Energia
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/17411
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Publicação As energias renováveis variáveis e os novos desafios da integração e regulação do setor elétrico(Ipea, 2026-05) Siffert, Nelson; Katia Maria Carlos Rocha; Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura - DISET; Nelson Siffert; Katia RochaRadar 81O artigo analisa os desafios técnico-operacionais, econômico-financeiros e regulatórios decorrentes da rápida expansão das energias renováveis variáveis (ERVs), especialmente eólica e solar fotovoltaica (centralizada e distribuída), na matriz elétrica brasileira. Em 2025, a capacidade instalada dessas fontes atingiu 87,7 GW, podendo suprir, em determinados momentos do dia, mais de 50% da carga do Sistema Interligado Nacional (SIN). Por serem fontes não despacháveis, toda a energia gerada é instantaneamente injetada na rede, cabendo às usinas hidrelétricas e térmicas ajustar sua produção para equilibrar oferta e demanda. O estudo destaca dois efeitos principais desse processo. O primeiro é o crescimento da rampa intradiária da carga líquida, resultante da rápida substituição da geração solar por outras fontes despacháveis ao final da tarde. O segundo é o aumento do corte de geração renovável (curtailment), associado à sobreoferta momentânea de energia e a restrições da rede de transmissão e da confiabilidade operativa. Com base em evidências e projeções do Operador Nacional do Sistema (ONS), argumenta-se que o principal desafio atual do setor elétrico brasileiro não é a escassez de energia, mas a insuficiência de flexibilidade e de potência para atender à carga líquida. Como resposta, o artigo propõe maior uso de sinais de preço temporal e locacional; aprimoramento das regras de acesso às redes; e criação de condições regulatórias para armazenamento de energia e para prestação de serviços ancilares.Publicação A Questão da energia no Nordeste(Ipea, 1987) Padilha, José Artur de Barros; Carvalho, Hélio Lopes; Amorim, Nivaldo Alves; José Artur de Barros Padilha; Hélio Lopes Carvalho; Nivaldo Alves AmorimAnalisa a oferta, a estrutura e o papel da energia como fator estratégico para o desenvolvimento econômico e social da região nordestina, destacando as limitações históricas do sistema energético, a dependência de fontes externas e a desigual distribuição espacial da infraestrutura. O texto examina a evolução do setor elétrico, o aproveitamento de recursos energéticos regionais, as deficiências no atendimento às áreas rurais e os impactos dessas restrições sobre a industrialização, a modernização agrícola e a qualidade de vida da população. Evidencia-se a necessidade de políticas públicas integradas, planejamento de longo prazo e expansão da infraestrutura energética como condição fundamental para a redução das desigualdades regionais e para a promoção do desenvolvimento sustentável do Nordeste.Publicação Elasticidades-preço e renda da demanda residencial por energia elétrica : novas estimativas para o Brasil e comparação com o BRICs(Ipea, 2025-08) Edison Benedito da Silva Filho; Guilherme Vampré Homsy; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Edison Benedito da Silva Filho; Guilherme Vampré HomsyBEPI 42O objetivo do artigo é atualizar as estimativas de elasticidades-preço e renda da demanda residencial de energia elétrica de curto prazo para o Brasil após a experiência da pandemia de covid-19, bem como comparar a magnitude desses parâmetros socioeconômicos com a de similares encontrados nos demais membros originais do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Para tanto, utilizamos um modelo de dados em painel cobrindo períodos de dez a vinte anos com frequência trimestral e discriminamos os domicílios em termos de renda, tendo como clivagem o cadastro no programa do governo federal brasileiro para a concessão de descontos nas contas de luz, denominado Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). Os resultados demonstram a proximidade das características socioeconômicas dos consumidores de energia elétrica do Brasil em relação aos de outros membros do BRICS. Também se evidencia um impacto significativo da pandemia de covid-19 sobre o comportamento das famílias, em especial as de baixa renda, que aumentaram a prioridade dos gastos com energia elétrica em suas preferências de consumo.Publicação O BRICS e a geopolítica das energias renováveis : possibilidades de cooperação em minerais críticos, energias renováveis e tecnologias de baixo carbono(Ipea, 2025-08) Carlos Renato Ungaretti; Tainari Taioka; Marco Aurélio Alves de Mendonça; Nathana Garcez Portugal; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Carlos Renato Ungaretti; Tainari Taioka; Marco Aurélio Alves de Mendonça; Nathana Garcez PortugalBEPI 42Objetiva-se, com este estudo, avaliar os potenciais benefícios da