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Conflitos e violências no campo no estado de Mato Grosso (2016-2023) : pressões e ameaças aos territórios sociais

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2016-2023

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Resumo

Este artigo traz como tema os conflitos e violências no campo que ocorrem no estado de Mato Grosso no período 2016-2023. Conflitos e violências evidenciam mecanismos que engendram a formação territorial e de classes. As políticas territoriais, em sintonia com o capital, como setores do poder econômico e do agronegócio, produzem, por um lado, territorialidades hegemônicas corporativas. Por outro lado, a resistência de povos/grupos sociais/classes do campo é, espacialmente, caracterizada por territorialidades específicas, indígenas, de comunidades tradicionais ou trabalhadores camponeses nos territórios sociais. Como objetivo geral, esta pesquisa analisou as ações que caracterizam as forças sociopolíticas antagônicas e suas conflitualidades a partir dos dados de conflitos e violências que acontecem no campo em Mato Grosso entre 2016 e 2023. Para isso, utilizou-se uma abordagem dialética, o materialismo histórico e geográfico, que nos permite avançar na compreensão da organização do espaço social pela contextualização do processo de acumulação capitalista e do choque territorial colonialista e das lutas pela terra e pelo território dos grupos sociais em condição de subalternização. Entre os procedimentos metodológicos, foram analisados dados secundários dos conflitos e das violências no campo da Comissão Pastoral da Terra, do Conselho Indigenista Missionário, além de dados de instituições ligadas às questões ambientais, indígenas e de reforma agrária. Os resultados revelaram a concentração de tipos e intensidades de conflitos e violências que foram destacados com a indicação de três grandes áreas com alta conflitualidade no estado de Mato Grosso.

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