Energia

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  • Publicação
    Qual a importância do Brasil na cadeia global de minerais críticos da transição energética ? Uma análise sobre reservas, produção, comércio exterior e investimentos. (Publicação Expressa)
    (Ipea, 2025-12) Leão, Rafael da Silveira Soares; Oliveira, Mariano Laio de; Cunha, Danúbia Rodrigues da; Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura - DISET; Rafael da Silveira Soares Leão; Mariano Laio de Oliveira; Danúbia Rodrigues da Cunha.
    TD 3174
    Este estudo analisa a importância do Brasil na cadeia global de suprimentos de minerais críticos para a transição energética, abordando reservas, produção, comércio exterior e investimentos. A transição energética, impulsionada pela necessidade de mitigar as mudanças climáticas, requer uma reconfiguração dos sistemas de geração de energia, substituindo combustíveis fósseis por fontes renováveis e tecnologias de baixa emissão de gases de efeito estufa. A produção de equipamentos para geração de energia eólica e solar, e veículos eletrificados demanda grandes quantidades de minerais críticos, como cobre, lítio, níquel, manganês, grafita e terras raras. O Brasil possui reservas significativas de alguns desses minerais, mas enfrenta desafios na produção e no comércio internacional. O estudo destaca a importância dos investimentos para que o país possa explorar seu potencial minerador e se posicionar como um ator global relevante na transição energética.
  • Livro
    Presença do Estado no Brasil : Federação, suas unidades e municipalidades : número 2
    (Ipea, 2011) Milko Matijascic; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Milko Matijascic
    O livro apresenta dados e indicadores relacionados à ação estatal em diversas áreas do desenvolvimento nacional. Na introdução, discute-se, em perspectiva teórica e histórica, o papel do Estado no desenvolvimento social e econômico ao longo do século XX. Ao longo do livro, são congregadas informações utilizados de forma cotidiana pelos técnicos de planejamento e pesquisa do Ipea para pensar o desenvolvimento e formular políticas públicas, de forma a incentivar uma maior interação entre as diferentes esferas de governo e mostrar a presença do Estado ao longo de nosso vasto território. Para mostrar a presença do Estado, foram selecionados os seguintes temas: previdência social, assistência social, saúde, educação, trabalho, bancos públicos, infraestrutura, segurança pública e cultura. Para todos estes temas, foram apresentados indicadores básicos, bens públicos, serviços públicos prestados e quantitativos de servidores públicos alocados para cada uma das áreas descritas, sempre colocando em destaque as esferas regionais e locais. Os dados apresentados focalizam, sobretudo, os cadastros mantidos por ministérios ou por órgãos sujeitos à sua supervisão. Alguns dados, principalmente na seção inicial, foram previamente compilados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e têm por meta situar o leitor neste universo e facilitar a utilização da publicação. Desse modo, objetiva-se colaborar com a tarefa de analisar políticas públicas, além de oferecer um material rico para fins didáticos.
  • Livro
    Presença do Estado no Brasil : Federação, suas unidades e municipalidades
    (Ipea, 2010) Milko Matijascic; Milko Matijascic
    O livro apresenta dados e indicadores relacionados à ação estatal em diversas áreas do desenvolvimento nacional. Na introdução, discute-se, em perspectiva teórica e histórica, o papel do Estado no desenvolvimento social e econômico ao longo do século XX. Ao longo do livro, são congregadas informações utilizados de forma cotidiana pelos técnicos de planejamento e pesquisa do Ipea para pensar o desenvolvimento e formular políticas públicas, de forma a incentivar uma maior interação entre as diferentes esferas de governo e mostrar a presença do Estado ao longo de nosso vasto território. Para mostrar a presença do Estado, foram selecionados os seguintes temas: previdência social, assistência social, saúde, educação, trabalho, bancos públicos, infraestrutura, segurança pública e cultura. Para todos estes temas, foram apresentados indicadores básicos, bens públicos, serviços públicos prestados e quantitativos de servidores públicos alocados para cada uma das áreas descritas, sempre colocando em destaque as esferas regionais e locais. Os dados apresentados focalizam, sobretudo, os cadastros mantidos por ministérios ou por órgãos sujeitos à sua supervisão. Alguns dados, principalmente na seção inicial, foram previamente compilados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e têm por meta situar o leitor neste universo e facilitar a utilização da publicação. Desse modo, objetiva-se colaborar com a tarefa de analisar políticas públicas, além de oferecer um material rico para fins didáticos.