cooperação energética entre os países do BRICS, com destaque para os segmentos de minerais críticos, energias renováveis e tecnologias de baixo carbono (low-carbon technologies – LCTs). Argumenta-se que o agrupamento pode contribuir para reduzir vulnerabilidades e potencializar trajetórias efetivas de transição energética, compatibilizando interesses comuns e propiciando ganhos econômicos e socioambientais de longo prazo. Identificam-se complementaridades e potenciais benefícios na efetivação das agendas de agregação de valor e de industrialização de minerais críticos. Além disso, observam-se sinergias capazes de reduzir lacunas de investimento e promover a diversificação dos sistemas de energia, bem como a formação de arranjos de cooperação a partir dos atributos e capacidades particulares dos países do BRICS. Há, por fim, espaço para promover iniciativas de pesquisa e desenvolvimento, favorecendo a inovação e a implementação de tecnologias emergentes.Livro Investimentos e risco em energia elétrica(Ipea, 1982-06-18) Cechin, José; José CechinInformações Setoriais 72O documento da CPS/IPLAN dá continuidade a uma série de estudos voltados ao planejamento dos gastos públicos para o período de 1982 a 1985, com foco no setor de energia elétrica. Ele aprofunda análises anteriormente desenvolvidas, buscando compreender a dinâmica desse segmento estratégico da economia. O principal objetivo é discutir a política de investimentos no setor elétrico, especialmente em relação à garantia de suprimento, medida pela taxa de risco de déficit. Sem pretender esgotar o tema, o estudo delimita aspectos centrais do problema, retoma debates recentes e propõe possíveis alternativas de atuação. O trabalho foi elaborado por José Cechin, com a colaboração de Edmir S. Moita e Antonio José de Cerqueira Antunes, além do apoio relevante da ELETROBRÁS.Publicação Mudança climática e coerência em políticas públicas : estratégias de transporte nos planos de energia 2050(Ipea, 2026) Consoni, Flávia Luciane; Wolffenbüttel, Rodrigo Foresta; Silva, Luciana Cristina Lenhari da; Bermúdez-Rodríguez, Tatiana; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Flávia Luciane Consoni; Rodrigo Foresta Wolffenbüttel; Luciana Cristina Lenhari da Silva; Tatiana Bermúdez-RodríguezEste artigo examina a coerência entre as políticas do setor de transporte definidas no Plano Nacional de Energia (PNE) 2050 e no Plano Estadual de Energia (PEE) 2050 do estado de São Paulo, com base no conceito de coerência de políticas para o desenvolvimento sustentável (policy coherence for sustainable development – PCSD) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A coerência de políticas públicas visa à integração das dimensões econômica, social e ambiental, assim como à governança, promovendo sinergias entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as políticas setoriais a fim de atingir as metas de desenvolvimento sustentável. O foco do artigo é o setor de transporte, responsável por 25% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no mundo, 14% no Brasil e 34% no estado de São Paulo. A metodologia analisa a coerência em dimensões (vertical, horizontal, temporal), princípios (compromisso político, integração, participação, monitoramento), governança e tecnologia. O objetivo é compreender como os planos interagem e se complementam no contexto das mudanças climáticas para o setor de transporte. Os resultados indicam coerência entre os planos em relação à descarbonização, ao uso de energias renováveis e à eficiência energética. No entanto, identificam-se possíveis conflitos com políticas que incentivam combustíveis fósseis. A conclusão destaca a importância de uma governança para implementar ações complementares dos planos, otimizando investimentos que possam acelerar a transição energética.Livro Transporte de carga, planejamento energético e desenvolvimento regional(Ipea, 1988-08) El Afioni, Miguel; Miguel El AfioniNota para Discussão 3Visualiza as relações entre o consumo do óleo Diesel, o crescimento do transporte de carga e os padrões estruturais (tecnologia) e locacionais da atividade econômica. Mostra como a manutenção da tendência de crescimento do transporte específico determina a demanda futura de petróleo, a partir da ênfase concedida à variável "Distancia Média de Transporte". Através de um exercício de previsão das necessidades brasileiras de petróleo até o final do século, faz uma estimativa de investimento que o país terá que fazer para garantir o suprimento interno de combustíveis e de insumos para a Petroquímica.Publicação Transição energética além da descarbonização : injustiças e desafios de governança no caso Cumbe (Aracati – CE)(Ipea, 2025) Miranda, Jessica Dias; Aristides Monteiro Neto; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Jessica Dias Miranda; Daniel Pitangueira de Avelino; Júlia