Desenvolvimento Regional
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/17404
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Publicação Apresentação : Políticas regionais no Brasil : governança nos fundos constitucionais de financiamento(Ipea, 2025) Portugal, Rodrigo; Vasconcelos, Ronaldo; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Rodrigo Portugal; Ronaldo VasconcelosA apresentação aborda a trajetória histórica e recente da política de desenvolvimento regional no Brasil, destacando o esforço contínuo do Estado para reduzir desigualdades territoriais por meio de políticas públicas, com ênfase nos fundos constitucionais de financiamento (FCFs). O texto ressalta a crescente sofisticação dessas políticas, que passaram a incorporar avaliações de impacto e análises de eficiência, eficácia e efetividade, conduzidas por instituições governamentais, acadêmicas e de controle. A obra se diferencia ao investigar como os resultados dessas avaliações podem influenciar efetivamente os processos decisórios e a alocação de recursos, especialmente após as mudanças institucionais ocorridas a partir dos anos 2000. Para isso, analisa comparativamente os três fundos constitucionais, suas trajetórias institucionais e os atores envolvidos, reunindo contribuições de pesquisadores de diversas instituições nacionais, com apoio de organismos como a CEPAL e colaboração de órgãos públicos e conselhos estaduais.Publicação A Relevância da governança nas políticas regionais(Ipea, 2025) Portugal, Rodrigo; Vasconcelos, Ronaldo; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Rodrigo Portugal; Ronaldo VasconcelosO texto aborda a redução das desigualdades regionais como objetivo constitucional central da Federação brasileira, destacando a evolução histórica das políticas de desenvolvimento regional e o papel dos Fundos Constitucionais de Financiamento (FNO, FNE e FCO) como principal base financeira da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) desde 2003. Enfatiza-se a complexidade do sistema de governança que envolve múltiplos atores institucionais, suas transformações ao longo do tempo e a relevância de analisar não apenas os resultados financeiros e territoriais desses fundos, mas também seus processos decisórios. Nesse contexto, o livro propõe examinar a governança dos FCFs e da PNDR, considerando sua importância constitucional, financeira e democrática, por meio de uma revisão teórica e de uma análise da configuração atual desses sistemas.Publicação Panorama recente do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO)(Ipea, 2025) Portugal, Rodrigo; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Rodrigo PortugalO texto apresenta o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) como um instrumento de política pública criado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei nº 7.827/1989, com a finalidade de ofertar crédito subsidiado a empreendimentos privados com restrições de acesso ao sistema financeiro tradicional, visando estimular investimentos produtivos e reduzir desigualdades regionais na região Norte. Financiado por 0,6% da arrecadação do IR e do IPI e administrado pelo Banco da Amazônia, o FNO possui relevância econômica expressiva, evidenciada pelos elevados volumes de entradas, patrimônio acumulado e contratações, especialmente em 2021. A aplicação dos recursos é orientada pelos planos regionais de desenvolvimento, em consonância com a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e com o Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA), sob coordenação do MIDR e da Sudam. Nesse contexto, o capítulo analisa a evolução e as oscilações dos dados financeiros do FNO ao longo da década de 2010, buscando identificar mudanças financeiras, espaciais e institucionais associadas às decisões-chave na alocação dos recursos na região Norte do Brasil.Publicação Um Diagnóstico das contratações do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE)(Ipea, 2025) Lopes, Guilherme; Quaglio, Gislaine; Diretoria de Desenvolvimento Institucional - DIDES; Guilherme Lopes; Gislaine QuaglioO texto apresenta o arcabouço constitucional e legal dos fundos constitucionais de financiamento, destacando que a Constituição Federal de 1988 destinou 3% da arrecadação do IR e do IPI ao financiamento do setor produtivo das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, regulamentado pela Lei nº 7.827/1989 com a criação dos fundos FNE, FCO e FNO, sendo o FNE responsável por 1,8% desses recursos, dos quais 0,9% são exclusivos do semiárido. O objetivo central dos