Sistema Monetário. Finanças. Bancos
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/17420
Navegar
Submissões Recentes
Livro Rigidezes de práticas de pagamentos(Ipea, 1995-09) Neri, Marcelo Côrtes; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Marcelo NeriSeminários Sobre Estudos Sociais e do Trabalho. Série Seminários, 13/95Estuda o efeito da inflação sobre as práticas de pagamento entre firmas e trabalhadore, i. e. escolha da frequência e dos dias de pagamento. A análise empírica foi feita a partir de séries temporais agregadas. O arcabouço teórico desenvolvido incorpora algumas fontes de rigidez de práticas de pagamento. Apresenta uma avaliação a partir de dados microeconômicos da relevância empírica das diversas fontes de rigidez de práticas de pagamento propostasPublicação Estoque de capital setorial e nível de utilização da capacidade instalada da economia brasileira : 2000 a 2020(Ipea, 2026-01-27) Cornelio, Felipe Moraes; José Ronaldo de Castro Souza Júnior; Garcia, Pedro Mendes; Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas - DIMAC; Felipe Moraes Cornelio; José Ronaldo de Castro Souza Júnior; Pedro Mendes GarciaTD 3183Este estudo introduz uma nova medida de estoque de capital por setor econômico, utilizando dados desagregados de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) por demanda de atividade. A metodologia empregada baseia-se no método do inventário perpétuo, adaptada para uma abordagem matricial, visando a harmonização com as matrizes de absorção de investimento (MAIs). Essa inovação possibilita a obtenção de dados anuais de estoque, desagregados por produto e setor. Para a aplicação efetiva da metodologia de inventário perpétuo, foi essencial expandir os dados das MAIs, incluindo informações anteriores ao ano 2000. Essa expansão de dados é necessária, porque o método do inventário perpétuo depende de uma série histórica longa dos fluxos de investimentos para calcular com precisão o estoque de capital ao longo do tempo. Os resultados oferecem estimativas do estoque de capital para o período de 2000 a 2020, abrangendo 91 produtos (23 ativos de capital fixo) e 49 setores (mais um setor da construção residencial, totalizando 50). Como primeira aplicação do estoque de capital setorial, este trabalho propõe um novo indicador para medir o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) médio ponderado da economia, empregando a participação setorial no estoque de capital como ponderador, o que permite calcular o estoque de capital efetivamente utilizado.Publicação Os Entraves institucionais para uma maior participação do setor privado no financiamento da infraestrutura : o caso das debêntures incentivadas(Ipea, 2019) Oliveira, Patrícia Gonçalves de; Claudio Roberto Amitrano; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Patrícia Gonçalves de Oliveira; Alexandre de Ávila Gomide; Mauro Santos Silva; Claudio Roberto AmitranoMestrado Profissional em Políticas Públicas e Desenvolvimento - Terceira TurmaO modelo de financiamento ao investimento em infraestrutura, no Brasil, realizado quase exclusivamente pelo governo federal, combinado com as restrições fiscais pela qual o país vem passando, suscitou o início das discussões, em 2009-2010, entre o governo federal e a sociedade civil, para estimular o financiamento privado de longo prazo. Dessas discussões resultou a publicação da MP 517/2010, convertida na Lei nº 12.431/2011, que criou a debênture de infraestrutura. A motivação para a criação desse instrumento financeiro tinha fundamento na previsão de vultosos investimentos nos anos que se seguiam e na impossibilidade do BNDES continuar como financiador quase exclusivo dos investimentos em infraestrutura. As debêntures de infraestrutura começaram a ser emitidas em 2012, após um processo de ajuste na lei recém criada, para esclarecer algumas situações que geravam dúvidas no mercado, e após sua regulamentação. Nos anos que se seguiram, o volume de emissões aumentou gradativamente. O objetivo deste trabalho é responder à pergunta: Por que as debêntures de infraestrutura não foram capazes de promover um maior equilíbrio entre o setor público e privado no financiamento de longo prazo dos investimentos em infraestrutura? Para isso, a construção do trabalho baseou-se em levantamentos