  • Publicação
    Para uma transição energética socioambientalmente sustentável : lições de um experimento no semiárido nordestino
    (Ipea, 2024-12) Bursztyn, Marcel; Jean, Wesly; Rocha, Juliana Dalboni; Nogueira, Daniela; Lindoso, Diego; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Marcel Bursztyn; Wesly Jean; Juliana Dalboni Rocha; Daniela Nogueira; Diego Lindoso
    PPP 71
    A matriz elétrica brasileira sempre foi caracterizada pelo seu caráter limpo, já que tem como base essencialmente a geração a partir do aproveitamento do potencial hidráulico. Entretanto, diante da crise climática e de frequentes momentos de escassez hídrica, tem havido uma crescente utilização de energia gerada a partir de fontes fósseis e da biomassa, que geram maior efeito estufa. O artigo questiona até que ponto o sistema elétrico brasileiro é, de fato, renovável, limpo e socialmente justo. Um experimento de geração de energia solar com famílias de agricultores familiares no Semiárido nordestino é apresentado como possível modelo para uma adaptação da matriz energética, com base nas seguranças hídrica, energética, alimentar e socioambiental de populações vulneráveis. Lições tiradas do experimento apontam para o imperativo da integração de ações governamentais, que geralmente se dão de forma fragmentada e, por vezes, contraditória.
  • Publicação
    O Setor eólico na transição energética brasileira : avanços, políticas e impactos ambientais
    (Ipea, 2025-11) Pereira, Ana Karine; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Ana Karine Pereira
    BRUA 35
    Este estudo analisa a evolução das políticas públicas de fomento à energia eólica no Brasil e os desafios socioambientais associados à sua expansão. São duas as perguntas que orientam a pesquisa: como se desenvolveu o mercado eólico no país? Quais contradições e impactos ambientais emergem desses empreendimentos? O objetivo é compreender o papel da energia eólica para uma transição energética justa, explorando os estímulos do setor público e os efeitos sobre os territórios. A pesquisa adota uma metodologia qualitativa, combinando revisão bibliográfica, análise documental de políticas energéticas e entrevistas com técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os resultados revelam que programas como o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) foram fundamentais para consolidar o setor, seguidos por leilões e incentivos que tornaram a energia eólica altamente competitiva. Contudo, a expansão acelerada gerou impactos relevantes, como desmatamento, expropriação de terras, conflitos socioambientais e não inclusão de comunidades nos processos decisórios. O estudo aponta fragilidades na regulação e no licenciamento ambiental. Conclui-se que é necessário fortalecer a governança ambiental do setor, promover maior participação social e revisar normativas como a Resolução no 462/2014 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
  • Publicação
    Impacto da variação do preço do gás natural na economia capixaba
    (Ipea, 2025-08) Nunes, Felipe Meirelles Bittencourt Coelho; Montibeler, Everlam Elias; Franklin, Rodrigo Straessli Pinto; Cordeiro, Daniel Rodrigues; Grobério, Júlia Bragatto; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Felipe Meirelles Bittencourt Coelho Nunes; Everlam Elias Montibeler; Rodrigo Straessli Pinto Franklin; Daniel Rodrigues Cordeiro; Júlia Bragatto Grobério
    Planejamento e Políticas Públicas 70
    O objetivo deste trabalho foi estimar o impacto econômico resultante de uma redução do preço do gás natural na economia do Espírito Santo. Para isso, foi utilizada a metodologia da matriz de insumo-produto do estado (MIP-ES). A redução do preço do gás natural é considerada um choque exógeno, sendo aplicada de forma proporcional em diferentes setores da economia. Ao se aplicar uma redução hipotética de 48,2% no preço do gás, percebeu-se que a produção total aumentou 0,53%. Os resultados encontrados são importantes para guiar o gestor público em suas decisões, podendo até mesmo se observar o retorno esperado, por meio da arrecadação de tributos. Por fim, este estudo pode ser replicado futuramente, levando em conta outras variáveis que foram aqui desconsideradas, como a atração de novos investimentos para o estado.