FCFs é reduzir as desigualdades regionais por meio da ampliação da base econômica regional, atração de capital produtivo, geração de emprego e renda e valorização das potencialidades locais, com prioridade para micro e pequenos empreendedores, produção de alimentos básicos, cooperativas e atividades dos setores agropecuário, industrial, agroindustrial, turístico, de infraestrutura, comércio e serviços. Com esse enfoque, o capítulo propõe um diagnóstico das contratações do FNE segundo setor, porte, finalidade e localização dos desembolsos, a fim de verificar se a aplicação dos recursos está alinhada às diretrizes normativas da política regional ou predominantemente orientada pelas demandas de mercado, utilizando para isso o método histórico-estrutural e estatística descritiva baseada em dados do Banco do Nordeste.Publicação Análise das contratações e da distribuição espacial dos recursos do Fundo de Financiamento do Centro-Oeste(Ipea, 2025) Heck, Cláudia Regina; Quaglio, Gislaine; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Cláudia Regina Heck; Gislaine QuaglioO Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) é um instrumento da política regional brasileira voltado ao estímulo de investimentos produtivos por meio de crédito subsidiado, financiado principalmente por parcela da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados. Sua governança envolve o Ministério do Desenvolvimento Regional, o Conselho Deliberativo, o Banco do Brasil e, de forma singular no Centro-Oeste, os Conselhos de Desenvolvimento Econômico Estaduais, que atuam no apoio técnico, na análise de projetos e na operacionalização do fundo, ampliada a partir de 2008 com a participação de outras instituições financeiras. Os recursos do FCO financiam atividades nos setores rural e empresarial, buscando elevar a produtividade, a competitividade e a diversificação da estrutura produtiva regional, especialmente em áreas menos dinâmicas. Nesse contexto, o estudo analisa, sob uma abordagem histórico-estrutural, as características e a evolução dos desembolsos do FCO entre 1995 e 2021, destacando mudanças na alocação dos recursos, sua distribuição territorial e os arranjos de governança, contribuindo para a compreensão do papel do fundo no desenvolvimento regional do Centro-Oeste.Publicação Sistema de governança do FNO : o planejamento enquanto orientação das etapas(Ipea, 2025) Portugal, Rodrigo; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Rodrigo PortugalO texto analisa a reorientação das operações do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) na década de 2010, especialmente a partir de 2016, destacando mudanças no perfil das contratações decorrentes de decisões de governança pública, e não apenas das forças de mercado. Embora a distribuição espacial dos financiamentos tenha permanecido relativamente estável, houve maior direcionamento de recursos para infraestrutura, em especial energia elétrica, e para a agropecuária em estados como Tocantins, Rondônia e Pará. O capítulo examina a organização e o funcionamento do sistema de governança do FNO, investigando como instituições e espaços decisórios influenciaram a alocação do crédito, e propõe medidas para aprimorar seu desempenho. A análise baseia-se em uma abordagem histórico-institucional, apoiada em documentos oficiais, dados de contratações, legislação e bibliografia especializada, no período de 2011 a 2021.Publicação Prefácio 1 : Políticas regionais no Brasil : governança nos fundos constitucionais de financiamento(Ipea, 2025) Aristides Monteiro Neto; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Aristides Monteiro NetoO livro analisa a governança e os fundos constitucionais de financiamento (FCFs), enfocando como as decisões públicas influenciam a redução das desigualdades regionais no Brasil. A pesquisa examina os processos de tomada de decisão e os mecanismos de governança nas macrorregiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, destacando especificidades de cada área: no Norte, há avanços em infraestrutura e meio ambiente; no Nordeste, observa-se o esvaziamento do Condel/Sudene; e no Centro-Oeste, a ausência de um banco regional levou à atuação dos Conselhos de Desenvolvimento Econômico estaduais, com maior protagonismo ministerial durante períodos de vacância institucional. O estudo evidencia como a governança molda a aplicação dos recursos públicos e a gestão territorial dos FCFs.Publicação Prefácio 2 : Políticas regionais no Brasil : governança nos fundos constitucionais de financiamento(Ipea, 2025) Rocha Neto, João