bibliográficos, em jornais, atas de reunião de grupo de trabalho criado dentro do governo federal e estudos elaborados para discutir a criação de um instrumento de financiamento de longo prazo para o financiamento da infraestrutura, bem como foram realizadas entrevistas semiestruturadas para levantar informações não documentadas, relativas à implantação do instrumento da debênture de infraestrutura. Conclui-se que há entraves institucionais que impossibilitam a emissão das debêntures de infraestrutura em todas as fases dos projetos de investimento. As debêntures são mais condizentes com as fases de menor risco do projeto. A participação das debêntures de infraestrutura varia também de acordo com o setor. Os setores de infraestrutura são heterogêneos, e as debêntures de infraestrutura têm uma participação maior em alguns setores do que em outros.Livro Prestação de contas para o Banco Mundial(Ipea, 1993) Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Gerenciamento do Setor Público; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Gerenciamento do Setor PúblicoRelaciona as despesas efetuadas no âmbito do Projeto Mercosul-BRA/91/016, no período de novembro de 1992 a agosto de 1993.Publicação Um Diagnóstico das contratações do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE)(Ipea, 2025) Lopes, Guilherme; Quaglio, Gislaine; Diretoria de Desenvolvimento Institucional - DIDES; Guilherme Lopes; Gislaine QuaglioO texto apresenta o arcabouço constitucional e legal dos fundos constitucionais de financiamento, destacando que a Constituição Federal de 1988 destinou 3% da arrecadação do IR e do IPI ao financiamento do setor produtivo das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, regulamentado pela Lei nº 7.827/1989 com a criação dos fundos FNE, FCO e FNO, sendo o FNE responsável por 1,8% desses recursos, dos quais 0,9% são exclusivos do semiárido. O objetivo central dos FCFs é reduzir as desigualdades regionais por meio da ampliação da base econômica regional, atração de capital produtivo, geração de emprego e renda e valorização das potencialidades locais, com prioridade para micro e pequenos empreendedores, produção de alimentos básicos, cooperativas e atividades dos setores agropecuário, industrial, agroindustrial, turístico, de infraestrutura, comércio e serviços. Com esse enfoque, o capítulo propõe um diagnóstico das contratações do FNE segundo setor, porte, finalidade e localização dos desembolsos, a fim de verificar se a aplicação dos recursos está alinhada às diretrizes normativas da política regional ou predominantemente orientada pelas demandas de mercado, utilizando para isso o método histórico-estrutural e estatística descritiva baseada em dados do Banco do Nordeste.Publicação Análise das contratações e da distribuição espacial dos recursos do Fundo de Financiamento do Centro-Oeste(Ipea, 2025) Heck, Cláudia Regina; Quaglio, Gislaine; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Cláudia Regina Heck; Gislaine QuaglioO Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) é um instrumento da política regional brasileira voltado ao estímulo de investimentos produtivos por meio de crédito subsidiado, financiado principalmente por parcela da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados. Sua governança envolve o Ministério do Desenvolvimento Regional, o Conselho Deliberativo, o Banco do Brasil e, de forma singular no Centro-Oeste, os Conselhos de Desenvolvimento Econômico Estaduais, que atuam no apoio técnico, na análise de projetos e na operacionalização do fundo, ampliada a partir de 2008 com a participação de outras instituições financeiras. Os recursos do FCO financiam atividades nos setores rural e empresarial, buscando elevar a produtividade, a competitividade e a diversificação da estrutura produtiva regional, especialmente em áreas menos dinâmicas. Nesse contexto, o estudo analisa, sob uma abordagem histórico-estrutural, as características e a evolução dos desembolsos do FCO entre 1995 e 2021, destacando mudanças na alocação dos recursos, sua distribuição territorial e os arranjos de governança, contribuindo para a compreensão do papel do fundo no desenvolvimento regional do Centro-Oeste.Publicação Metodologia de cálculo dos indicadores bimestrais de receitas e despesas correntes, receitas