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Transferências de renda e redução da desigualdade no Brasil e em cinco regiões, entre 1997 e 2005

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1997 - 2005

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BR

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Resumo

Analisa, com base nos microdados das Pnads/IBGE, como diferentes componentes da renda domiciliar per capita contribuíram para a redução da desigualdade no Brasil entre 1997 e 2005 — no país e em cinco regiões — utilizando decomposições dos índices de Gini, Mehran e Piesch. A renda total é decomposta em seis parcelas (trabalho; aposentadorias e pensões oficiais; outras aposentadorias e pensões; doações; aluguéis; e juros/dividendos/transferências governamentais e outros), com ênfase nas transferências como Bolsa Família e BPC. Os resultados mostram queda do índice de Gini (de ~0,60 para ~0,566), explicada sobretudo pela renda do trabalho (o principal fator da redução), e, em segundo lugar, pela expansão das transferências governamentais, cuja razão de concentração cai acentuadamente após 1998, com efeitos particularmente fortes no Nordeste. A participação e a concentração de aposentadorias oficiais tendem a reforçar a desigualdade em parte do período, enquanto renda de aluguéis permanece a mais concentrada; já doações não são exclusivas dos pobres. As conclusões variam conforme o índice adotado, sendo o efeito das transferências mais evidente em medidas mais sensíveis à cauda inferior da distribuição.

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JEL

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HOFFMANN, Rodolfo. Transferências de renda e redução da desigualdade no Brasil e em cinco regiões, entre 1997 e 2005. In: BARROS, Ricardo Paes de; FOGUEL, Miguel Nathan; ULYSSEA, Gabriel (org.). Desigualdade de renda no Brasil: uma análise da queda recente. Brasília: Ipea, 2007. v. 2, p. 17–40. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20038

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Livro
Desigualdade de renda no Brasil : uma análise da queda recente : volume 2
(Ipea, 2007) Barros, Ricardo Paes de; Foguel, Miguel Nathan; Ulyssea, Gabriel; Ricardo Paes de Barros; Miguel Nathan Foguel; Gabriel Ulyssea
Reúne estudos voltados para estimar a magnitude da queda recente na desigualdade e suas consequências sobre as condições de vida da população mais pobre; e aqueles cujo objetivo é identificar os principais fatores determinantes por trás desse movimento. Analisa, em detalhes, as transformações por que passaram os diversos tipos de transferências governamentais, principalmente as pensões e as aposentadorias, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Programa Bolsa Família (PBF). Trata dos fatores responsáveis pelas transformações na distribuição dos rendimentos do trabalho. Avalia o papel da educação e da experiência potencial dos trabalhadores no mercado de trabalho para a redução da desigualdade de renda. Trata do mercado de trabalho como gerador de desigualdade. A análise é centrada nos papéis desempenhados pela discriminação de gênero e de cor, bem como por três tipos de segmentação: setorial, formal-informal e espacial. Aborda os efeitos do salário mínimo sobre a desigualdade de renda por meio das remunerações pagas no mercado de trabalho, assim como das transferências governamentais a ele vinculadas, visando contribuir para o aprimoramento das políticas públicas e, dessa forma, acelerar o processo de redução da extrema desigualdade de renda que ainda prevalece no País.

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