Benfica Senra; Aristides Monteiro NetoMestrado Profissional em Políticas Públicas e Desenvolvimento - Sexta TurmaA transição energética, frequentemente apresentada como solução técnica para a crise climática, tem se materializado de modo desigual, sobretudo em territórios do Sul Global. No Brasil, a rápida expansão da energia eólica no Nordeste evidencia tensões entre metas de descarbonização e justiça socioambiental, revelando lacunas de governança territorial, déficits de participação e conflitos em comunidades tradicionais. Esta dissertação analisa as manifestações de injustiça energética associadas à implantação de parques eólicos na comunidade quilombola de Cumbe (Aracati, CE), a partir das dimensões distributiva, procedimental, de reconhecimento e intergeracional propostas por Sovacool & Dworkin (2015), dialogando com aportes da geografia crítica, da ecologia política e do ecofeminismo, por meio da aplicação de uma matriz analítica de indicadores construída para operacionalizar essas quatro dimensões no contexto territorial estudado. A pesquisa baseia-se em estudo de caso qualitativo, ancorado em fontes secundárias, peças de licenciamento, TACs, decisões judiciais, marcos legais e relatórios técnicos e comunitários, trianguladas por uma matriz de indicadores (Tabelas 3, 5, 7 e 9) adaptada às quatro dimensões de justiça. Os resultados indicam que a ausência de consulta livre, prévia e informada (CLPI), a fragmentação do licenciamento e a desconsideração de bens comuns (trilhas, dunas, lagoas e áreas de pesca) favoreceram a formação de um enclave energético, com assimetrias na distribuição de benefícios, invisibilização de identidades e saberes locais e transferência de riscos cumulativos às gerações futuras. Conclui-se que uma transição justa no Brasil requer integrar planejamento energético, ordenamento territorial e salvaguardas vinculantes, com ênfase na coprodução do conhecimento, participação qualificada e reparação territorializada.Livro Consumo de energia no meio rural(Ipea, 1983) Mata, Milton da; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Milton da MataApresenta a evolução da importância relativa do consumo rural de energia entre 1970 e 1980. Baseado na regionalização dos dados extraídos do Censo Agropecuário de 1975, discute parâmetros que condicionam a intensidade do uso de energia no meio ruralLivro A Critical look at the theories of household demand for energy(Ipea, 1982-06) Shamsavari, Ali; Instituto de Planejamento Econômico e Social; Ali ShamsavariDiscute a validade das definições atuais sobre demanda doméstica de energia. Além de atentar para a complexidade das relações entre preço, elasticidade da renda e seus determinantes e aborda a questão da substituição de energia.Livro Um Modelo de análise da produção de energia pela agricultura(Ipea, 1982-08) Péres, Fernando Curi; Barros, José R. Mendonça de; Ferreira, Léo da Rocha; Moricochi, Luiz; Instituto de Planejamento Econômico e Social; Fernando Curi Peres; José R. Mendonça de Barros; Léo da Rocha Ferreira; Luiz MoricochiDocumento Preliminar. Grupo de Energia 11Apresenta uma avaliação de programas de utilização de biomassas como fontes alternativas de energia. Deriva funções de oferta de álcool. Estima o impacto da produção do álcool em relação à produção de alimentos e fibras para o mercado interno e de exportação. Determina em que regiões deve ser expandida a cultura da cana-de-açúcar para a produção de álcool e fornece subsídios para programas de zoneamento de culturas nacionais e regionais.Livro Um Modelo de planejamento de oferta de energia elétrica(Ipea, 1982-03) Tourinho, Octávio Augusto Fontes; Octávio A. F. TourinhoDocumento Preliminar. Grupo de Energia 05Apresenta a formulação de um modelo de planejamento de expansão do sistema de suprimento de energia elétrica que visa calcular os custos médio e marginal por kwh entregue às várias regiões consumidoras, para satisfazer níveis totais de demanda regional predeterminados.Publicação O Brasil e a geopolítica da energia(Ipea, 2014) Almeida, Perpétua; Sirkis, Alfredo; Machado, Luiz Alberto Figueiredo; Pinto Júnior, Helder Queiroz; Lima, Haroldo; Costa, Darc; Almeida, Wilson de Jesus Bezerra de; Alfredo SirkisExamina a geopolítica da energia e o papel estratégico do Brasil, destacando tanto os combustíveis fósseis — especialmente petróleo e gás — quanto as energias renováveis. O painel aborda a ascensão do país como potencial grande produtor e exportador de petróleo a partir do pré-sal, a relevância das reservas nacionais e a necessidade de articular exploração, política externa, segurança, defesa e meio ambiente. No campo das renováveis, ressalta-se a liderança brasileira em biocombustíveis, hidroeletricidade e eólica, bem como a capacidade de cooperação internacional. Os expositores discutem o novo cenário global marcado pelo “fim do petróleo