de transferências correntes e próprias e despesas com pessoal e encargos sociais e outras despesas correntes de estados e municípios(Ipea, 2025-12) Santos, Cláudio Hamilton dos; Santana, Pedro Marques de; Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas - DIMAC; Cláudio Hamilton dos Santos; Pedro Marques de SantanaCarta de ConjunturaO objetivo desta nota é apresentar uma metodologia de construção de indicadores bimestrais de receitas e despesas correntes, receitas de transferências, receitas correntes próprias, despesas com pessoal e encargos sociais e outras despesas correntes para o conjunto dos estados e do Distrito Federal e dos municípios brasileiros.Publicação Análise da adoção de moedas locais no comércio de bens do Brasil com os demais membros do Brics : 2009-2024(Ipea, 2025-08) Sampaio, Matheus de Souza Rodrigues; Oliveira, Henrique Campos de; Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas - DIMAC; Matheus de Souza Rodrigues Sampaio; Henrique Campos de OliveiraTempo do Mundo 38Desde os acordos de Bretton Woods, o sistema monetário financeiro internacional tem o dólar americano como moeda-chave, o que reforça a influência dos Estados Unidos. Contudo, a ascensão do BRICS e as iniciativas de uso de moedas locais nas transações entre seus membros suscitam questionamentos sobre uma possível reconfiguração da ordem monetária internacional. Nesse contexto, o papel do Brasil, como membro fundador do grupo, torna-se relevante, sendo o uso de moedas locais em seu comércio um indicativo de seu posicionamento na desdolarização. Dessa forma, este trabalho analisa a adoção de moedas locais nas transações comerciais de bens do Brasil com os demais membros fundadores do BRICS entre 2009 e 2024. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva, com revisão bibliográfica sistemática e análise documental a partir de dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Os resultados apontam assimetria entre os países no ano de 2024: com a Rússia, moedas locais representaram 9% das exportações e importações; com a Índia, as exportações foram marginais, e 8% das importações ocorreram em moedas locais; no caso da China, 6% das importações usaram moedas nacionais, mas as exportações seguiram dolarizadas; com a África do Sul, 2% das exportações e 8% das importações ocorreram em moedas locais. Conclui-se que, apesar dos avanços pontuais, o dólar permanece como principal meio de liquidação, e a desdolarização ainda ocorre de forma limitada e assimétrica, todavia com recente guinada de alta, sobretudo, com a Rússia.Publicação Desdolarização liderada pelo Sul global : o papel do Brics na contestação da arquitetura financeira internacional(Ipea, 2025-08) Cassa, Giovanna Bertoli; Cossul, Naiane Inez; Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas - DIMAC; Giovanna Bertoli Cassa; Naiane Inez CossulTempo do Mundo 38Este artigo analisa o papel do BRICS na contestação da centralidade do dólar e na construção de uma nova arquitetura financeira internacional, tendo como pano de fundo a presidência rotativa do Brasil em 2025. Parte-se da hipótese de que, embora as iniciativas de desdolarização e criação de mecanismos alternativos de pagamento, como o BRICS Pay e a potencial moeda comum, configurem avanços relevantes, persistem desafios estruturais e políticos que limitam seu alcance imediato. A pesquisa, de natureza qualitativa, baseia-se em revisão bibliográfica e análise documental de fontes acadêmicas e governamentais. O artigo apresenta um panorama histórico da consolidação do dólar como moeda internacional, examina as alternativas monetárias e institucionais articuladas pelo BRICS e realiza uma avaliação crítica de suas perspectivas. Conclui-se que, apesar das dificuldades de coordenação interna e da resistência de potências estabelecidas, o fortalecimento do BRICS como ator político e econômico pode contribuir para uma ordem internacional mais multipolar e inclusiva.Publicação Arranjo contingente de reservas do Brics : do simbólico ao efetivo(Ipea, 2025-08) Vasconcelos, Jonnas Esmeraldo Marques de; Silva, Luciana Acioly da; Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas - DIMAC; Jonnas Esmeraldo Marques de Vasconcelos; Luciana Acioly da SilvaTempo do Mundo 38Criado em 2014, o Arranjo Contingente de