Mendes da; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; João Mendes da Rocha NetoO texto analisa o papel dos fundos constitucionais de financiamento no enfrentamento das desigualdades regionais no Brasil, destacando sua relevância como instrumentos da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e os desafios associados à sua governança, coordenação e efetividade. A obra Políticas Regionais no Brasil: governança nos fundos constitucionais de financiamento, organizada por Rodrigo Portugal e Ronaldo Vasconcelos e editada pelo Ipea, examina os fundos do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), evidenciando que, embora sejam essenciais para a geração de emprego e renda, apresentam limitações decorrentes de arranjos institucionais complexos, sobreposição de competências, captura por interesses setoriais e fraca articulação com os objetivos da PNDR. Os capítulos mostram que os impactos dos fundos variam conforme os contextos socioeconômicos regionais e setoriais, o que inviabiliza análises uniformes, e apontam a necessidade de aperfeiçoar normas, processos decisórios e mecanismos de coordenação para ampliar a efetividade desses instrumentos, alinhar sua aplicação à política regional e fortalecer sua contribuição para a redução das desigualdades estruturais no país.Livro Políticas regionais no Brasil : governança nos fundos constitucionais de financiamento(Ipea, 2025) Portugal, Rodrigo; Vasconcelos, Ronaldo; Rodrigo Portugal; Ronaldo VasconcelosO documento apresenta uma análise aprofundada da política de desenvolvimento regional brasileira, com foco nos fundos constitucionais de financiamento como principal instrumento de redução das desigualdades territoriais, examinando sua evolução institucional, os resultados de avaliações de impacto já realizadas e, sobretudo, como esses resultados podem ser incorporados aos processos de tomada de decisão e alocação de recursos. A obra investiga o espaço decisório das instituições envolvidas, especialmente após as mudanças ocorridas a partir dos anos 2000, compara os três fundos constitucionais quanto às suas semelhanças e diferenças e discute a governança e a influência dos entes institucionais sobre o crédito, reunindo contribuições de pesquisadores de diversas instituições acadêmicas e governamentais, com apoio de organismos nacionais e internacionais.Publicação Brics as a "development partner" in a period of geopolitical fragmentation(Ipea, 2025-08) Kubayi, Mikatekiso; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Mikatekiso KubayiTempo do Mundo 38Often interchanged with strategic partnership and development cooperation, development partnership is an elusive concept in the relations of global South economies with developed economies, outside of the history of aid dependency. Global South – BRICS relations are another relationship that requires reflection. This is even more important considering the expansion of BRICS to the BRICS+ and BRICS Partners. Developing economies require partnerships, both at a bilateral and multilateral level, for increased access to development finance and investment. The African Union’s Agenda 2063, for instance, lists fifteen flagship projects and seven priority projects. These projects need financing, tech transfers, and other collaborations; can development partnerships be a solution? This paper expands on the development partnership potential for the global South of the BRICS bloc, the political economy, and geopolitics that impact this potential.Publicação Crescimento pró-pobre e distribuição de renda das capitais dos estados brasileiros(Ipea, 2007) Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Guilherme Mendes Resende; Daniel da Mata; Alexandre Xavier Ywata CarvalhoO presente trabalho visa a fornecer evidências sobre o perfil de crescimento do sistema urbano do Brasil, representado no presente caso pelas capitais dos estados brasileiros. Por perfil de cres cimento, entende-se o quanto o crescimento econômico favoreceu o crescimento de renda da parcela menos abastada da população. Neste contexto, o conceito de crescimento pró-pobre é o utilizado. O crescimento econômico é tido como pró-pobre se houve um aumento da renda dos mais pobres acima da elevação da renda média. Um crescimento econômico do tipo pró-pobre pode ser visto como um instrumento efetivo de distribuição de renda e de redução da pobreza. Os resultados apontam que nenhuma capital estadual apresentou um crescimento do tipo pró pobre. Isto mostra o padrão perverso de crescimento do Brasil, em que regiões que