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Cidades resilientes e o ambiente natural : ecologia urbana, adaptação e gestão de riscos

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Resumo

Este capítulo mostra que entre todas as questões vinculadas à temática urbana, talvez a que conecta o maior número de conhecimentos, habilidades e campos de pesquisa seja a relação entre o tecido urbano e o ambiente físico. Para equacionar os problemas apresentados aqui, como se verá, é necessária a integração entre as políticas que tratam do planejamento do ponto de vista social, econômico, cultural e ambiental no meio urbano. Mapear e documentar os recursos e as limitações econômico-sociais, culturais e ambientais de um território é o primeiro quesito para iniciar a construção de inter-relações, retroalimentações e interdependências em um contexto incerto e em constante evolução. A partir desse mapeamento e com a aplicação do conceito de resiliência, é possível reunir e integrar fatores que capacitem uma cidade a suportar pressões em meio a processos de mudanças. Para tanto, também é preciso, necessariamente, considerar aspectos participativos que levem em consideração e que permitam a autonomia e o empoderamento locais.

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O Estatuto da Cidade e a Habitat III : um balanço de quinze anos da política urbana no Brasil e a Nova Agenda Urbana
(Ipea, 2016) Marco Aurélio Costa; Marco Aurélio Costa
A cada vinte anos, a Organização das Nações Unidas (ONU) promove uma conferência voltada para debater os problemas de habitação e de desenvolvimento urbano e para firmar compromissos internacionais que favoreçam a existência e a produção de assentamentos humanos adequados e sustentáveis. Este ano, em Quito, ocorrerá a III Conferência sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III). Nesta conferência, ao mesmo tempo em que se faz o balanço das últimas duas décadas de urbanização no mundo, discute-se o que será firmado como a Nova Agenda Urbana. Esta importante publicação, lançada como parte da contribuição do Ipea para a Habitat III, revisita os temas associados aos eixos temáticos que estruturam a conferência e busca , ao mesmo tempo, fazer um balanço de quinze anos de política urbana no país, considerando o marco de quinze anos de Estatuto da Cidade, em diálogo com o documento da Nova Agenda Urbana, olhando para o futuro e para os desafios que devem ser enfrentados, sobretudo no que diz respeito à disponibilização de infraestrutura social e urbana para toda a sociedade brasileira.

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