Reservas (ACR) constitui um mecanismo de defesa financeira do BRICS, concebido como um fundo virtual de US$ 100 bilhões voltado ao apoio mútuo em situações de crise cambial e de liquidez. Considerando mais de uma década desde sua instituição, este texto analisa a trajetória do ACR, destacando sua permanência no campo do simbolismo, com limitada consolidação institucional e operacional, e busca identificar caminhos para ampliar a sua efetividade. O estudo organiza-se em quatro partes. Inicialmente, contextualiza a criação do ACR no âmbito das iniciativas do BRICS voltadas à reforma do sistema monetário e financeiro internacional (SMFI), examinando os fatores políticos e econômicos que motivaram a sua concepção. Em seguida, analisa suas principais características institucionais e os obstáculos que comprometem o seu funcionamento. O terceiro tópico aborda os debates recentes sobre a construção de uma nova arquitetura financeira e monetária global, destacando o potencial desses diálogos para revitalizar o papel estratégico do ACR. Por fim, apresentam-se propostas para o seu fortalecimento, tanto as que requerem reformas estatutárias – como a ampliação do uso de moedas alternativas, a flexibilização da regra de consenso e a redução dos incentivos à não contribuição – quanto as que dependem apenas de decisões dos atuais órgãos de governança, como a criação de uma unidade de supervisão, a inclusão de novos membros e a realização de testes operacionais com sistemas de mensagem alternativos. Ao revisitar o ACR, o texto contribui à reflexão sobre os desafios e possibilidades de institucionalização de mecanismos financeiros alternativos no Sul global.Publicação Dysfunctionality of the dollar system and Russia's chairmanship of the Brics in 2024(Ipea, 2025-08) Batista Jr., Paulo Nogueira; Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas - DIMAC; Paulo Nogueira Batista Jr.Tempo do Mundo 38This paper discusses the topic of BRICS monetary and financial initiatives with a focus on Russia’s chairmanship of the group in 2024 and next steps. In so far as monetary and financial matters are concerned, the point of departure of the BRICS is the widely recognized dysfunctionality of the dollar-centered system, a consequence of two distinct factors: i) the weaponization of the US dollar and of the Western cross border payment network; and ii) the structural weaknesses of the economy of the United States, the country issuing the hegemonic international currency. The BRICS, rightly or wrongly, are often seen as the main potential source of alternatives to the current flawed international monetary and financial system. The Russian government concentrated its efforts in 2024 on a crucial aspect of the international system – the infrastructure for cross-border payments – and presented a relatively detailed proposal for a new network that would be independent from and immune to Western sanctions. This initiative was discussed in 2024 and endorsed by the BRICS Leaders in the Kazan summit as a basis for further work. However, progress has been slower than expected because of important barriers to action that are examined in the paper. As the group expands in terms of the number of full members and partner countries, the usual practice of the BRICS to take decisions based on consensus may be a recipe for paralysis, given that it effectively grants veto power to any individual member. Moreover, US resistance is always very intense to anything that touches the dollar or other fundamental aspects of the current world financial system. The very concrete reasons for this resistance are examined in the paper. Members of the BRICS, to varying degrees, are vulnerable to US pressure and reprisals. This vulnerability of the group, especially of some of its members, is also discussed.Publicação Financiamiento de infraestructuras sostenibles y los bancos multilarerales de desarrollo : la experiencia del Brics(Ipea, 2025-08) Cruz, Felipe Nogueira da; Meireles, Monika; Ferraz, Hosana de Souza; Bittencourt, Henrique Cauê Souza Marques; Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas - DIMAC; Felipe Nogueira da Cruz; Monika Meireles; Hosana de Souza Ferraz; Henrique Cauê Souza Marques BittencourtTempo do Mundo 38El objetivo central del presente trabajo es