  • Publicação
    Sensibilidade do consumo de energia elétrica em baixa tensão ao preço e à renda : uma análise espacial comparada
    (Ipea, 2024-08) Silva, Wendell Cassemiro da; Raiher, Augusta Pelinski; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Wendell Cassemiro da Silva; Augusta Pelinski Raiher
    PPP 70
    O objetivo deste estudo foi analisar, de forma comparativa, os impactos do preço e da renda no consumo de energia elétrica em baixa tensão entre os municípios dos estados do Ceará e do Paraná, no período entre 2005 e 2016. Para tal, foram estimados modelos espaciais com dados em painel. Os resultados demonstraram a existência de dependência espacial nos dados, razão pela qual seu não tratamento pode resultar em estimativas viesadas. Ainda, foi possível observar a formação de clusters do tipo baixo-baixo no interior de ambos os estados. Por essa razão, frisa-se a importância de políticas de desenvolvimento econômico focadas no interior. Foi verificado também que, de forma divergente da maioria da literatura, a demanda por energia elétrica em baixa tensão no Ceará foi elástica em relação ao preço. Por esse motivo, comprova-se a importância de políticas tarifárias diferenciadas para a população hipossuficiente dos municípios cearenses. Os resultados da pesquisa apontaram ainda que o efeito espacial indireto das variáveis explicativas se aproxima do efeito direto no Paraná, onde os níveis de renda e desenvolvimento são mais elevados.
  • Publicação
    Análise do arcabouço legal associado ao desenvolvimento de parques eólicos offshore no Brasil
    (Ipea, 2017) Pereira, Felipe; Junia Cristina Peres Rodrigues da Conceição; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Felipe Pereira; Roberto Rocha Coelho Pires; Munhoz, Fernando Colli; Junia Cristina Peres Rodrigues da Conceição
    Mestrado Profissional em Políticas Públicas e Desenvolvimento - Segunda Turma
    A geração de energia elétrica proveniente de usinas eólicas offshore é uma opção para o Brasil diversificar sua matriz energética nacional com a utilização de fontes renováveis e alternativas. Passadas três décadas da instalação do primeiro parque eólico em ambiente marítimo no mundo, o Brasil ainda não construiu nenhum aerogerador no seu mar territorial e na sua zona econômica exclusiva. Para que essa atividade nascente possa ser melhor desenvolvida é importante que haja um arcabouço legal adequado. Para testar empiricamente essa questão, foram estudados pontos fracos e fortes no arranjo regulatório de países pioneiros na geração eólica em águas marítimas para construir indicadores que pudessem mensurar apropriadamente se a legislação nacional representa impeditivo ao desenvolvimento do setor. Versando sobre dimensões ambiental-tecnológica, tarifária e de organizações do setor elétrico, esta pesquisa analisou mais de 600 atos legais para identificar dispositivos potencialmente desfavoráveis ao desenvolvimento do setor no Brasil. Foi possível sistematizar a legislação afeita ao setor, apontando os regimes jurídicos pertinentes à exploração da geração eólica offshore e traçar uma modelagem que partiu do estudo de águas marítimas com potencial energético até a promoção de licitações, construção e operação de parques. Ancorada em referencial teórico das ciências econômicas e jurídicas, a construção metodológica desta pesquisa pode ser aplicada a outros trabalhos que tratem não apenas de planejamento energético e economia ambiental, mas das ciências humanas, em geral. Os resultados encontrados apontam que, embora não constituam impeditivos absolutos à construção de parques eólicos offshore, existem três aspectos que são desfavoráveis ao desenvolvimento do setor: (i) a Empresa de Pesquisa Energética não