englobam a maioria da população estão apresentando um crescimento que aumenta desigualdade de renda ou, ainda pior, uma situação de crescimento médio que muitas vezes empobrece as camadas mais pobres da população.Publicação Favelas e dinâmica das cidades brasileiras(Ipea, 2007) Lall, Somik V.; Wang, Hyoung Gun; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Mata, Daniel da; Somik V. Lall; Hyoung Gun WangO objetivo precípuo deste capítulo é o estudo do processo de favelização das cidades brasileiras no período entre 1980 e 2000. Busca-se averiguar os padrões e alguns dos principais fatos esti lizados no que concerne ao surgimento, manutenção e crescimento das favelas dentro da hierar quia urbana do Brasil. Verificou-se que, em 2000, as aglomerações urbanas possuíam seis milhões de habitantes em favelas. O crescimento da população em favelas no Brasil foi mais intenso, no período em análise, do que o crescimento populacional. Assim como no crescimento populacional das cidades brasileiras, o crescimento da população que vive em favelas foi mais elevado nas peri ferias das aglomerações urbanas vis-à-vis zonas centrais (núcleos). Cidades maiores (em termos de tamanho populacional) possuem mais favelas, assim como cidades mais ricas (em termos de nível de renda per capita). A desigualdade de renda tem um papel importante: quanto mais desigual for a cidade, mais favelas possui. Crescimento populacional e crescimento do número de favelas não apresentaram uma relação significante em termos estatísticos.Publicação Estimação da perda de produção devido a mortes por causas externas nas cidades brasileiras(Ipea, 2007) Daniel Ricardo de Castro Cerqueira; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Alexandre Xavier Ywata Carvalho; Daniel CerqueiraA violência no Brasil é reconhecidamente um dos maiores problemas atualmente enfrentados pela sociedade. Esse problema incorre em diversos custos econômicos, além obviamente dos inestimáveis custos decorrentes da perda de vidas. Entre esses custos econômicos, incluem-se custos de tratamentos de saúde, da manutenção da máquina policial, de perda de produção. Esse último tipo de custo é o foco deste trabalho, onde é apresentada uma metodologia para estimar a perda de produção devido a mortes violentas nas áreas urbanas brasileiras, a partir de bases de dados de renda dos trabalhadores do IBGE e da base de dados de óbitos do Ministério da Saúde. Para combinar informações dessas duas bases de dados, inicialmente são aplicados procedimentos de regressão não-paramétrica para estimar curvas médias de rendimento anual dos trabalhadores. Essas curvas são então utilizadas para estimar a perda de produção para determinadas categorias dos registros de óbitos. Incluem-se nessa análise ajustes para contabilizar para a tábua de sobre vivência da população em geral.Publicação Crescimento econômico comparado dos municípios alagoanos e mineiros : uma análise espacial(Ipea, 2007) Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Alexandre Manoel Angelo da Silva; Guilherme Mendes ResendeNeste texto, apresentam-se os resultados da investigação sobre quais variáveis determinam as taxas de crescimento da renda do trabalho por habitante dos municípios alagoanos (com até 50 mil habitantes) e mineiros (com até 50 mil habitantes), entre 1991 e 2000. Na análise economé trica, não se encontrou autocorrelação espacial no modelo estimado para os pequenos municípios alagoanos. No caso dos pequenos municípios mineiros, essa autocorrelação espacial foi verificada. A investigação econométrica mostra que os determinantes do crescimento econômico de um es tado relativamente rico não são idênticos aos determinantes de um estado relativamente pobre. No que diz respeito à estimação do modelo para pequenos municípios de Alagoas, somente o índice de Gini é significativo e negativo na determinação do crescimento da renda do trabalho por habitante. No que concerne aos pequenos municípios de Minas Gerais, foram obtidas quatro variáveis estatisticamente significativas: i) renda do trabalho por habitante em 1991; ii) número médio de anos de estudo da população com 25 ou mais anos de idade; iii) percentual de domicílios com acesso à iluminação elétrica; e iv) índice de Gini. Suspeitou-se, portanto, que os pequenos municípios de um estado relativamente pobre precisam de uma melhoria mais acentuada do que a verificada nos indicadores de produtividade e de qualidade de vida, a fim de que esses indicadores possam surtir efeito sobre o crescimento da renda do trabalho por habitante, tendo em vista