barato”, pela crescente demanda energética da Ásia, pela expansão do shale gas e pelas tensões geopolíticas associadas à localização das reservas e rotas internacionais de abastecimento. Também analisam a integração energética sul‑americana, a importância de harmonizar marcos regulatórios regionais, e os desafios tecnológicos, ambientais e industriais da cadeia energética. Defende-se que o Brasil deve aproveitar suas vantagens — diversidade de matriz, recursos abundantes e capacidade tecnológica — de modo estratégico, sustentável e alinhado aos interesses de longo prazo do desenvolvimento nacional.Publicação A Rússia e seus vizinhos : comércio(Ipea, 2014) Flávio Lyrio Carneiro; Ivan Tiago Machado Oliveira; Flavio Lyrio Carneiro; Ivan Tiago Machado OliveiraAnalisa as relações comerciais da Rússia com seus onze vizinhos pós‑soviéticos entre 2000 e 2010, examinando o comportamento do comércio bilateral, sua intensidade, grau de concentração, padrão de especialização, perfil tecnológico e dinâmica de bens de produção e bens finais; evidencia-se que a Rússia exerce papel central no comércio regional, sendo muito mais relevante para as pautas externas dos vizinhos do que o inverso, embora a intensidade relativa desse comércio tenha diminuído ao longo da década; demonstra-se que tanto as exportações russas quanto as dos vizinhos apresentam elevada concentração setorial, especialmente em produtos energéticos, refletindo a posição russa como grande exportadora de petróleo e gás natural e a dependência energética de muitos países da região; verifica-se baixa integração produtiva intrassetorial, com comércio de bens de produção pouco sofisticado e limitado; por fim, o texto discute os acordos de livre‑comércio e iniciativas regionais — como a Comunidade dos Estados Independentes (CEI), a Eurasian Economic Community e a união aduaneira Rússia‑Bielorrússia‑Cazaquistão — destacando avanços limitados e recorrentes conflitos comerciais que dificultam uma integração econômica mais profunda.Publicação Desenvolvimento e inclusão social : o caso do arranjo político‑institucional do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB)(Ipea, 2014) Pedroti, Paula Maciel; Instituto de Pesquisa Económica Aplicada; Paula Maciel PedrotiExamina o arranjo político‑institucional do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), criado em 2004, destacando como o Estado brasileiro buscou combinar objetivos de desenvolvimento produtivo, expansão energética e inclusão social em um contexto democrático fortalecido após a Constituição de 1988. A autora analisa como a estrutura interministerial coordenada pela Casa Civil, o marco regulatório, os mecanismos de participação social, o modelo de leilões e, sobretudo, o Selo Combustível Social constituem instrumentos de coordenação entre governo, indústria e agricultura familiar, permitindo simultaneamente criar um mercado robusto de biodiesel e promover integração produtiva de agricultores de pequenas propriedades. Apesar dos avanços — como a rápida formação de um parque industrial, a consolidação do biodiesel na matriz energética e a inclusão de mais de 100 mil estabelecimentos da agricultura familiar — o arranjo apresenta limites, especialmente pela forte dependência da soja e pela concentração regional de benefícios no Sul e Centro‑Oeste, revelando que os mecanismos atuais ainda não foram suficientes para diversificar matérias‑primas nem para promover maior inclusão de regiões mais vulneráveis, como o Nordeste. O capítulo conclui que o PNPB é inovador e eficaz em vários aspectos, mas que sua plena capacidade depende de políticas complementares em infraestrutura, pesquisa, capacitação e fortalecimento produtivo regional.Publicação Desenvolvimentismo, conflito e conciliação de interesses na política de construção de hidrelétricas na Amazônia brasileira(Ipea, 2014) Pereira, Ana Karine; Instituto de Pesquisa Económica Aplicada; Ana Karine PereiraAnalisa como o Estado brasileiro, em um contexto de democracia consolidada, lida com conflitos e negociações na política de construção de grandes hidrelétricas na Amazônia, com foco comparativo entre a UHE Tucuruí (executada sob autoritarismo, nos anos 1970–80) e o complexo e contencioso caso de Belo Monte. O texto mostra que o atual arranjo político-institucional — marcado por ampla legislação ambiental, licenciamento, audiências públicas, atuação do Ministério Público e participação de órgãos como Ibama, Funai, ANA e Aneel — criou mais transparência e oportunidades de manifestação social, resultando em melhorias técnicas, sociais e ambientais no desenho dos projetos. Contudo, evidencia também limitações: decisões continuam concentradas no setor elétrico; o Legislativo não cumpre plenamente o papel de garantir oitivas indígenas; o licenciamento é fragilizado por pressões políticas; e a fase ambiental funciona como arena de conflito, mas com baixa capacidade de resolução. Assim, embora o novo arranjo seja mais democrático e inclusivo, permanece pouco eficaz na conciliação de interesses divergentes, gerando judicialização, atrasos e baixa legitimidade social para hidrelétricas como Belo Monte.Publicação Importação de tecnologias de baixo carbono pela economia brasileira : o que é possível dizer sobre transição energética?