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Determinantes setoriais do desempenho das empresas industriais brasileiras

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Abstract

Analisa os determinantes estruturais do desempenho das empresas industriais brasileiras, integrando dados da PIA 2000, Pintec 2000, Secex e Rais para explorar como variáveis setoriais — como tamanho, estrutura de mercado, intensidade tecnológica, sistema técnico de produção e nacionalidade — influenciam inovação, produtividade e inserção externa. A tipologia utilizada classifica as firmas em três grupos: empresas que inovam e diferenciam produtos, empresas especializadas em produtos padronizados e empresas que não diferenciam produtos e têm produtividade menor. Os resultados mostram forte concentração setorial das firmas inovadoras, especialmente em mecânica, química, eletrônica e material de transporte; evidenciam que tamanho, capacitação técnica, P&D e inserção internacional são determinantes positivos do desempenho exportador; e revelam que a origem estrangeira do capital aumenta a propensão a exportar. O estudo também identifica que estruturas menos desiguais favorecem o desempenho externo, que setores de montagem concentram exportações de firmas inovadoras e que externalidades tecnológicas setoriais influenciam positivamente o acesso aos mercados externos. As conclusões ressaltam a importância de políticas que ampliem escala, incentivem P&D, aumentem qualificações e desenvolvam estratégias de diferenciação de produtos para elevar a competitividade industrial brasileira.

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KUPFER, David; ROCHA, Frederico. Determinantes setoriais do desempenho das empresas industriais brasileiras. In: DE NEGRI, João Alberto; SALERNO, Mario Sergio (org.). Inovações, padrões tecnológicos e desempenho das firmas industriais brasileiras. Brasília, DF: Ipea, 2005. p. 253–292. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/19959

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Inovações, padrões tecnológicos e desempenho das firmas industriais brasileiras
(Ipea, 2005) Almeida Júnior, Mansueto Facundo de; Alves, Patrick Franco; Araújo, Rogério Dias de; Arbache, Jorge Saba; Arbix, Glauco; Baessa, Adriano Ricardo; Bahia, Luiz Dias; Britto, Jorge Nogueira de Paiva; Cassiolato, José Eduardo; Castro, Antonio Barros de; Conceição, Júnia Cristina Péres Rodrigues da; Costa, Gustavo; De Negri, Fernanda; Domingues, Edson Paulo; Freitas, Fernando; Koeller, Priscila; Kupfer, David; Lemos, Mauro Borges; Moro, Sueli; Prochnik, Victor; Rocha, Frederico; Ruiz, Ricardo Machado; Silva, Alan Ricardo da; Soares, Ricardo Pereira; Vargas, Marco Antonio; Viotti, Eduardo Baumgratz; De Negri, João Alberto ; Salerno, Mario Sergio ; De Negri, João Alberto; João Alberto De Negri; Mario Sergio Salerno
O Ipea está desde o início envolvido ativamente na elaboração das Diretrizes da Política Industrial, nas suas principais medidas e ações implementadas, bem como na criação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI). É inserido nesse esforço que temos a satisfação de apresentar à sociedade brasileira o mais completo e amplo estudo já realizado sobre a inovação tecnológica na indústria nacional. Este estudo mostrou que as empresas que inovam e diferenciam produtos da indústria brasileira geram postos de trabalho de maior qualidade, pois empregam mão-de-obra mais qualificada, melhor remunerada e com mais estabilidade no emprego. Inovar e diferenciar produtos permite às empresas exportar com maior valor agregado, obtendo preço prêmio nas suas vendas ao exterior. As empresas nacionais gastam mais em pesquisa e desenvolvimento (P&D) como proporção do seu faturamento do que as filiais das empresas estrangeiras instaladas no Brasil, e uma parcela importante dessas empresas tem feito inovações tecnológicas com o objetivo de buscar melhor inserção no mercado mundial. Há, entretanto, muito ainda por ser feito. As exportações brasileiras têm baixo conteúdo tecnológico e ainda são fortemente concentradas em commodities intensivas em recursos naturais e mão-de-obra. As desigualdades produtivas regionais são acentuadas e as pequenas e médias empresas dispõem de poucos meios para inovar e diferenciar seus produtos. Os resultados da pesquisa apresentada neste livro revelam fortemente que muitas firmas brasileiras estão desenvolvendo um comportamento pró-ativo, orientando-se pelas práticas mais nobres da competição: a inovação tecnológica e a diferenciação de produto. As informações coletadas mostram que uma nova visão empresarial tem surgido no país dando sustentação a um novo patamar competitivo da indústria brasileira.

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