Sistema Monetário. Finanças. Bancos

URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/17420

Navegar

Submissões Recentes

Agora exibindo 1 - 20 de 897
  • Publicação
    Apresentação : Compras públicas para inovação no Brasil: novas possibilidades legais
    (Ipea, 2022) Rauen, André Tortato; André Tortato Rauen
    A apresentação contextualiza o livro como parte de um ciclo de estudos do Ipea sobre o uso do poder de compra do Estado como instrumento de estímulo à inovação. O texto destaca a evolução das pesquisas sobre políticas de inovação pelo lado da demanda, abordando especialmente as novas possibilidades jurídicas introduzidas pela Nova Lei de Licitações e Contratos, pelo Marco Legal das Startups e pelas alterações na Lei de Inovação. O autor enfatiza a importância da integração entre instrumentos de apoio à oferta e à demanda tecnológica, defendendo o uso estratégico das compras públicas para solucionar problemas concretos da administração pública e da sociedade. Além disso, apresenta a publicação como uma obra de caráter prático, voltada a gestores, operadores do direito, controladores e demais agentes envolvidos na execução de políticas de inovação, reunindo contribuições de diversos especialistas e exemplos aplicados para apoiar a implementação desses instrumento.
  • Publicação
    Emendas parlamentares ao orçamento federal do sistema de políticas de emprego, trabalho e renda (2014-2025)
    (Ipea, 2026-06) Carlos Henrique Leite Corseuil; Magalhães, Mário; Jacinto, Paulo de Andrade; Sousa, Victória Evellyn Costa Moraes; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Carlos Henrique Leite Corseuil; Mário Magalhães; Paulo de Andrade Jacinto; Victória Evellyn Costa Moraes Sousa
    Analisa a evolução e o papel das emendas parlamentares (EPs) no financiamento das políticas públicas de emprego, trabalho e renda no Brasil entre 2014 e 2025, com foco na execução orçamentária da função trabalho. Os autores demonstram que, embora as EPs representem parcela reduzida do orçamento total da área, sua importância relativa cresceu significativamente no financiamento das políticas ativas de emprego, especialmente nas ações de qualificação profissional, empregabilidade e economia solidária. O estudo evidencia a ampliação dos recursos oriundos de emendas após a consolidação do orçamento impositivo, examina a execução orçamentária e financeira desses recursos, sua distribuição por tipos de emenda, natureza da despesa, subfunções, modalidades de aplicação, regiões e unidades da Federação, além de discutir a incidência das emendas em ações relacionadas ao Pronatec. Os resultados indicam que as EPs passaram a desempenhar papel complementar relevante no financiamento das políticas ativas de trabalho, embora a volatilidade dos recursos e as limitações estruturais do sistema reduzam sua capacidade de promover ações contínuas e abrangentes de inclusão produtiva e qualificação profissional.
  • Publicação
    Emendas parlamentares ao FNDE : volume, composição temática e distribuição espacial (2015-2025)
    (Ipea, 2026-06) Camila Mata Machado Soares; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Gabriel Bento Madeira; Caroline da Costa Nascimento de Deus; Camila Mata Machado Soares; Lis de Lima Candeia
    Examina as emendas parlamentares destinadas ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) entre 2015 e 2025, investigando seu volume, composição temática, execução financeira e distribuição territorial entre municípios e regiões brasileiras. Com base em dados do Tesouro Gerencial, os autores demonstram que as emendas alcançaram R$ 8,4 bilhões no período, apresentando forte oscilação anual, elevada concentração territorial e baixa regularidade na distribuição dos recursos. A infraestrutura escolar e os veículos escolares concentraram a maior parte dos recursos, enquanto áreas como escola em tempo integral e tecnologias da informação ganharam relevância nos anos mais recentes. A análise evidencia que a distribuição das emendas não segue de forma consistente critérios de equidade educacional, apresentando forte concentração em determinados municípios e favorecimento relativo das regiões Norte e Centro-Oeste em comparação ao seu peso populacional e educacional. O estudo conclui que as emendas ao FNDE constituem importante instrumento de financiamento da educação básica, mas sua alocação é marcada por elevada seletividade territorial, baixa continuidade e forte influência de fatores políticos e institucionais.