(Ipea, 2026-01-16) Taioka, Tainari; Ungaretti, Carlos Renato; Mendonça, Marco Aurélio Alves de; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Tainari Taioka; Carlos Renato Ungaretti; Marco Aurélio Alves de MendonçaTD 3182Este estudo analisou o perfil de importação de tecnologias de baixo carbono (low-carbon technologies – LCT) entre o Brasil e os países do BRICS, União Europeia, Estados Unidos e Mercosul. Foram utilizados dados do UN Comtrade, produzidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), para os anos de 2010, 2015 e 2021, e foi realizada a compatibilização com a matriz insumo-produto (MIP) brasileira. A partir disso, identificaram-se os principais setores demandantes e as regiões fornecedoras de LCT. Em seguida, estimou-se a intensidade de emissões associada ao consumo e à produção dos dez maiores setores importadores. Os resultados indicaram avanço expressivo da China como principal fornecedora de LCT, especialmente nos setores de Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos e Fabricação de químicos orgânicos e inorgânicos, resinas e elastômeros. A análise revelou ainda que houve redução da intensidade de emissões nos setores de Fabricação de produtos químicos, Geração de eletricidade e Agropecuária. Este resultado indica possível transição energética para estes setores.Publicação Qual a importância do Brasil na cadeia global de minerais críticos da transição energética ? Uma análise sobre reservas, produção, comércio exterior e investimentos. (Publicação Expressa)(Ipea, 2025-12) Leão, Rafael da Silveira Soares; Oliveira, Mariano Laio de; Cunha, Danúbia Rodrigues da; Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura - DISET; Rafael da Silveira Soares Leão; Mariano Laio de Oliveira; Danúbia Rodrigues da Cunha.TD 3174Este estudo analisa a importância do Brasil na cadeia global de suprimentos de minerais críticos para a transição energética, abordando reservas, produção, comércio exterior e investimentos. A transição energética, impulsionada pela necessidade de mitigar as mudanças climáticas, requer uma reconfiguração dos sistemas de geração de energia, substituindo combustíveis fósseis por fontes renováveis e tecnologias de baixa emissão de gases de efeito estufa. A produção de equipamentos para geração de energia eólica e solar, e veículos eletrificados demanda grandes quantidades de minerais críticos, como cobre, lítio, níquel, manganês, grafita e terras raras. O Brasil possui reservas significativas de alguns desses minerais, mas enfrenta desafios na produção e no comércio internacional. O estudo destaca a importância dos investimentos para que o país possa explorar seu potencial minerador e se posicionar como um ator global relevante na transição energética.Livro Presença do Estado no Brasil : Federação, suas unidades e municipalidades : número 2(Ipea, 2011) Milko Matijascic; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Milko MatijascicO livro apresenta dados e indicadores relacionados à ação estatal em diversas áreas do desenvolvimento nacional. Na introdução, discute-se, em perspectiva teórica e histórica, o papel do Estado no desenvolvimento social e econômico ao longo do século XX. Ao longo do livro, são congregadas informações utilizados de forma cotidiana pelos técnicos de planejamento e pesquisa do Ipea para pensar o desenvolvimento e formular políticas públicas, de forma a incentivar uma maior interação entre as diferentes esferas de governo e mostrar a presença do Estado ao longo de nosso vasto território. Para mostrar a presença do Estado, foram selecionados os seguintes temas: previdência social, assistência social, saúde, educação, trabalho, bancos públicos, infraestrutura, segurança pública e cultura. Para todos estes temas, foram apresentados indicadores básicos, bens públicos, serviços públicos prestados e quantitativos de servidores públicos alocados para cada uma das áreas descritas, sempre colocando em destaque as esferas regionais e locais. Os dados apresentados focalizam, sobretudo, os cadastros mantidos por ministérios ou por órgãos sujeitos à sua supervisão. Alguns dados, principalmente na seção inicial, foram previamente compilados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e têm por meta situar o leitor neste universo e facilitar a utilização da publicação. Desse modo, objetiva-se colaborar com a tarefa de analisar políticas públicas, além de oferecer um material rico para fins didáticos.