tem competência para obter licença ambiental prévia para a construção dessas usinas; (ii) o Conselho Nacional de Política Energética não tem competência de definir áreas ou blocos marítimos destinados à licitação para empreendimentos eólicos; e (iii) a composição do Conselho não representa setores relevantes que deveriam ser consultados quanto à possibilidade de serem afetados por empreendimento eólicos. Portanto, os resultados desta pesquisa provêm elementos concretos aos Poderes Legislativo e Executivo na formulação de políticas visando ao desenvolvimento sustentável a partir da promoção do setor eólico offshore no Brasil
  • Publicação
    Impacto econômico das bandeiras tarifárias nos processos tarifários das distribuidoras de energia elétrica
    (Ipea, 2018) Moraes, Felipe Augusto Cardoso; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Felipe Augusto Cardoso Moraes; Carvalho, Cláudio Elias; Fabiano Mezadre Pompermayer
    Mestrado Profissional em Políticas Públicas e Desenvolvimento - Segunda Turma
    O sistema de bandeiras tarifárias foi oficialmente implantando em janeiro de 2015 com o objetivo de sinalizar se as condições de geração de energia hidrelétrica são favoráveis ou não. Para isso, a Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel define mensalmente qual a cor da bandeira tarifária que vigorará em todo o Sistema Interligado Nacional, sendo que as bandeiras amarela e vermelha implicam em cobrança adicional na conta de energia elétrica. Portanto, em vez do consumidor ter um único sinal de preço ao longo do ano (data do reajuste ou revisão tarifária), as Bandeiras Tarifárias dão uma sinalização mensal do custo da geração de energia elétrica no país. Diante disso, o objetivo deste trabalho é avaliar o impacto econômico das bandeiras tarifárias nos processos tarifários das distribuidoras de energia elétrica e seus desdobramentos para os consumidores.
  • Publicação
    Avaliação de impacto do leilão específico para contratação de energia eólica : uma análise utilizando método de controle sintético
    (Ipea, 2019) Civitarese, Cristiano Hauck; Mauro Oddo Nogueira; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Cristiano Hauck Civitarese; Fabiano Mezadre Pompermayer; Mauro Oddo Nogueira; Rocha, Antonio Glauter Teofilo
    Mestrado Profissional em Políticas Públicas e Desenvolvimento - Terceira Turma
    No início dos anos 2000, a geração de eletricidade por fontes renováveis eólicas começou a ganhar mais projeção no Brasil. Fatores como os “apagões” de 2001 e 2002, insegurança de abastecimento energético, matriz dependente da fonte hidráulica, aumento do fluxo de investimentos estrangeiros para construção de usinas eólicas e o alto potencial de ventos da costa brasileira compõem o conjunto de motivos que levou o Governo Federal a incentivar a geração eólica. Em 2009, o Governo achou oportuno o momento de realizar o primeiro leilão para contratação de energia eólica para garantia da segurança do abastecimento nacional e diversificação da matriz energética. Esse estudo consiste em pesquisa quantitativa acerca do impacto dos leilões específicos para contratação de energia eólica na geração total por essa fonte. Por meio do método de controle sintético desenvolvido por Abadie et al. (2010), concluiu-se que a geração eólica foi aproximadamente 3 (três) vezes maior em relação à situação hipotética de não ocorrência de leilões específicos no período analisado. Os leilões consecutivos e específicos para energia eólica permitiram redução do preço médio da energia a ponto de tornar essa fonte mais competitiva em relação a outras fontes energéticas, além da diversificação da matriz brasileira e, consequentemente, maior segurança no abastecimento da população.