  • Publicação
    Emendas parlamentares ao orçamento do Ministério da Educação : 2014-2024
    (Ipea, 2026-06) Paulo Meyer Nascimento; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Daniel Arias Vazquez; Sérgio Luiz Doscher da Fonseca; Paulo Meyer Nascimento
    Examina a evolução das emendas parlamentares destinadas ao orçamento do Ministério da Educação (MEC), analisando sua participação na composição do gasto educacional federal, os mecanismos de distribuição dos recursos e seus efeitos sobre a gestão das políticas educacionais. O estudo demonstra o crescimento da influência do Poder Legislativo na alocação de recursos discricionários da educação, especialmente após a ampliação das emendas impositivas, e evidencia que esses recursos têm sido direcionados de forma desigual entre programas, instituições e entes federativos. A análise destaca desafios relacionados à transparência, ao planejamento setorial, à coordenação federativa e à capacidade do MEC de induzir prioridades nacionais, apontando que a crescente participação das emendas parlamentares pode comprometer a racionalidade do planejamento orçamentário e a implementação de políticas educacionais estruturantes, ao mesmo tempo em que reforça a necessidade de mecanismos mais robustos de monitoramento, avaliação e prestação de contas.
  • Publicação
    Emendas parlamentares no orçamento das universidades e institutos federais (2014-2024)
    (Ipea, 2026-06) Paulo Meyer Nascimento; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Daniel Arias Vazquez; Sergio Luiz Doscher da Fonseca; Paulo Meyer Nascimento
    Avalia a evolução e os efeitos das emendas parlamentares (EPs) no orçamento discricionário das 69 universidades federais e dos 38 institutos federais brasileiros entre 2014 e 2024, examinando sua importância fiscal e seus impactos distributivos. Os autores demonstram que, em um contexto de retração das dotações discricionárias regulares do Ministério da Educação (MEC), as EPs assumiram papel crescente como fonte complementar de financiamento, sobretudo para despesas de capital, embora também tenham ampliado sua participação no custeio das instituições. O estudo evidencia que, apesar do aumento expressivo das emendas, elas não compensaram a redução do orçamento ordinário do MEC. Além disso, a distribuição desses recursos apresentou elevada heterogeneidade entre instituições e regiões, revelando um padrão mais desigual e influenciado por fatores político-territoriais do que pelos critérios técnico-administrativos adotados pelo MEC. Conclui-se que a expansão das EPs fortaleceu o papel do Poder Legislativo na alocação de recursos para a educação federal, mas também introduziu maior desigualdade na distribuição orçamentária entre universidades e institutos federais.
  • Publicação
    Emendas parlamentares ao orçamento federal do Sistema Único de Saúde (2014-2025)
    (Ipea, 2026-06) Fabiola Sulpino Vieira; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Fabiola Sulpino Vieira
    Avalia a evolução e o perfil das emendas parlamentares destinadas ao orçamento federal do Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2014 e 2025, demonstrando o crescimento expressivo da participação desses recursos no financiamento das ações e serviços públicos de saúde. A autora evidencia que as emendas passaram a representar parcela cada vez mais relevante das despesas discricionárias do Ministério da Saúde, especialmente após a instituição do orçamento impositivo, com predominância de recursos direcionados ao custeio da atenção primária e da assistência ambulatorial e hospitalar. O estudo identifica desigualdades territoriais na distribuição dos recursos, favorecendo determinados estados e municípios, além de apontar problemas de transparência, rastreabilidade e planejamento, decorrentes da expansão do poder decisório do Legislativo sobre o orçamento da saúde. Conclui que, embora as emendas tenham ampliado o volume de recursos disponíveis para o SUS, persistem preocupações relativas à equidade alocativa, à regionalização da assistência, à coordenação federativa e à efetividade dos gastos para a melhoria dos indicadores de saúde da população.
