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Federalismo no Brasil : análise da descentralização financeira da perspectiva das cidades médias

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Abstract

Este estudo analisa os desafios enfrentados pelas cidades médias brasileiras no financiamento de sua infraestrutura em meio a um processo de descentralização financeira, intensificado com a Constituição de 1988, que transferiu responsabilidades e aumentou a pressão por serviços públicos locais. Esse movimento coincide com a migração populacional para cidades médias, impulsionada pela busca de alternativas às metrópoles congestionadas e pelas oportunidades de investimentos produtivos. A descentralização, promovida globalmente como meio de melhorar a eficiência na alocação de recursos e fortalecer o controle local, encontrou, no Brasil, entraves como a dependência de transferências intergovernamentais, especialmente o FPM e o ICMS, que frequentemente beneficiam pequenos municípios, mesmo que as cidades médias possuam demandas financeiras mais elevadas. Além disso, a dificuldade de arrecadação própria pelas cidades médias limita o financiamento de sua expansão urbana, principalmente pelo peso das transferências federais sobre os pequenos municípios e pela complexidade de aumentar receitas locais, como o IPTU. O estudo enfatiza a importância de um pacto federativo mais equitativo, que clarifique atribuições e distribua recursos de acordo com as necessidades e capacidade de cada ente, respeitando a heterogeneidade regional do país.

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SANTOS, Angela Moulin Simões Penalva; COSTA, Laís Silveira Costa. ANDRADE, Thompson Almeida. Federalismo no Brasil: análise da descentralização financeira da perspectiva das cidades médias. In: ANDRADE, Thompson Almeida; SERRA, Rodrigo Valente (org.). Cidades médias brasileiras. Rio de Janeiro: Ipea. 2001. p. 295-335. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/16140

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Cidades médias brasileiras
(Ipea, 2001) Andrade, Thompson Almeida Andrade ; Serra, Rodrigo Valente ; Thompson Almeida Andrade; Rodrigo Valente Serra
Este livro agrupa um conjunto de estudos voltados para o entendimento do comportamento do estrato de cidades médias brasileiras no período recente. Os assuntos econômicos tratados são os mais variados, abrangendo desde a dinâmica do crescimento dessas cidades na década de 90, passando pelas suas características demográficas, do mercado de trabalho local e de finanças públicas, e concluindo com a análise dos padrões de desigualdade e pobreza. Consiste em um esforço de análise de um tema ainda pouco explorado na literatura especializada no sistema urbano brasileiro. Alguns dos estudos constantes indicam, ao lado de uma tendência quase secular de desconcentração, o aparecimento de indícios preocupantes que apontam na direção de uma recidiva de concentração espacial associada à globalização. Em que medida essas evidências mostram sintomas típicos de uma fase de transição ou são indicadores de mudanças mais duradouras de tendência, é uma questão em aberto, apontada nas conclusões como essenciais para avaliar as potencialidades da sociedade brasileira nas próximas décadas.

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