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As Atividades de pesca e aquicultura na bacia do Rio Doce : subsídios para a mitigação dos impactos socieconômicos do desastre da Samarco em Mariana, Minas Gerais

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Resumo

A ruptura da barragem de rejeitos de Fundão, localizada em Mariana, Minas Gerais, causou importantes impactos socioeconômicos e ambientais na bacia do rio Doce e na região marinha próxima a sua foz. Os prejuízos econômicos imediatos do desastre em Minas Gerais foram estimados em pelo menos R$ 1,2 bilhão, sendo que mais de 320 mil pessoas foram, de alguma maneira, afetadas pelo desastre. Não foi possível encontrar estimativas para os prejuízos dos municípios capixabas afetados pelo rompimento da barragem, mas os impactos ao longo do rio foram muito semelhantes àqueles observados na porção mineira da bacia, com interferências negativas no abastecimento de água e nas atividades de agricultura, pecuária, pesca e turismo, entre outras. As consequências socioeconômicas e ambientais do desastre são, portanto, significativas e tornam-se mais graves e agudas quando se muda o foco para produtores que dependem fortemente dos recursos naturais antes disponibilizados pelo rio Doce. Nesse sentido, a Samarco disponibilizou para as famílias que tiveram constatada a perda do meio de subsistência um auxílio financeiro emergencial. Além dessa medida, estão previstos programas de apoio aos aquicultores e pescadores. Mas tais programas ainda estão sendo estruturados. Seriam tais auxílios e programas suficientes? Como eram as atividades de aquicultura e da pesca na área de influência do desastre da Samarco? Para responder a essas questões, deparamo-nos com dificuldades, pois informações sobre tais atividades são limitadas, em particular no caso da pesca. Aqui se fará uma breve caracterização da importância econômica dessas atividades, como contribuição para subsidiar a mitigação dos impactos socioeconômicos do desastre.

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