  • Publicação
    Para onde vai o Pix ? Características das emendas individuais por transferência especial
    (Ipea, 2026-06) Filipe Matheus Silva Cavalcanti; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Filipe Matheus Silva Cavalcanti
    Analisa as emendas parlamentares individuais por transferência especial, conhecidas como“emendas Pix”, examinando sua evolução, distribuição territorial, destinação dos recursos e desafios de governança entre 2020 e 2025. O estudo demonstra o crescimento expressivo desse instrumento de transferência, impulsionado por mudanças constitucionais que ampliaram o protagonismo do Congresso Nacional na alocação de recursos públicos, ao mesmo tempo em que evidencia problemas de transparência, rastreabilidade e controle identificados por órgãos como a CGU, o TCU e o STF. A análise mostra concentração dos recursos em municípios de pequeno porte, predominância de investimentos em urbanismo e transporte e utilização relevante em áreas como saúde, educação, assistência social e cultura. O autor destaca que os recentes aperfeiçoamentos normativos e a ampliação das exigências de planejamento e prestação de contas contribuíram para maior transparência, mas argumenta que persistem limitações nos registros orçamentários e riscos relacionados à coordenação federativa, à eficiência do gasto público e ao cumprimento dos princípios orçamentários, concluindo que a continuidade das transferências especiais depende do fortalecimento dos mecanismos de controle, transparência e fiscalização.
  • Publicação
    Emendas parlamentares no financiamento de políticas sociais no Brasil (2014-2025) : implicações para o planejamento, o orçamento e a gestão federal
    (Ipea, 2026-06) Fabiola Sulpino Vieira; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Fabiola Sulpino Vieira
    Analisa a evolução das emendas parlamentares como mecanismo de financiamento das políticas sociais brasileiras, destacando o crescimento expressivo de sua participação no orçamento federal após a implementação do orçamento impositivo. Com base na execução orçamentário-financeira da União entre 2014 e 2025, a autora demonstra que as políticas sociais concentraram a maior parte dos recursos oriundos de emendas, especialmente a saúde, que recebeu a parcela predominante dessas despesas. O estudo evidencia que a ampliação das emendas fortaleceu o papel do Legislativo na alocação de recursos públicos, mas também gerou desafios para o planejamento governamental, a coordenação federativa, a transparência, a gestão orçamentária e a efetividade das políticas públicas. O capítulo conclui que, embora as emendas possuam legitimidade democrática, sua crescente relevância no financiamento social pode intensificar desigualdades territoriais, reduzir a capacidade de coordenação do Executivo e dificultar a implementação de políticas públicas orientadas por critérios técnicos e de equidade.
  • Publicação
    Introdução : a metamorfose do orçamento federal : reformas constitucionais e legais sobre a destinação de recursos por emendas parlamentares.
    (Ipea, 2026-06) Fabiola Sulpino Vieira; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Fabiola Sulpino Vieira
    Analisa as transformações do arcabouço normativo das emendas parlamentares no Brasil, com destaque para o período de 2014 a 2026, quando sucessivas reformas constitucionais e legais ampliaram o protagonismo do Poder Legislativo na alocação de recursos públicos federais. A autora examina o funcionamento do ciclo orçamentário, os diferentes tipos de emendas parlamentares e a evolução do chamado orçamento impositivo, demonstrando como a obrigatoriedade da execução das emendas individuais e de bancada alterou o equilíbrio entre os Poderes Executivo e Legislativo. O texto também discute a atuação do Supremo Tribunal Federal no controle da constitucionalidade e da transparência da execução dessas emendas, especialmente diante das controvérsias relacionadas ao orçamento secreto e às emendas Pix, além de refletir sobre os impactos desse processo para o planejamento governamental, a coordenação federativa e a efetividade das políticas públicas.
  • Publicação
    Apresentação : Emendas parlamentares em políticas sociais
    (Ipea, 2026-06) Fabiola Sulpino Vieira; Paulo Meyer Nascimento; Jose Aparecido Carlos Ribeiro; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Fabiola Sulpino Vieira; Paulo Meyer Nascimento; Jose Aparecido Carlos Ribeiro
    Contextualiza a crescente centralidade das emendas parlamentares no orçamento federal brasileiro, especialmente após as mudanças constitucionais e legais ocorridas desde 2014, que ampliaram o poder alocativo do Legislativo e elevaram significativamente a participação desses recursos no financiamento das políticas sociais. O texto destaca os impactos dessa transformação para o planejamento, a gestão e a execução orçamentária, bem como os desafios relacionados à eficácia dos gastos públicos, à coordenação federativa e à distribuição dos recursos. Além disso, apresenta a estrutura do livro e sintetiza o conteúdo dos capítulos, que analisam a evolução normativa das emendas parlamentares e seus efeitos em áreas como saúde, educação, universidades e institutos federais, FNDE e políticas de emprego, trabalho e renda.
