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A Economia das filas no Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro

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Texto para Discussão (TD) 1390: A economia das filas no Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, The Economy of the queues in the Unified Health System (SUS) Brazil

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Resumo

Não existem avaliações sistemáticas sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil sobre os prazos de espera para internações, consultas ou exames nem sobre o número de pessoas que aguardam nas filas para serem atendidas. Tampouco existem avaliações oficiais dos custos desses procedimentos. Na experiência internacional, essas avaliações não são desprezadas, e os países ricos publicam, na internet, dados bastante detalhados a respeito do tema. As filas são um resultado do descompasso entre a demanda e a oferta, visto que o sistema de preços não é o mecanismo determinante da produção e do consumo de bens e produtos em saúde. No caso do SUS, a causa das filas é determinada em três âmbitos: i) governamental, que decide o tamanho do orçamento geral da saúde; ii) autoridades individuais e instituições médicas, científicas, jurídicas e empresariais atuantes no setor, que decidem os benefícios e os custos das internações; iii) profissionais de saúde, principalmente os médicos, que decidem quais são as necessidades clínicas dos pacientes. A demora no atendimento exerce impactos negativos significativos no bem-estar dos pacientes e familiares envolvidos e gera custos adicionais importantes ao sistema de saúde, incluindo o desprestígio social.

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