  • Publicação
    Transição energética no contexto do desenvolvimento rural : análise da convergência entre políticas públicas de diferentes setores
    (Ipea, 2019) Nogueira, Anna Carolina de Andrade; Claudio Roberto Amitrano; Junia Cristina Peres Rodrigues da Conceição; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Anna Carolina de Andrade Nogueira; Claudio Roberto Amitrano; Junia Cristina Peres Rodrigues da Conceição; Roberto Rocha Coelho Pires; Oliveira, Regis Borges de
    Mestrado Profissional em Políticas Públicas e Desenvolvimento - Terceira Turma
    O objetivo do trabalho é analisar a possibilidade de convergência entre políticas de diferentes setores, apontando quais seriam fatores determinantes para o êxito de uma política pública com o objetivo de viabilizar a utilização de fontes de energias renováveis para a agricultura familiar. Como o conceito de desenvolvimento sustentável permeia todos os temas analisados, o trabalho inicia apresentando os aspectos socioambientais relacionados à utilização das energias renováveis. Para atingir o propósito do trabalho, após a contextualização do tema, é realizada, uma análise do arcabouço teórico da área de implementação de políticas públicas, com ênfase em alguns conceitos, como intersetorialidade, arranjos institucionais e modelos top-down e bottom-up. A investigação, de caráter explanatório, prossegue com a abordagem teórica da dependência da trajetória. No âmbito desse conceito, são apresentadas as principais políticas públicas implementadas nas últimas décadas nas áreas de agricultura familiar, eletrificação rural e energias renováveis. Por fim, apresenta-se a micro e minigeração distribuída por fonte solar fotovoltaica como um possível instrumento de convergência entre as políticas para o desenvolvimento rural e para energias renováveis, com a apresentação das potencialidades e de alguns dos vários gargalos existentes que dificultam a viabilização de utilização deste instrumento no meio rural. A análise permite concluir que as falhas de mercado apresentadas no contexto dos aspectos socioambientais ensejam a necessidade de construção de uma política pública específica para atender a agricultura familiar. Espera-se que a contribuição do trabalho tenha sido demonstrar elementos que trariam êxito à implementação desta política.
  • Publicação
    Avaliação das demonstrações contábeis das distribuidoras de energia elétrica para estudo da eficiência comparativa utilizando Análise por Envoltória de Dados (DEA)
    (Ipea, 2016) Jacob, Fabrício Eduardo; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Fabrício Eduardo Jacob; Alexis Maka; Usina, Wesley Fernando
    Mestrado Profissional em Políticas Públicas e Desenvolvimento - Primeira Turma
    O setor de distribuição de energia elétrica é fundamental na economia de qualquer país desenvolvido. No Brasil, é um setor que sofre forte regulação estatal e assim se faz necessário o seu devido monitoramento, englobando também o aspecto econômico financeiro. A principal fonte de informação utilizada para este tipo de monitoramento são as demonstrações contábeis das empresas. Embora a análise de balanços seja uma área consolidada, com disciplinas em cursos de graduação e pós-graduação, a agregação de novas técnicas de avaliação e monitoramento das empresas pode dar agilidade ao processo, inclusive contribuindo para as tomadas de decisão nas políticas do setor. Assim, o presente estudo apresenta uma contribuição ao monitoramento econômico financeiro das distribuidoras de energia elétrica. Os dados regulatórios e as informações contábeis de sessenta e uma das sessenta e três distribuidoras brasileiras de energia elétrica de 2011 a 2014 são utilizados na proposição de uma metodologia de aplicação da técnica conhecida por Análise Envoltória de Dados ou Data Envelopment Analysis (DEA) ao processo de avaliação do equilíbrio econômico financeiro destas empresas reguladas. A metodologia é utilizada para analisar o atual estágio dessas concessões, através de indicadores relacionados à eficiência operacional, financeira, de qualidade e de rentabilidade. A metodologia se mostrou viável e de rápida aplicação, seus resultados sendo complementares a outras análises. Os resultados mostraram grande diferença entre as empresas. Enquanto Elektro, Coelba, Muxenergia e CPFL Paulista são referências para as demais empresas na maioria dos indicadores, a maior parte das distribuidoras apresentou um desempenho muito aquém, quando comparadas. Verificou-se ainda que a escala de operação não é fator preponderante sobre o desempenho das empresas e o resultado crítico das empresas estaduais e do grupo Eletrobras em relação a qualquer outra empresa ou grupos. Recomendamos assim o uso das técnicas utilizadas neste trabalho como um complemento às já utilizadas e a busca de Políticas Públicas que busquem aumentar a eficiência do setor, em especial das estatais.