  • Publicação
    Emendas parlamentares para o Programa Caminho da Escola
    (Ipea, 2026-07) Deus, Caroline da Costa Nascimento de; Camila Mata Machado Soares; Candeia, Lis de Lima; Paulo Meyer Nascimento; Fonseca, Sérgio Luiz Doscher da; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Caroline da Costa Nascimento de Deus; Lis de Lima Candeia; Camila Mata Machado Soares; Paulo Augusto Meyer Mattos Nascimento; Sérgio Luiz Doscher da Fonseca
    Relatório de Pesquisa
    Este estudo analisa a alocação das emendas parlamentares destinadas ao Programa Caminho da Escola entre 2015 e 2025, com base em um painel balanceado dos 5.570 municípios brasileiros. Os resultados mostram que, no período, os empenhos totalizaram aproximadamente R$ 1,93 bilhão, com maior volume nos anos de 2016, 2020 e 2025. A distribuição territorial favoreceu as regiões Sul e Sudeste, que concentraram cerca de 58% dos recursos, enquanto a Região Norte registrou a menor participação relativa. Destaca-se, ainda, que não foi identificada nenhuma emenda destinada à aquisição de embarcações escolares no período, apesar da importância do transporte aquaviário em municípios da região. A frequência de recebimento das emendas mostra que 63,45% dos municípios não receberam recursos no período, enquanto 26% receberam e efetivamente executaram. Para avaliar a aderência da alocação às necessidades locais, foram construídos dois indicadores complementares: um indicador de escassez da frota escolar e um indicador de necessidade potencial. A comparação entre os indicadores e a execução das emendas revela que, embora a proporção de execução seja similar entre municípios com diferentes perfis de necessidade e cobertura, o volume de recursos recebidos é maior nos municípios de baixa necessidade e alta cobertura, os quais receberam, em média, R$ 2,5 milhões, frente a R$ 418 mil dos municípios classificados como de alta necessidade e baixa cobertura. Em conjunto, os resultados oferecem um diagnóstico descritivo segundo o qual a alocação das emendas não acompanha sistematicamente os padrões de necessidade potencial identificados, sugerindo espaço relevante para o aperfeiçoamento dos critérios de priorização territorial desses recursos.
  • Publicação
    Além da impositividade : diretrizes para o aprimoramento das emendas orçamentárias
    (Ipea, 2026-07) Acir Almeida; Dominguez, Maria; Praça, Sérgio; Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia - DIEST; Acir Almeida; Maria Dominguez; Sérgio Praça
    Relatório de Pesquisa
    O relatório analisa os desafios decorrentes da crescente participação do Congresso Nacional na alocação dos recursos do orçamento da União ao longo da última década, especialmente após a consolidação do regime impositivo das emendas parlamentares, a expansão do volume de recursos destinados a essas emendas e a criação das transferências especiais. A partir de uma abordagem político-institucional das relações entre Executivo e Legislativo, o estudo examina problemas relacionados à efetividade das emendas, como baixa articulação com o planejamento setorial, pulverização dos recursos e instabilidade das alocações, bem como questões de legitimidade associadas à transparência, rastreabilidade e controle dos gastos públicos. O relatório argumenta que tais desafios decorrem não apenas de limitações regulatórias, mas também dos incentivos políticos que favorecem maior intervenção parlamentar na definição do gasto público. Com base nesse diagnóstico, propõe diretrizes voltadas ao fortalecimento da análise de mérito das emendas pelas comissões temáticas, ao aprimoramento da integração entre planejamento e execução orçamentária, à ampliação dos mecanismos de transparência e controle e à revisão das transferências especiais, defendendo soluções incrementais capazes de elevar a efetividade e a legitimidade das emendas parlamentares sem restringir as prerrogativas distributivas do Poder Legislativo.