que nos, pequenos municípios alagoanos, os níveis de produtividade e de qualidade de vida são extremamente baixos em relação aos pequenos municípios mineiros.Publicação Evolução da desigualdade econômica e social no território brasileiro entre 1970 e 2000(Ipea, 2007) Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; João Carlos Magalhães; Rogério Boueri MirandaEste trabalho analisa a convergência de variáveis ligadas à renda, à educação e à longevidade uti lizando como foco os valores médios dos municípios brasileiros. São estudados padrões nacionais e inter-regionais de convergência de 1970 a 2000, utilizando-se para tanto as matrizes de transição (QUAH, 1993b). As várias mudanças na estrutura municipal brasileira demandaram o agrupamento dos municípios em Áreas Mínimas Comparáveis. Os resultados obtidos apontam padrões diferentes de convergência das variáveis. A renda per capita e a longevidade (representada pela expectativa de vida ao nascer) apresentaram convergência em clubes por região, enquanto que as variáveis liga das à educação (taxa de alfabetização e anos de estudo) mostraram convergência nacional.Publicação Migração e diferenciais de renda : teoria e evidências empíricas(Ipea, 2007) Carlos Wagner de Albuquerque Oliveira; Ellery Junior, Roberto de Goes; Pinheiro, Danielle Sandi; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Carlos Wagner de Albuquerque Oliveira; Roberto Ellery Jr.; Danielle SandiA concentração dos fatores de produção afeta o padrão de desenvolvimento regional, mas a distribuição espacial desses fatores também depende do desenvolvimento da região. Esse aspecto circular determina a influência da oferta de bens e serviços sobre preços e salários que, por sua vez, interfere na oferta e demanda por mão-de-obra. Neste trabalho se discute a pertinência do uso de políticas de desenvolvimento regional como forma de reduzir as disparidades de renda entre as regiões brasileiras, com foco nas questões relacionadas à migração de trabalhadores. A discussão inicia-se com uma digressão histórica dos fluxos migratórios tanto em nível mundial quanto em nível de Brasil. Em seguida é feita um breve comentário de como os modelos teóricos abordam a questão da migração e como eles relacionam essa questão com os problemas de crescimento eco nômico. Faz-se uma rápida incursão pelas clássicas teorias do comércio internacional, observando como essas teorias abordam a questão do movimento de fatores de produção, suas respectivas remunerações e seus efeitos sobre o crescimento econômico. Encerra-se a discussão histórico- teórica com um pequeno ensaio sobre o modelo desenvolvido em Matsuyama e Takahashi (1998) cuja finalidade é investigar a sensibilidade do índice relativo de padrão de vida para uma dada alteração na proporção da população de uma região em relação às outras regiões.Publicação Crescimento e desempenho do mercado de trabalho nos municípios não-metropolitanos do Brasil(Ipea, 2007) Chomitz, Kenneth M.; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Kenneth M.; Daniel Da Mata; João Carlos Magalhães; Alexandre Xavier Ywata CarvalhoO presente capítulo mapeia a heterogeneidade da dinâmica do mercado de trabalho dos municípios rurais no Brasil durante a década de 1990. Para entender os determinantes da referida heterogeneidade nas áreas brasileiras rurais ou não-metropolitanas, desenvolve-se um modelo espacial de demanda e oferta por trabalho, e aplica-se uma estratégia de estimação que considera a endogeneidade das variáveis explicativas e autocorrelação espacial dos determinantes não- observados dos movimentos da força de trabalho. O capítulo encontra um número de relações que parecem ser robustas a diferentes escolhas amostrais e diferentes controles para autocorrelação espacial: i) níveis iniciais de educação da força de trabalho são fortemente relacionados ao crescimento de salário subsequente; ii) regiões rurais estão perdendo emprego ou tendo um crescimento mais devagar do que outras regiões; iii) áreas com pouca chuva têm menores taxas de crescimento do emprego e do salário; iv) salários respondem elasticamente a mudanças na oferta de trabalho; v) o crescimento da renda gera transbordamentos positivos nos salários e emprego de áreas próximas; e vi) transferências governamentais, como aposentadorias, estimulam o crescimento local dos salários.Publicação Estimando a demanda por educação e saúde em municípios brasileiros(Ipea, 2007) Constantino Cronemberger Mendes; Sousa, Maria da Conceição Sampaio de; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Constantino