  • Publicação
    Qualidade regulatória brasileira : a análise de impacto regulatório como instrumento indutor de governança na Agência Nacional de Energia Elétrica
    (Ipea, 2016) Koçouski, Ângela Regina; Alexandre de Ávila Gomide; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Ângela Regina Koçouski; Fabiano Mezadre Pompermayer; Lamin, Hugo
    Mestrado Profissional em Políticas Públicas e Desenvolvimento - Primeira Turma
    A regulação parte do pressuposto de que as forças de mercado não proporcionam, por si sós, a melhor alocação de recursos na sociedade, mas é grande a preocupação quanto ao valor agregado pela ação regulatória governamental. Nesse contexto, na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), destaca-se a Resolução Normativa (REN) nº 540, de 12 de março de 2013, que aprova a Norma de Organização nº 40, de 12 de março de 2013, a qual, por sua vez, dispõe sobre a realização de Análise de Impacto Regulatório (AIR). Tal procedimento tem sido utilizado por ser considerado importante instrumento na formulação, execução e controle das políticas regulatórias do setor elétrico brasileiro, que induz à governança por meio da busca constante de ferramentas de maior legitimidade democrática, maior eficiência e maior segurança jurídica aos cidadãos. Nesse estudo as seguintes perguntas de pesquisa foram propostas: O instrumento de AIR da ANEEL está contextualmente aderente ao modelo preconizado internacionalmente para essa ferramenta? A AIR tem potencial para extrapolar o objetivo de melhorar a produção normativa das agências reguladoras federais no Brasil? A partir daí, realizou-se um levantamento do conceito de AIR, dos métodos normalmente associados a esse instrumento, das principais vantagens associadas a essa ferramenta e da discussão acerca da escassez e da necessidade de instrumentos burocráticos para o Estado regulador e comparou-se, então, se o instrumento de AIR adotado por meio da REN nº 540/2013 está aderente às melhores práticas. Por meio do estudo da inserção da AIR no ciclo de política regulatória, de suas potencialidades para identificação das opções decisórias à disposição da regulação e dos limites dessa ferramenta para as políticas regulatórias, averiguaram-se as possíveis aplicações para esse instrumento. Foram feitas pesquisas em bibliografia de políticas públicas, em documentos da própria ANEEL, e em publicações: i) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que divulga e recomenda as melhores práticas adotadas para melhoria regulatória nos países mais desenvolvidos ou em desenvolvimento; ii) do Programa de Fortalecimento da Capacidade Institucional para Gestão em Regulação (PRO-REG); iii) das Jornadas de Estudos de Regulação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA); e iv) de dissertações e artigos de estudantes e pesquisadores.