  • Publicação
    Emendas orçamentárias no pós-2014 : uma análise institucional
    (Ipea, 2026-07) Praça, Sérgio; Acir Almeida; Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia - DIEST; Sérgio Praça; Acir Almeida
    Relatório de Pesquisa
    O relatório analisa o uso das emendas orçamentárias parlamentares no Brasil após a adoção do regime impositivo em 2015, examinando como a interação entre regras formais e informais, preferências dos atores políticos e comportamentos estratégicos influencia os padrões de alocação e execução dos recursos públicos. Com base em análise normativa, entrevistas com participantes do ciclo orçamentário federal e dados quantitativos sobre despesas orçamentárias, o estudo distingue duas dimensões centrais do fenômeno: a política, relacionada ao volume e à distribuição dos recursos definidos pelo Congresso Nacional, e a republicana, vinculada à transparência, rastreabilidade e regularidade na aplicação das emendas. Os resultados indicam que a impositividade favoreceu um processo de parlamentarização progressiva do gasto público, impulsionado por incentivos políticos decorrentes das relações entre Executivo e Legislativo, ao mesmo tempo em que persistem práticas de apropriação de mecanismos coletivos para fins de distribuição política individualizada. Conclui-se que os desafios da dimensão republicana dependem principalmente do fortalecimento dos mecanismos de controle e cumprimento das normas existentes, enquanto as questões relacionadas à dimensão política estão associadas à estrutura de incentivos que sustenta a crescente ampliação da influência parlamentar sobre o orçamento público.
  • Publicação
    O Legislativo na alocação do orçamento : entre regras formais e práticas informais
    (Ipea, 2026-07) Santos, Manoel Leonardo; Almeida, Acir; Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura - DISET; Manoel Leonardo Santos; Acir Almeida
    Relatório de Pesquisa
    O relatório analisa como reformas que restringem formalmente os poderes orçamentários do Legislativo podem estimular o surgimento de mecanismos informais de influência sobre a alocação de recursos públicos. Com base em uma abordagem teórica sobre delegação orçamentária, problema de recurso comum e instituições informais, o estudo compara os casos do Equador, da Colômbia e do Chile, complementando a análise com dados de 124 democracias e de 18 democracias presidenciais latino-americanas. Os resultados indicam que, quando as restrições formais entram em conflito com os incentivos políticos dos parlamentares, tendem a emergir arranjos alternativos de alocação, como as coaliciones fantasma no Equador, os cupos indicativos na Colômbia e as glosas presupuestarias no Chile. Esses mecanismos preservam a influência parlamentar sobre o gasto público sem alterar formalmente as normas constitucionais, porém operam com menor transparência e controle institucional. O estudo conclui que reformas orçamentárias baseadas exclusivamente na redução dos poderes formais do Legislativo tendem a ser contornadas e que a efetividade dessas reformas depende da compatibilidade entre o desenho institucional e os incentivos que orientam o comportamento dos parlamentares.
  • Livro
    Emendas parlamentares em políticas sociais
    (Ipea, 2026-06-30) Fabiola Sulpino Vieira; Paulo Meyer Nascimento; Jose Aparecido Carlos Ribeiro; Fabiola Sulpino Vieira; Paulo Meyer Nascimento; Jose Aparecido Carlos Ribeiro
    A obra analisa a evolução das emendas parlamentares no orçamento federal brasileiro entre 2014 e 2025, destacando as mudanças constitucionais e legais que ampliaram a participação do Poder Legislativo na alocação de recursos públicos e seus impactos sobre o financiamento das políticas sociais. O livro examina o crescimento das emendas parlamentares, suas diferentes modalidades e os efeitos da execução impositiva sobre o planejamento, a gestão orçamentária e a coordenação federativa. Também apresenta estudos específicos sobre a destinação de recursos para saúde, educação, universidades e institutos federais, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), políticas de emprego, trabalho e renda, além das transferências especiais conhecidas como "emendas Pix", discutindo aspectos relacionados à distribuição territorial, transparência, equidade e efetividade dos gastos públicos. Ao reunir análises inéditas e revisadas, a publicação oferece um panorama abrangente e atualizado sobre a crescente centralidade das emendas parlamentares na execução das políticas públicas e seus desafios para a administração pública brasileira.
