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Estudos sobre uma região agrícola : Zona da Mata de Minas Gerais : volume 1

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Abstract

Estudo apresentado em dois volumes de monografias sobre a Zona da Mata de Minas Gerais. O primeiro volume reune três estudos, todos eles voltados para a produção agrícola da região, dando ênfase aos problemas relacionados com a observação da mão-de-obra, uso da terra e do capital. Os estudos incluídos no segundo volume focalizam os aspectos da comercialização agrícola, os incentivos fiscais e o reflorestamento, como alternativa para o aproveitamento das terras de qualidade nem sempre satisfatórias e o possível desenvolvimento industrial da região.

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PANAGIDES, Stahis S.; FERREIRA, Léo da Rocha; CESAL, Lon C.; BANDEIRA, Antonio Lima; WHITE JUNIOR, T. Kelley; ROCHA, Dilson Seabra. Estudos sobre uma região agrícola: Zona da Mata de Minas Gerais . Brasília: Ipea, 1973. 300 p. v. 1. (Monografia; 9). Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/12588

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Introdução
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1973) Patrick, George
A Zona da Mata de Minas Gerais, juntamente com áreas dos Estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, enfrenta um crescimento econômico lento, mantendo forte dependência da agricultura, apesar de sua localização no eixo industrial. A região, anteriormente dedicada à produção de café, enfrentou desafios econômicos devido à erradicação de cafezais na década de 60, resultando em problemas de renda e emprego. Atualmente em depressão econômica, a Zona da Mata tem um setor agrícola com excesso de mão-de-obra, emigração, alta relação homem/terra e uso de técnicas de produção tradicionais. O setor industrial, embora em crescimento, possui capacidade ociosa, especialmente em indústrias tradicionais, e não consegue absorver o excedente de mão-de-obra agrícola. Estudos realizados destacam aspectos específicos da economia da região, com foco no setor agrícola, utilizando a programação linear para avaliar tecnologias de produção e atividades alternativas, bem como questões relacionadas ao crédito rural e taxas de juros.
Item type:Publication,
Absorção de mão-de-obra na agricultura da Zona da Mata de Minas Gerais
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1973) Panagides, Stahis S.; Ferreira, Léo da Rocha
O texto aborda a absorção de mão-de-obra agrícola na Zona da Mata, descrevendo a metodologia utilizada em simulações. Pequenos estabelecimentos agrícolas, ao considerarem apenas atividades tradicionais, mostraram excesso de mão-de-obra. A introdução da tecnologia recomendada aumentou esse excesso, elevando ligeiramente a renda líquida. A inclusão de novas atividades produtivas, como fruticultura, aumentou significativamente a absorção de mão-de-obra e a renda líquida, mas ainda havia desemprego sazonal. Restrições de terra e capital foram identificadas como recursos limitantes. Estabelecimentos maiores eram compradores líquidos de mão-de-obra, mas só utilizavam totalmente a terra com salários zero. Com salários rurais regionais, parte da terra ficava inativa devido a restrições de crédito. Ambos os tamanhos de estabelecimentos apresentaram variações sazonais na demanda por mão-de-obra, limitando a possibilidade de pequenos agricultores trabalharem em grandes estabelecimentos. Os autores sugerem que a introdução de novas alternativas de produção incentivaria o aumento de renda e absorção de mão-de-obra, enquanto a flexibilidade sazonal do salário mínimo contribuiria para aumentar o emprego e a produção.
Item type:Publication,
Uso da terra na Zona da Mata de Minas Gerais
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1973) Cesal, Lon C.; Bandeira, Antonio Lima
O texto aborda o uso da terra em diferentes alternativas na Zona da Mata. Os autores destacam diferenças significativas na qualidade da terra entre estabelecimentos de tamanhos semelhantes em diversas subáreas da região. Além disso, observam variações na quantidade de fatores de produção complementares à terra, influenciando a combinação de atividades produtivas. A análise utiliza um modelo de programação linear que, ao considerar atividades tradicionais e tecnologia corrente, reflete a realidade observada. Estabelecimentos médios e pequenos utilizam toda a terra disponível, enquanto parte da terra em estabelecimentos grandes não é aproveitada. A introdução da tecnologia recomendada melhora a renda líquida, mas não afeta significativamente o uso da terra. Com novas alternativas de produção, ocorrem mudanças na combinação de atividades, substituindo as culturas tradicionais e aumentando a renda líquida. Nos estabelecimentos maiores, a proporção de terra utilizada aumenta, mas a terra de pior qualidade não é aproveitada devido à falta de capital. A adoção da tecnologia recomendada reduz a quantidade de terra utilizada e as rendas líquidas em todos os estabelecimentos, exceto nos muito pequenos, devido às restrições de capital e mão-de-obra. O texto sugere que a redistribuição da terra deve considerar não apenas o tamanho, mas também a qualidade da terra, e destaca a interconexão desse processo com outras mudanças.
Item type:Publication,
Credito agrícola na Zona da Mata de Minas Gerais
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1973) White Junior, T. Kelley; Rocha, Dilson Seabra
O terceiro estudo examina a situação do crédito na produção agrícola e os impactos de diferentes condições de empréstimos e taxas de juros na Zona da Mata. Os autores sugerem que, apesar das informações fornecidas pelos bancos indicarem disponibilidade significativa de crédito, na prática, ele é utilizado por uma pequena proporção de agricultores. A participação predominante do Banco do Brasil nos empréstimos rurais sugere desinteresse dos bancos privados nesse tipo de financiamento. A programação linear revela que a demanda por crédito é limitada quando se consideram apenas alternativas tradicionais e tecnologia corrente, mas aumenta substancialmente com a introdução de novas alternativas. A procura por crédito mostra-se relativamente insensível às variações da taxa de juros quando há opções de investimento lucrativas. Os autores propõem programas de crédito especializado para tornar o crédito mais acessível aos agricultores, especialmente os pequenos, e sugerem que políticas de subsídio de juros podem não ser eficazes por si só. Concluem que a política de crédito atual pode estar reduzindo a disponibilidade de crédito agrícola, especialmente para os pequenos agricultores, e recomendam uma abordagem em que o governo pagaria a diferença entre a taxa de juros justa para a agricultura e a taxa de mercado, incentivando o uso de crédito sem restringir sua oferta. No entanto, destacam que esses estudos têm limitações e não oferecem diretamente diretrizes para políticas econômicas regionais.
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