  • Publicação
    Políticas de inovação para a transição energética : um estudo comparativo entre Estados Unidos e China no período 2001-2020
    (Ipea, 2024-12) Corrêa, Lucas; Diegues Junior, Antônio Carlos; Garcia, Renato de Castro; Lucas Corrêa; Antônio Carlos Diegues Junior; Renato de Castro Garcia
    Este artigo se insere no debate da transição energética através das lentes da literatura evolucionária, enfatizando as inovações tecnológicas verdes e, em particular, o papel desempenhado pelo Estado para a sua promoção. O objetivo deste estudo é analisar as políticas de inovação para a promoção de tecnologias energéticas verdes entre 2001 e 2020 – energia solar fotovoltaica, energia eólica, baterias, eletromobilidade e smart grids –, comparando os casos dos Estados Unidos e da China através de uma metodologia de estudo de caso. As análises ressaltaram as principais características e divergências nos modelos de política de cada país: os objetivos de política, os instrumentos utilizados e a estabilidade das iniciativas. De tal modo, o estudo permitiu identificar os modelos de políticas de inovação em cada caso, em que nos Estados Unidos as políticas podem ser consideradas pouco apropriadas ao estímulo de tecnologias emergentes e potencialmente disruptivas; em contrapartida, a experiência chinesa traz consigo importantes lições de políticas de inovação para a transição energética.
  • Publicação
    A Integração entre a Argentina e o Brasil no setor de gás natural : diplomacia, neoindustrialização e segurança energética
    (Ipea, 2024-12) Bitelli, Julio Glinternick; Teixeira, Igor Goulart; Julio Glinternick Bitelli; Igor Goulart Teixeira
    Ao redor do mundo, o consumo e a produção de gás natural têm aumentado em ritmo constante nas últimas décadas. A América do Sul é parte dessa tendência e registrou, na segunda metade do século XX, a consolidação de um mercado regional de gás. A partir da Bolívia, fluíram por gasodutos moléculas que abasteceram as maiores economias da região: Argentina e Brasil. No século XXI, contudo, a tendência de queda da produção boliviana associou-se ao descobrimento e à paulatina exploração da reserva de Vaca Muerta na Argentina, a segunda maior de gás não convencional do mundo. A reconfiguração do tabuleiro de gás sul-americano, assim, deriva da complementaridade entre a Argentina, que detém os recursos energéticos, e o Brasil, que demanda esses recursos tanto para impulsionar sua neoindustrialização quanto para abastecer suas termelétricas. O nexo entre as indústrias brasileiras e a integração energética é direto. Em uma das possibilidades de escoamento, a Bolívia apresenta-se como ponto estratégico de circulação do hidrocarboneto, tendo em vista a malha de gasodutos já existente e sua capacidade ociosa. A própria América do Sul oferece inspirador precedente de integração energética em prol do aprofundamento das relações bilaterais entre países vizinhos e do desenvolvimento: a parceria entre Brasil e Paraguai na construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu.
  • Publicação
    Geopolítica energética da China na Ásia Central
    (Ipea, 2025-04) Schutte, Giorgio Romano; Bianchet, Luísa Braga; Ipea; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Giorgio Romano Schutte; Luísa Braga Bianchet
    Este artigo examina os impactos da política energética da China na Ásia Central por meio do conceito do “trilema da energia”, investigando como o país equilibra segurança energética, desenvolvimento econômico e sustentabilidade ambiental. A política energética chinesa é uma das variáveis que determinam sua estratégia internacional, inclusive na região da Ásia Central. Por meio da Iniciativa Cinturão e Rota (Belt and Road Initiative – BRI), os investimentos chineses em infraestrutura, energia e minerais críticos estabelecem um “condomínio sino-russo” na região, caracterizado pela liderança econômica da China coexistindo com a influência político-militar da Rússia. A pesquisa identifica que a Ásia Central é estratégica para a China por três razões principais: fornece recursos energéticos e minerais essenciais para a transição energética; oferece rotas terrestres alternativas às rotas marítimas controladas pelo Ocidente; e contribui para a estabilidade da região de Xinjiang. Neste artigo, o foco é analisar a geopolítica da China para a Ásia Central a partir da necessidade de garantir simultaneamente a segurança energética, assegurando o acesso ao petróleo, ao gás natural e aos minerais críticos indispensáveis para a eletrificação.
