internacional. Também ressalta o papel do Brasil na articulação entre agendas globais, regionais e locais, reforçando o multilateralismo. A edição reúne diversos artigos que abordam temas como financiamento climático, justiça socioambiental, soberania e integração regional, com diversidade de perspectivas acadêmicas e institucionais.
Publicação
A Governança do Fundo Amazônia : cooperação internacional, participação social e os desafios do financiamento internacional climático no Brasil
(Ipea, 2025-12) Castro, Aline Contti; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Aline Contti Castro
O Fundo Amazônia (FA) é uma das maiores iniciativas internacionais de financiamento de ações de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+), um fundo não reembolsável e baseado em resultados. Este artigo analisa como a estrutura de governança do FA se diferencia dos mecanismos tradicionais de cooperação Norte-Sul recebida pelo Brasil, assim como investiga os principais avanços e dificuldades do processo de participação social no âmbito do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (Cofa) entre 2008 e 2024. Em termos metodológicos, a pesquisa tem ampla base qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica, análise documental e realização de entrevistas semiestruturadas. Conclui-se que o FA se constituiu como uma estrutura diferenciada e inovadora de governança participativa no contexto da cooperação internacional Norte-Sul. O processo de participação social no âmbito do Cofa gerou diálogos e aprendizados conjuntos na articulação entre os governos federal, estaduais e a sociedade civil, fortalecendo a legitimidade democrática do FA pelo input. Há ainda muitos desafios, como os relacionados ao investimento em ciência e tecnologia, assim como à participação municipal e à integração pan-amazônica, que reforçam a necessidade de fortalecimento do Fundo, contribuindo para que a ação climática na Amazônia gere resultados duradouros.
Publicação
O Financiamento climático para o Sul global além do seu volume : composição, limites e desafios
(Ipea, 2025-12) Montalvão, Iago; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Iago Montalvão
O financiamento climático tem sido tema central nas discussões das Conferências das Partes (COPs) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). No entanto, quando direcionado aos países do Sul global, sua análise não pode se restringir ao volume anunciado ou desembolsado. A partir da análise de relatórios e de dados disponíveis sobre financiamento climático global, o artigo investiga a composição, os limites e os desafios do financiamento destinado a essas economias, evidenciando a centralidade dos instrumentos financeiros, das condicionalidades institucionais e das assimetrias entre doadores e receptores. A pesquisa procura demonstrar, ainda, que a maior parte dos fluxos ocorre na forma de empréstimos, frequentemente não concessionais, o que reforça a vulnerabilidade fiscal e a dependência financeira dos países em desenvolvimento. Além disso, identifica-se a concentração setorial e geográfica dos recursos, que privilegia áreas de maior retorno financeiro ou de menor risco em detrimento de necessidades urgentes de adaptação climática. A análise também aborda os Fundos Climáticos Multilaterais, que apresentam maior diversidade setorial na destinação dos recursos, apesar dos reduzidíssimos volumes, e os Bancos Multilaterais de Desenvolvimento, que, embora disponham de recursos significativos, também se apoiam em instrumentos de dívida e exibem concentração geográfica e setorial nos desembolsos. Tais características limitam a efetividade do financiamento no apoio à transição justa e na compensação das desigualdades históricas na contribuição às emissões globais. Nesse sentido, apresentam-se instrumentos alternativos em conformidade com a literatura vigente. Conclui-se que, além de ampliar os volumes de recursos, é necessário repensar a qualidade, a acessibilidade e a governança do financiamento climático, de modo a alinhar os fluxos financeiros às prioridades do Sul global e a fortalecer sua autonomia no enfrentamento da crise climática.
Publicação
The New development bank and the ecological transition : decoupling development finance from core currency hegemony ?
(Ipea, 2025-12) Godinho, Enzo de Moraes; Mattos, Beatriz Simonetti de; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Enzo de Moraes Godinho; Beatriz Simonetti de Mattos
This paper investigates the role of the New Development Bank (NDB) in challenging global financial hierarchies while fostering an ecological transition. The NDB, established by the BRICS nations, has a mechanism of providing development finance in local currency, which could reduce dependency on core currencies like the dollar (USD) and euro (EUR), offering an alternative for peripheral economies to finance sustainable development. Given the institutionalization of the green economy agenda and the rise of green finance, the paper raises elements to assess whether the NDB effectively contributes to the ecological transition through its investment strategy. The analysis builds on structuralist and dependency theories, identifying three interlinked hierarchies – productive, currency, and environmental – that shape global financial asymmetries. Then, the NDB’s project portfolio from 2016 to 2024 is analysed, focusing on the interplay between the projects’ area of operation, currency of funding, and country of implementation. The findings indicate that, while the NDB has made strides in funding sustainable infrastructure, its operations remain largely embedded within dominant currency systems. Only China and, to a lesser extent, South Africa have successfully leveraged national currencies, whereas other BRICS and partner countries remain heavily reliant on core currencies. Ultimately, while the NDB represents an important step toward a multipolar financial system, its potential to drive systemic change hinges on further institutional reforms, political commitment and expanded local currency financing – which is in line with the funding trends observed in the last years of NDB’s operations.
Publicação
Sementes da transformação : o BRICS e a governança agroalimentar internacional
(Ipea, 2025-12) Schneider, Laura; Ramos, Leonardo; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Laura Schneider; Leonardo Ramos
Assim como outras arenas das relações internacionais, o sistema agroalimentar internacional tem passado por transformações profundas nos últimos anos. Compreendendo tais mudanças sob a égide do capitalismo, destaca-se o impacto destas para além do espectro da economia política internacional, avançando para as diversas dimensões das relações sociais. A busca por novos modelos de governança global se insere também neste contexto, fazendo com que cada vez mais o papel do Sul global na atual ordem seja questionado. A ascensão formal do BRICS, em 2009, pode ser entendida como uma das faces dessa necessidade de revisão dos rumos da economia mundial. Reunindo os maiores produtores globais de alimento, o bloco possui relevância clara para o sistema agroalimentar, sendo responsável, em 2024, por cerca de metade do valor total da produção agrícola do mundo. Com base nessa relevância, este estudo busca investigar de que forma o BRICS se posiciona no atual sistema agroalimentar internacional a partir das discussões realizadas em suas cúpulas, entre 2009 e 2024. Objetiva-se compreender de que maneira o agrupamento se insere nas questões relativas à governança agroalimentar global. Para isso, foi realizada análise de conteúdo das declarações finais desses encontros.

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