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Os impactos desiguais do congestionamento urbano no acesso a empregos

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Texto para Discussão (TD) 2922 : Os impactos desiguais do congestionamento urbano no acesso a empregos

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Resumo

O congestionamento é um problema persistente em grandes metrópoles e cada vez mais comum em médias e grandes cidades. Diversas pesquisas analisam os efeitos negativos dos congestionamentos em termos de perda de produtividade econômica, aumento da poluição ambiental, e efeitos negativos sobre a saúde da população. No entanto, menos atenção tem sido dada aos impactos dos congestionamentos sobre a facilidade de a população acessar oportunidades de emprego, e quais os grupos de renda mais afetados. Este estudo estima os impactos do congestionamento no acesso a oportunidades de empregos nas vinte maiores cidades do Brasil, e analisa como eles se distribuem espacialmente e entre pessoas de diferentes níveis de renda. O estudo compara o número de empregos acessíveis por automóvel num intervalo de 15 a 45 minutos de viagem no período do pico da manhã e em fluxo livre com base em informações históricas sobre a velocidade do tráfego a partir de dados de GPS em alta resolução. Os resultados mostram que os municípios de São Paulo (São Paulo), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) e Brasília (Distrito Federal) têm os maiores níveis de congestionamento, causando uma redução da quantidade média de empregos acessíveis entre 40,7% e 24,6%. Enquanto isso, os municípios de Goiânia (Goiás), Campo Grande (Mato Grosso do Sul) e São Gonçalo (Rio de Janeiro) são os menos impactados pelos congestionamentos (redução entre 3,2% e 0,6% de acessibilidade). A população de baixa renda tende a ser a mais prejudicada, chegando a ter uma queda de mais de 50,0% da quantidade de empregos acessíveis no período de pico comparado ao fluxo livre. Os resultados do estudo suscitam algumas implicações para políticas públicas para redução das desigualdades dos impactos dos congestionamentos no acesso a oportunidades de emprego, podendo a auxiliar na elaboração/reformulação de planos municipais de mobilidade urbana, moradia e uso do solo.

Resumo traduzido

Traffic congestion is a persistent problem in large metropolises and increasingly common in medium and large cities. Several studies have analyzed the negative effects of congestion in terms of economic productivity loss, increased environmental pollution, and negative health consequences. However, less attention has been given to the impact of congestion on the population’s ease of accessing job opportunities, and which income groups are most affected by congestion. This study estimates the impacts of congestion on access to job opportunities in the twenty largest cities in Brazil and examines how people of different income levels and neighborhoods are impacted by congestion. The study compares the number of jobs accessible by car within a 15 to 45 minute travel time interval during the morning peak period and in free-flowing traffic, based on historical information about traffic speeds from high-resolution GPS data. The results show that the municipalities of São Paulo (São Paulo), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), and Brasília (Distrito Federal) have the highest levels of congestion, causing an average reduction in the number of accessible jobs between 40.7% and 24.6%. Meanwhile, the municipalities of Goiânia (Goiás), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), and São Gonçalo (Rio de Janeiro) are the least impacted by congestion (with a reduction between 3.2% and 0.6% in job accessibility). People with low income tend to be the most affected, experiencing a decrease of more than 50.0% in the number of accessible jobs during peak time compared to free-flowing traffic. The results raise implications for policies aimed at reducing the inequalities in the impacts of congestion on access to job opportunities, and can inform municipal transportation, housing, and land-use plans.

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JEL

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TOMASIELLO, Diego Bogado; PEREIRA, Rafael H. M.; NADALIN, Vanessa Gapriotti. Os impactos desiguais do congestionamento urbano no acesso a empregos. Rio de Janeiro: Ipea, set. 2023. 42 p. : il. (Texto para Discussão, n. 2922). DOI: http:// dx.doi.org/10.38116/td2922-port.

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