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A Redução da desigualdade no Brasil: uma estratégia complexa

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Abstract

Analisa a redução recente da desigualdade no Brasil sob uma perspectiva estrutural, argumentando que o processo resulta de interações complexas entre crescimento econômico, produtividade, transformações no mercado de trabalho e políticas sociais. O autor destaca a importância dos ganhos salariais reais, da formalização e da valorização do salário mínimo, mas ressalta que tais avanços não podem ser compreendidos isoladamente, pois se articulam com mudanças demográficas, educacionais e institucionais. Além disso, o texto discute limitações metodológicas das pesquisas de renda, especialmente da PNAD, e alerta para a necessidade de interpretações cautelosas quanto aos determinantes da queda desigualdade. Dedecca conclui defendendo que o enfrentamento da desigualdade requer uma estratégia abrangente, envolvendo ações articuladas de Estado, mercado e políticas sociais de longo prazo.

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DEDECCA, Claudio Salvadori. A Redução da desigualdade no Brasil: uma estratégia complexa. In: BARROS, Ricardo Paes de; FOGUEL, Miguel Nathan; ULYSSEA, Gabriel (org.). Desigualdade de renda no Brasil: uma análise da queda recente. Brasília: Ipea, 2006. v. 1, p. 299‑330. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20020

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Desigualdade de renda no Brasil : uma análise da queda recente : volume 1
(Ipea, 2006) Barros, Ricardo Paes de ; Foguel, Miguel Nathan ; Ulyssea, Gabriel ; Barros, Ricardo Paes de; Ulyssea, Gabriel; Foguel, Miguel Nathan; Ricardo Paes de Barros; Miguel Nathan Foguel; Gabriel Ulyssea
Reúne estudos voltados para estimar a magnitude da queda recente na desigualdade e suas consequências sobre as condições de vida da população mais pobre; e aqueles cujo objetivo é identificar os principais fatores determinantes por trás desse movimento. Analisa, em detalhes, as transformações por que passaram os diversos tipos de transferências governamentais, principalmente as pensões e as aposentadorias, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Programa Bolsa Família (PBF). Trata dos fatores responsáveis pelas transformações na distribuição dos rendimentos do trabalho. Avalia o papel da educação e da experiência potencial dos trabalhadores no mercado de trabalho para a redução da desigualdade de renda. Trata do mercado de trabalho como gerador de desigualdade. A análise é centrada nos papéis desempenhados pela discriminação de gênero e de cor, bem como por três tipos de segmentação: setorial, formal-informal e espacial. Aborda os efeitos do salário mínimo sobre a desigualdade de renda por meio das remunerações pagas no mercado de trabalho, assim como das transferências governamentais a ele vinculadas, visando contribuir para o aprimoramento das políticas públicas e, dessa forma, acelerar o processo de redução da extrema desigualdade de renda que ainda prevalece no País.

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