  • Publicação
    O Brasil e os modelos de descarbonização : entre o mercado de carbono da União Europeia e os subsídios dos Estados Unidos
    (Ipea, 2025-04) Mota, Catherine Rebouças; Arima Júnior, Mauro Kiithi; Ipea; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Catherine Rebouças Mota; Mauro Kiithi Arima Júnior
    Atualmente se discutem dois grandes modelos de redução das emissões de gases de efeito estufa. O primeiro é baseado na criação de um mercado de carbono; o segundo é baseado na concessão de subsídios para a produção de energia renovável e bens verdes. Todavia, na realidade, esses modelos não aparecem em suas formas puras, sendo, muitas vezes, combinados. O objetivo deste artigo é elucidar os modelos adotados pelos Estados Unidos e pela União Europeia visando à descarbonização das suas economias. Busca-se compreender o que está sendo aplicado por esses atores importantes da governança climática global, destacando algumas das implicações comerciais e ambientais decorrentes dos diferentes modelos. A partir dessas considerações, reflete-se, por fim, sobre os caminhos que o Brasil poderá adotar nesse tema.
  • Publicação
    Deságios nos leilões de linhas de transmissão de energia elétrica no Brasil (2011-2023)
    (Ipea, 2025-07) Martins, Flávio Augusto A. A. H.; Flávio Augusto A. A. H. Martins
    TD 3145
    A presente pesquisa buscou compreender como evoluiu o perfil das proponentes que deram lances nos leilões de transmissão entre 2011 e 2023 e quais fatores explicam a probabilidade de vitória e os deságios observados nos lances de cada proponente. Os resultados das estimações econométricas apontaram para uma mudança de paradigma, uma vez que as covariadas de origem do capital social, setor de atividade econômica, restrição de capacidade e interdependência não apontaram para viés de seleção entre as firmas vencedoras e perdedoras das licitações. Em nível da firma, as estimações apontaram para maiores probabilidade de vitória e deságios ofertados pelas firmas do setor elétrico, ao passo que a restrição da capacidade de investimento das firmas também mostrou significância estatística para menor chance de vitória, em consonância com o efeito esperado, pois muitos projetos exigem investimentos vultosos.
  • Livro
    A Sustentabilidade da produção e uso de energia no país
    (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1996) La Rovere, Emilio Lèbre
    Neste estudo será demonstrado a necessidade de nossa política ambiental estar particularmente atenta às características da produção e uso da energia no país, assim como a importância crescente de uma adequada inserção da dimensão ambiental no planejamento energético brasileiro.
  • Publicação
    Energia e sustentabilidade no Brasil : desafios e perspectivas num contexto de transição energética
    (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2025-06) Gutierrez, Maria Bernadete Gomes Pereira Sarmiento
    No contexto de emergência climática em que vivemos atualmente, o controle das emissões originadas no setor de energia poderá ter um papel fundamental para limitar o aumento da temperatura global de forma a evitar uma catástrofe ambiental, considerando a sua elevada participação nas emissões mundiais de gases de efeito estufa (GEE). Em termos globais, as emissões de GEE originadas desse setor são responsáveis por 75% do total das emissões globais. Neste contexto, em que a maior fonte de lançamentos de GEE é originada pela produção e consumo de energia em nível global, este trabalho inicialmente busca dar um panorama do conceito de sustentabilidade no setor de energia, que, anteriormente, era equivalente à participação das fontes renováveis nas matrizes energéticas, mas que, recentemente, passou a incluir outros aspectos dados pelo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 7. Em seguida, procede-se a uma comparação do caso brasileiro com o padrão internacional tanto pela ótica da renovabilidade quanto pelo ODS 7, com o objetivo de identificar os principais desafios que se colocam para o Brasil. Destacam-se a questão das comunidades isoladas e a vulnerabilidade crescente do setor de energia elétrica às mudanças climáticas como elementos importantes na transição energética do Brasil.
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