analizar el papel de los bancos públicos de desarrollo en la provisión de financiamiento a las inversiones en infraestructuras sostenibles frente a la emergencia climática y medioambiental. La investigación se centra en el Nuevo Banco de Desarrollo (New Development Bank – NDB), creado por el BRICS en 2014, como expresión de una nueva etapa de expansión y transformación de la banca multilateral de desarrollo en el Sur global. El trabajo se organiza en cuatro partes. En la primera se expone el marco teórico sobre el papel de los bancos públicos de desarrollo en el financiamiento sostenible, incorporando perspectivas heterodoxas que los conciben como instituciones que extrapolan la noción de simples correctoras de fallas de mercado. La segunda ofrece un análisis histórico de la reciente expansión de los bancos multilaterales de desarrollo, contemplando el tema del financiamiento sostenible. La tercera examina el surgimiento y evolución del NDB, caracterizando sus proyectos aprobados y ejecutados entre 2016 y 2024 en términos de distribución geográfica, sectores apoyados y modalidades de financiamiento. Finalmente, en la cuarta parte, se presentan las conclusiones con énfasis en las oportunidades y contradicciones que enfrenta el NDB como instrumento para impulsar una transición energética justa.Publicação Geoeconomics in transition : Brics+ and the architecture of multipolarity(Ipea, 2025-08) Bhowmick, Soumya; Vaidya, Manish; Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas - DIMAC; Soumya Bhowmick; Manish VaidyaTempo do Mundo 38The BRICS coalition has evolved into a critical platform for emerging economies navigating an increasingly fragmented global order marked by trade wars, geopolitical tensions, and multilateral gridlock. This paper examines the role of BRICS+, the expanded grouping that now includes major regional players beyond the original five, in responding to these systemic disruptions. It analyses the bloc’s adaptive strategies to counteract protectionist shocks, including enhanced intra-BRICS trade, local currency settlements, and development finance mechanisms. Amidst these adjustments, the bilateral relationship between Brazil and India emerges as a central pillar for internal cohesion, offering a moderate and development-oriented anchor within a heterogeneous grouping. However, the expansion of BRICS+ also intensifies internal divergences in political systems, economic agendas, and external alignments, complicating collective action. The paper argues that the bloc’s future relevance will depend on its ability to manage these complexities through consensus-based diplomacy and functional cooperation. The 2025 Brazilian presidency is highlighted as a strategic opportunity to institutionalize pragmatic initiatives – ranging from sustainable development f inancing to BRICS+ outreach – while reaffirming the group’s commitment to multilateral reform.Publicação A Presidência brasileira do Brics : desafios e potencialidades para a agenda econômico-financeira(Ipea, 2025-08) Nascimento, Juliana; Tigre, Marcos Constant Bastos; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Juliana Nascimento; Marcos Constant Bastos TigreTempo do Mundo 38Em um cenário global de incertezas e tensões geopolíticas, este artigo busca examinar a presidência brasileira do BRICS; realizar uma comparação entre o Grupo dos Sete (G7) e o Grupo dos Vinte (G20); e discutir a crescente heterogeneidade do BRICS, destacando a importância do bloco em superar assimetrias. As considerações apontam que a cooperação econômico-financeira se consolida como o pilar central do BRICS, embora haja um desafio em fortalecer suas instituições e mecanismos permanentes de governança. A presidência brasileira tem se posicionado como uma voz articuladora do multilateralismo e da maior representatividade do Sul global. O artigo conclui que o BRICS busca uma abordagem gradual e não confrontadora para reformar o sistema multilateral. A longo prazo, o grupo trabalha no desenvolvimento de novos instrumentos de cooperação para reduzir sua dependência de instituições financeiras globais dominadas por potências ocidentais.Publicação Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em setembro de 2025(Ipea, 2025-12) Ferreira, Sergio; Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas - DIMAC; Sergio FerreiraCarta de ConjunturaDe acordo com os dados da execução orçamentária, registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, os quais fornecem boa aproximação com os dados oficiais relativos ao resultado primário que será divulgado posteriormente pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), setembro de 2025 apresentou um déficit primário de R$ 15,5 bilhões nas contas do governo central. Conforme mostra a tabela 1 , a receita líquida atingiu R$ 171,3 bilhões nesse mês, mesmo valor em termos reais, comparativamente ao apurado em setembro de 2024, ao passo que a despesa totalizou R$ 186,8 bilhões, crescimento real de 5,7% na mesma base de comparação. No acumulado do ano, o resultado primário apresenta um déficit de R$ 99,9 bilhões, a preços constantes de setembro, ante o déficit de R$ 108,7 bilhões no mesmo período de 2024.Publicação Brics, its challenges, and Brazil's 2025 rotating presidency(Ipea, 2025-08) Mohsen, Mai; Fahim, Shahinda; Fahim, Shahinaz; Mai Mohsen; Shahinda Fahim; Shahinaz FahimTempo do Mundo 38Over the past two decades, BRICS has transformed from a coalition of five emerging economies – Brazil, Russia, India, China, and South Africa, into the expanded BRICS+ platform, now engaging a wider set of countries from Africa, Asia, Latin America, and Eurasia. This evolution reflects growing dissatisfaction with Western-led governance structures and the need for more inclusive, multipolar approaches to global challenges such as climate change, public health, and technological governance. Under Russia’s 2024 presidency, BRICS reaffirmed commitments to United Nations (UN) centered multilateralism and global governance reform, while Brazil’s 2025 presidency, aligned with its Group of Twenty (G20) leadership, focuses on deepening global South cooperation through six priority areas: health, trade and finance, climate, Artificial Intelligence (AI) governance, peace and security, and institutional development. BRICS+ expansion has enhanced legitimacy and reach but also poses risks to policy cohesion, prompting calls for tiered membership and clearer governance frameworks. The bloc’s thematic cooperation is advancing in climate finance reform, carbon market integration, vaccine R&D, and ethical AI governance. Financial architecture reform, led by the New Development Bank (NDB), aims to boost local currency trade, diversify payment systems, and finance sustainable infrastructure without conditionalities. Brazil’s strategic leadership in 2025 seeks to consolidate these agendas, positioning BRICS as a transformative force in global governance. To realize this potential, BRICS must translate its political vision into institutional innovations and strategic alliances that can anchor its influence well beyond rotating presidencies, shaping the long-term rules and norms of the emerging global order. Methodologically, the paper relies on a qualitative documentary analysis of BRICS summits, presidency programs, and institutional reports, allowing a systematized understanding of the bloc’s policy evolution and priorities.Publicação Brics and global governance reform : ontological realism for an equitable world order(Ipea, 2025-08) Prat, Lillie Ferriol; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Lillie Ferriol PratTempo do Mundo 38Global governance institutions, rooted in scarcity-driven realist paradigms, perpetuate structural inequities despite reform efforts. This study proposes Ontological Realism, a reformulated realism that rejects resource scarcity and incorporates individual agency through Critical Realist Ontology, as a prerequisite for equitable multilateral reform. Focusing on BRICS (2009-2025), it hypothesises that the bloc’s ontological shift drives measurable equity gains. Using a qualitative-dominant mixed-methods design, the study analyses 17 BRICS summit declarations to construct an Ontological Realism Score (ORS), correlated with an Equity Outcome Index (EOI) comprising International Monetary Fund (IMF) quota shifts, New Development Bank (NDB) lending, and local-currency trade. Findings show that post-2023 ORS surges precede significant EOI gains, with BRICS outperforming a synthetic G20 control and increasing network centrality in global payments. Despite intra-bloc asymmetries, BRICS’ emphasis on ontological peace (freedom from disturbance) and neutrality (bottom-up representation) offers a viable model for reform. Recommendations include reweighting IMF quotas via an ontological equity index and institutionalising civic forums in BRICS and the United Nations (UN). This study redefines realism for a pluralist world order, positioning BRICS as a transformative actor in global governance.Publicação Post-crisis growth and structural reform in Korea : empirical evidence.