  • Publicação
    Financiamento ao investimento e crescimento das empresas : uma avaliação panorâmica dos produtos de crédito do BNDES no período 2008-2015
    (Ipea, 2025-12) Martini, Ricardo Agostini; Maciel, Felipe Guatimosim; Neves, Bruno da Cunha; Machado, Luciano; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Ricardo Agostini Martini; Felipe Guatimosim Maciel; Bruno da Cunha Neves; Luciano Machado
    O BNDES tem função importante na concessão de crédito para o desenvolvimento produtivo das empresas brasileiras. O objetivo deste trabalho é fornecer um panorama geral dos efeitos dos quatro principais produtos de crédito do BNDES (Cartão BNDES, BNDES Finame, BNDES Automático e BNDES Finem) sobre o investimento, o crescimento e a produtividade das firmas apoiadas. Foram observados dados de 2008 a 2015, um período caracterizado pela expansão do volume de crédito do banco. Para controlar o viés de seleção ao apoio, o método do pareamento por escore de propensão foi combinado com a estimação por diferença em diferenças. De modo geral, a avaliação verificou efeitos positivos do apoio do BNDES a empresas na maior parte das dimensões avaliadas, principalmente no investimento, no emprego e nas receitas. Na comparação entre produtos, destacaram-se os efeitos dos produtos de apoio à aquisição isolada de bens e serviços (Cartão BNDES e BNDES Finame).
  • Publicação
    Sector-differentiated tax exemptions in investment networks
    (Ipea, 2026-04) Thiago Sevilhano Martinez; Orrillo, Miguel; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Thiago Martinez; Miguel Orrillo
    DP 3197
    We analyze sector-differentiated subsidies in production and investment net works. Our work expands Liu’s (2019) model of industrial policy in production networks to include the investment goods network of the economy. We show how Liu’s main theoretical results must be modified when two distinct networks connect the economy’s sectors. Then, we present two applications of this theory to Brazil. Our first finding is that incorporating the investment network leads to changes in the position of sectors that produce investment goods and services in the sectoral priority ranking for incentives. For our second application, we analyze the impact of sector-differentiated federal tax exemptions in Brazil in 2019, estimated at R$ 265 billion, or 3.6% of Brazil’s GDP. We calculate that the impact of these subsidies on aggregate income was nearly zero. However, in a counterfactual scenario where sub sidies are redistributed among sectors based on the theory-derived ranking, income increases by up to 1.7% within the investment-augmented production network.
  • Livro
    Finsocial : uma agenda
    (CNRH, 1982) Castro, Claudio de Moura; Cláudio de Moura Castro
    Discute uma primeira agenda de utilização dos recursos do Finsocial. Tendo em vista a experiência do CNRH, propõe a utilização dos recursos na ampliação de programas de alimentação e nutrição, habitação popular, saúde, educação e programas de apoio à infância.
  • Livro
    Dívida externa e déficit público
    (Ipea, 1992) Biasoto Jr., Geraldo; Geraldo Biasoto Jr.
    Série Ipea 133
    Examina a crise da dívida externa na primeira metade dos anos 80. Estuda a renegociação da dívida externa no período de 1980-85, especialmente no período posterior à moratória mexicana. Analisa a condução da política econômica frente à restrição externa. Dá ênfase aos aspectos monetários e fiscais da dívida. Analisa a crise financeira do setor público e sua relação com o processo de estabilização da dívida extena. Analisa a evolução do estoque da dívida externa do setor público e sua recuperação sobre seu déficit e sobre as finanças do setor produtivo estatal. Verifica, também, como o esgotamento do padrão de financiamento calcado no crédito externo deu lugar a um acelerado crescimento da dívida mobiliária federal, no final do período.
  • Livro
    Moeda e sistema financeiro no Brasil
    (Ipea, 1982) Montoro Filho, André Franco; André Franco Montoro Filho
    Série PNPE 5
    Apresenta uma visão introdutória e analítica sobre o papel da moeda, do crédito e das instituições financeiras no funcionamento da economia brasileira, explicando como a moeda exerce funções essenciais e como os bancos participam do processo de criação monetária. A obra descreve a estrutura e o funcionamento do Sistema Financeiro Nacional, com destaque para o Conselho Monetário Nacional e o Banco Central do Brasil, bem como os instrumentos de política monetária utilizados para controlar a liquidez e a inflação. Ao longo do texto, o autor relaciona teoria econômica e experiência histórica do Brasil, mostrando os desafios da estabilidade monetária e a importância de um sistema financeiro eficiente para o crescimento econômico.
REPOSITÓRIO DO CONHECIMENTO DO IPEA
Redes sociais