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Empresas estrangeiras em espaços periféricos : o caso brasileiro.

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Resumo

Examina a distribuição espacial das empresas estrangeiras na indústria brasileira, comparando-a à das firmas nacionais e analisando os fatores que determinam sua localização. Por meio de métodos de Análise Espacial (Esda) e estatísticas LISA, os autores identificam aglomerações industriais estrangeiras, avaliando sua intensidade, dinâmica territorial e integração com empresas nacionais. Os resultados revelam forte concentração das firmas estrangeiras nas regiões Sul e Sudeste — especialmente no eixo São Paulo–Campinas–São José dos Campos — e mostram que tais empresas tendem a ocupar espaços de maior renda, melhor infraestrutura urbana e maior qualificação da mão de obra. O estudo diferencia Aglomerações Industriais Espaciais Estrangeiras (AIEEs), Aglomerações Industriais Locais (AILEs) e Enclaves Industriais (EIEs), destacando que apenas 11 AIEEs concentram mais de 80% do VTI estrangeiro do país. A análise também evidencia padrões distintos de inserção externa e de preferências locacionais entre nacionais e estrangeiras, discutindo implicações para políticas regionais e industriais, sobretudo no tocante à fragmentação territorial, à concentração de alto valor agregado e à necessidade de coordenação entre políticas de desenvolvimento e política industrial

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LEMOS, Mauro Borges et al. Empresas estrangeiras em espaços periféricos: o caso brasileiro. In: DE NEGRI, João Alberto; SALERNO, Mário Sérgio (org.). Inovações, padrões tecnológicos e desempenho das firmas industriais brasileiras. Brasília, DF: Ipea, 2005. p. 425‑475. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/19963

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Inovações, padrões tecnológicos e desempenho das firmas industriais brasileiras
(Ipea, 2005) Almeida Júnior, Mansueto Facundo de; Alves, Patrick Franco; Araújo, Rogério Dias de; Arbache, Jorge Saba; Arbix, Glauco; Baessa, Adriano Ricardo; Bahia, Luiz Dias; Britto, Jorge Nogueira de Paiva; Cassiolato, José Eduardo; Castro, Antonio Barros de; Conceição, Júnia Cristina Péres Rodrigues da; Costa, Gustavo; De Negri, Fernanda; Domingues, Edson Paulo; Freitas, Fernando; Koeller, Priscila; Kupfer, David; Lemos, Mauro Borges; Moro, Sueli; Prochnik, Victor; Rocha, Frederico; Ruiz, Ricardo Machado; Silva, Alan Ricardo da; Soares, Ricardo Pereira; Vargas, Marco Antonio; Viotti, Eduardo Baumgratz; De Negri, João Alberto ; Salerno, Mario Sergio ; João Alberto De Negri; Mario Sergio Salerno
O Ipea está desde o início envolvido ativamente na elaboração das Diretrizes da Política Industrial, nas suas principais medidas e ações implementadas, bem como na criação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI). É inserido nesse esforço que temos a satisfação de apresentar à sociedade brasileira o mais completo e amplo estudo já realizado sobre a inovação tecnológica na indústria nacional. Este estudo mostrou que as empresas que inovam e diferenciam produtos da indústria brasileira geram postos de trabalho de maior qualidade, pois empregam mão-de-obra mais qualificada, melhor remunerada e com mais estabilidade no emprego. Inovar e diferenciar produtos permite às empresas exportar com maior valor agregado, obtendo preço prêmio nas suas vendas ao exterior. As empresas nacionais gastam mais em pesquisa e desenvolvimento (P&D) como proporção do seu faturamento do que as filiais das empresas estrangeiras instaladas no Brasil, e uma parcela importante dessas empresas tem feito inovações tecnológicas com o objetivo de buscar melhor inserção no mercado mundial. Há, entretanto, muito ainda por ser feito. As exportações brasileiras têm baixo conteúdo tecnológico e ainda são fortemente concentradas em commodities intensivas em recursos naturais e mão-de-obra. As desigualdades produtivas regionais são acentuadas e as pequenas e médias empresas dispõem de poucos meios para inovar e diferenciar seus produtos. Os resultados da pesquisa apresentada neste livro revelam fortemente que muitas firmas brasileiras estão desenvolvendo um comportamento pró-ativo, orientando-se pelas práticas mais nobres da competição: a inovação tecnológica e a diferenciação de produto. As informações coletadas mostram que uma nova visão empresarial tem surgido no país dando sustentação a um novo patamar competitivo da indústria brasileira.

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