(Ipea, 2004) Hahn, Ching Hee; Lim, Youngjae; Chin Hee Hahn; Youngjae LimO capítulo examina os efeitos das reformas estruturais implementadas na Coreia após a crise financeira de 1997, com foco na relação entre crescimento econômico e mudanças institucionais. A análise mostra que, embora a crise tenha causado forte contração inicial, não houve alteração significativa nas taxas médias de crescimento no longo prazo, mas sim grande variabilidade entre países. O estudo identifica a produtividade total dos fatores (TFPG) como principal determinante das diferenças de desempenho pós-crise, superando o papel da acumulação de capital. Em particular, a reforma da política de falências, que substituiu critérios sociais por critérios de eficiência econômica, reduziu barreiras à saída de empresas insolventes e melhorou a realocação de recursos, contribuindo para ganhos de produtividade agregada. Apesar dos avanços, os autores destacam que outras políticas e fatores institucionais também influenciam o crescimento, tornando prematuro prever resultados definitivos.Publicação Inflação : uma análise da relação entre a variação do valor da cesta básica de alimentos e o poder de compra regional(Ipea, 2025-08) Silva, Emmanuel Marques; Bortolon, Patricia Maria; Emmanuel Marques Silva; Patricia Maria BortolonPPE 55Este trabalho investiga a evolução do poder de compra em uma das mais importantes frentes de expansão urbana do Espírito Santo entre os anos de 2010 e 2022, comparando-a com diversos estados brasileiros. Os resultados obtidos apontam que o poder aquisitivo da população dos estados brasileiros analisados diminuiu ao longo dos anos e que o valor da cesta básica ainda não conseguiu atender os pressupostos constitucionais quanto ao comprometimento do salário-mínimo com a alimentação. Na análise da evolução dos preços da cesta básica de alimentos numa perspectiva local (nível de bairros), os resultados demonstram que a mudança de estabelecimento para realização das compras pode proporcionar vantagens (economia) de até 20,5% no valor das compras.Livro Presença do Estado no Brasil : Federação, suas unidades e municipalidades : número 2(Ipea, 2011) Milko Matijascic; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Milko MatijascicO livro apresenta dados e indicadores relacionados à ação estatal em diversas áreas do desenvolvimento nacional. Na introdução, discute-se, em perspectiva teórica e histórica, o papel do Estado no desenvolvimento social e econômico ao longo do século XX. Ao longo do livro, são congregadas informações utilizados de forma cotidiana pelos técnicos de planejamento e pesquisa do Ipea para pensar o desenvolvimento e formular políticas públicas, de forma a incentivar uma maior interação entre as diferentes esferas de governo e mostrar a presença do Estado ao longo de nosso vasto território. Para mostrar a presença do Estado, foram selecionados os seguintes temas: previdência social, assistência social, saúde, educação, trabalho, bancos públicos, infraestrutura, segurança pública e cultura. Para todos estes temas, foram apresentados indicadores básicos, bens públicos, serviços públicos prestados e quantitativos de servidores públicos alocados para cada uma das áreas descritas, sempre colocando em destaque as esferas regionais e locais. Os dados apresentados focalizam, sobretudo, os cadastros mantidos por ministérios ou por órgãos sujeitos à sua supervisão. Alguns dados, principalmente na seção inicial, foram previamente compilados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e têm por meta situar o leitor neste universo e facilitar a utilização da publicação. Desse modo, objetiva-se colaborar com a tarefa de analisar políticas públicas, além de oferecer um material rico para fins didáticos.