Cronemberger Mendes; Maria da Conceição Sampaio de SousaO conhecimento da função demanda por serviços públicos permite um melhor entendimento dos métodos de decisão política e estruturas de impostos alternativos, em uma localidade particular. Essas funções mostram, ainda, a existência de economias de escala ao nível municipal e ajudam a avaliar os efeitos de mudanças nas variáveis demográficas e econômicas sobre a quantidade de serviços demandados. As estimativas de demanda por serviços públicos locais para os municípios brasileiros, com base no modelo do eleitor mediano, foram realizadas para dois casos setoriais (saúde e educação). Os resultados são consistentes com a estrutura teórica e empírica, sugerindo que a abordagem do eleitor mediano pode ser útil para descrever o comportamento da despesa pública local no Brasil. Foram utilizados vários métodos alternativos de estimação (Clássico - OLS, LM, 2SLS, GGM simples; Espacial - GMM espacial; e Regressão Quantílica), que sustentam a robustez dos resultados encontrados. As principais variáveis dos modelos estimados (preço, renda e população) foram sempre significativas e tiveram os sinais esperados. As elasticidades-renda estimadas nos casos gerais para os serviços públicos municipais se mantêm dentro dos padrões esperados, apesar das estimativas acima da média internacional. Nas elasticidades-renda setoriais estimadas, os resultados se assemelham aos da literatura internacional, que mostra o serviço público com a característica usual de bens meritórios.Publicação Decisão locacional de novos estabelecimentos e o papel dos fundos constitucionais de financiamento(Ipea, 2007) Lall, Somik V.; Timmins, Christopher; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Alexandre Xavier Ywata Carvalho; Somik V. Lall; Christopher TimminsAs marcantes e sustentáveis diferenças de performance econômica entre regiões dentro de países em desenvolvimento têm há muito tempo motivado os governos centrais a implementarem políticas de incentivos fiscais e creditícios para atrair empresas para as áreas menos desenvolvidas. No entanto, evidências empíricas para avaliar a validade desses incentivos são raras na literatura. Este artigo apresenta um estudo de avaliação direta de um dos mais importantes programas de incentivo no Brasil: os fundos constitucionais de financiamento. Para isso, explorou-se a base de dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, de forma a endereçar dois elementos importantes na decisão de localização geográfica de novos estabelecimentos: i) a estrutura de filiais/matriz do conglomerado empresarial (em particular, o quanto as empresas preferem posicionar novos estabelecimentos próximos à sede da empresa); e ii) a heterogeneidade espacial não observável (que pode confundir os efeitos reais dos fundos constitucionais). Esses dois ele mentos, quando não levados em conta nas estimações, podem viesar as estimações dos impactos dos fundos constitucionais. Os resultados mostram que a proximidade à sede da empresa é um fator extremamente forte na decisão de localização de novas empresas, sendo mais importante do que o papel dos fundos constitucionais, no caso de empresas verticalmente integradas. Por outro lado, quando se controla não-parametricamente para a heterogeneidade espacial invariante no tempo, encontra-se evidências de que os fundos são significantes, estatisticamente e economicamente, para atrair estabelecimentos em vários dos setores econômicos alvos das políticas.Publicação Avaliação econômica do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE)(Ipea, 2007) Silveira Neto, Raul da Mota; Almeida Junior, Mansueto Facundo; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Alexandre Manoel Angelo da Silva; Guilherme Mendes Resende; Raul da Mota Silveira Neto; Mansueto Facundo Almeida JuniorO objetivo principal deste artigo é avaliar a aplicação dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), a partir das estimativas de propensity score das firmas beneficiadas com recursos desse fundo constitucional e de um conjunto de firmas não beneficiadas. Os resultados gerais apontam impacto positivo sobre a taxa de variação do número de empregados e ausência de impacto sobre a taxa de variação do salário médio pago pelas firmas. Quando se consideram apenas micro e pequenas firmas na avaliação da aplicação dos recursos desse fundo, é possível apontar um impacto positivo sobre a taxa de variação do número de empregados de maior magnitude do que aquele observado quando todo o universo de firmas é considerado.
