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Indicadores mensais de indústria, comércio e serviços : Carta de Conjuntura, n. 71, abr./jun., 2026

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Abstract

A economia brasileira iniciou 2026 com desempenho mais favorável do que o antecipado, combinando crescimento acima do esperado no primeiro trimestre e sinais positivos nos indicadores mensais já disponíveis para o início do segundo trimestre. Após a alta de 1,1% do produto interno bruto (PIB) no primeiro trimestre, na série dessazonalizada, e de 1,8% na comparação interanual, o ponto de partida da atividade tornou-se significativamente mais elevado. Com isso, a leitura anterior de um processo de pouso suave, caracterizado por perda mais clara de tração da demanda interna, passou a dar lugar a uma avaliação mais positiva da dinâmica corrente, na qual a atividade econômica tende a seguir crescendo em ritmo ligeiramente superior ao observado em 2025. Esse quadro não elimina a presença de freios importantes, como os juros elevados, o endividamento das famílias e as condições financeiras restritivas, mas sugere que, na conjuntura recente, os vetores de sustentação da atividade têm prevalecido. A resiliência do mercado de trabalho, o crescimento real da renda, as transferências públicas, a expansão de algumas modalidades de crédito às famílias e o desempenho de setores menos dependentes da demanda doméstica ajudam a explicar por que a economia tem mantido trajetória de expansão mesmo em um ambiente monetário ainda restritivo.

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CARVALHO, Leonardo Mello de. Indicadores mensais de indústria, comércio e serviços. Carta de Conjuntura, Rio de Janeiro, n. 71, abr./jun., 2026. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/21034

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Carta de Conjuntura 71

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