Publication: Desigualdades no mercado de trabalho e pandemia da Covid-19
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Texto para Discussão (TD) 2684 : Desigualdades no mercado de trabalho e pandemia da Covid-19
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Speaker / Moderator / Discussant
Abstract
O objetivo deste estudo é investigar a evolução de três dimensões relevantes da desigualdade brasileira
no mercado de trabalho, gênero, raça/cor e idade, no período de 2012 a 2020. Mais especificamente,
analisa-se como essas estatísticas foram afetadas pela crise associada à pandemia da Covid-19. A partir de
dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), encontra-se as desigualdades nas taxas de participação, desemprego,
ocupação e informalidade não se reduzem durante a crise. Ao contrário, observa-se a ampliação do
diferencial, como é o caso da taxa de ocupação por raça/cor e idade. Os resultados indicam ainda aumento
intenso nas chances de sair da condição de ocupado para inatividade e redução das chances de conseguir
um emprego. Importante notar que mesmo ao se controlar por outras características pessoais ou do
posto de trabalho, as mulheres, os negros e os jovens possuem maiores chances de perder a ocupação.
No entanto, esta desvantagem não é uma característica somente da crise de 2020.
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The aim of this study is to investigate three relevant dimensions of Brazilian inequality in the labor market,
gender, race and age, in the period 2012-2020. More specifically, we analyze how these statistics were
affected by the crisis due to Covid-19. It is observed that inequalities in participation, unemployment,
occupation and informality rates are not reduced during the 2020 crisis. On the contrary, there is an
increase in the difference of employment to population ratio by race and age. The results also indicate that
2020 is characterized by an unusual increase in the chances of job loss and a reduction in the chances of
getting a job. It is important to note that even when controlling for other personal or job characteristics,
women, blacks and young people are more likely to lose their jobs. Nonetheless, this disadvantage is not
specific of the 2020 crisis.
