Publicação: Emendas parlamentares no orçamento das universidades e institutos federais (2014-2024)
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2014 - 2024
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BR
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Resumo
Avalia a evolução e os efeitos das emendas parlamentares (EPs) no orçamento discricionário das 69 universidades federais e dos 38 institutos federais brasileiros entre 2014 e 2024, examinando sua importância fiscal e seus impactos distributivos. Os autores demonstram que, em um contexto de retração das dotações discricionárias regulares do Ministério da Educação (MEC), as EPs assumiram papel crescente como fonte complementar de financiamento, sobretudo para despesas de capital, embora também tenham ampliado sua participação no custeio das instituições. O estudo evidencia que, apesar do aumento expressivo das emendas, elas não compensaram a redução do orçamento ordinário do MEC. Além disso, a distribuição desses recursos apresentou elevada heterogeneidade entre instituições e regiões, revelando um padrão mais desigual e influenciado por fatores político-territoriais do que pelos critérios técnico-administrativos adotados pelo MEC. Conclui-se que a expansão das EPs fortaleceu o papel do Poder Legislativo na alocação de recursos para a educação federal, mas também introduziu maior desigualdade na distribuição orçamentária entre universidades e institutos federais.
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VAZQUEZ, Daniel Arias; FONSECA, Sergio Luiz Doscher da; NASCIMENTO, Paulo Meyer. Emendas parlamentares no orçamento das universidades e institutos federais (2014-2024). In: VIEIRA, Fabiola Sulpino; NASCIMENTO, Paulo Meyer; RIBEIRO, Jose Aparecido Carlos (org.). Emendas parlamentares em políticas sociais. Brasília: Ipea, 2026. p. 147-181. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/978-65-5635-106-3/cap5. [Emendas_pa...idades.pdf]
Aviso
Notas
Ao contrário de outros estudos nesta coletânea que estendem sua análise até 2025, este capítulo delimita-se ao período de 2014 a 2024. Essa escolha metodológica justifica-se pela necessidade de calcular indicadores per capita utilizando os censos da educação básica e superior. Uma vez que a edição de 2025 do censo da educação superior não estava disponível até a conclusão desta análise, optou-se por manter o recorte em 2024 para garantir a consistência e a comparabilidade dos dados entre as instituições.
