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O Estado desenvolvimentista no Brasil : perspectivas históricas e comparadas

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Abstract

Analisa a trajetória histórica do Estado desenvolvimentista no Brasil entre as décadas de 1930 e 1990, argumentando que, apesar das críticas e da percepção de fracasso generalizado, houve importantes setores em que políticas estatais produziram resultados expressivos, como petróleo, siderurgia, aviação, mineração e etanol. Ben Ross Schneider compara o caso brasileiro com os modelos asiáticos, demonstrando que, embora o Brasil não tenha alcançado um salto tecnológico amplo, desenvolveu “bolsões de eficiência” em empresas estatais e arranjos institucionais capazes de gerar avanços significativos em áreas estratégicas. O autor também examina condições estruturais que moldam a eficácia de políticas desenvolvimentistas — burocracia profissional, apoio político, mecanismos de reciprocidade e relações Estado‑empresa — e mostra como a ausência parcial desses elementos explica falhas em setores como informática, energia nuclear e políticas regionais. O capítulo conclui destacando que, por ser um país de renda média e grande porte, a experiência brasileira fornece lições mais realistas para outros países do que os casos excepcionais do Leste Asiático.

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SCHNEIDER, Ben Ross. O Estado desenvolvimentista no Brasil: perspectivas históricas e comparadas. In: GOMIDE, Alexandre de Ávila; PIRES, Roberto Rocha C. (ed.). Capacidades estatais e democracia: arranjos institucionais de políticas públicas. Brasília: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2014. p. 31‑56. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/19852

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Capacidades estatais e democracia : arranjos institucionais de políticas públicas
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2014) Gomide, Alexandre de Ávila ; Pires, Roberto Rocha Coelho ; Alexandre de Ávila Gomide; Roberto Rocha Coelho Pires
Este livro aborda o tema das capacidades e da legitimidade do Estado brasileiro para definir sua agenda de desenvolvimento e executar seus objetivos, por meio da abordagem dos arranjos institucionais das políticas públicas. É resultado de um projeto de pesquisa conduzido no âmbito do Plano de Trabalho da Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia (Diest) do Ipea. Os capítulos aprofundam o debate sobre democracia e desenvolvimento, e analisam a implementação de políticas públicas em diversos setores, dissecando suas interações com as instituições democráticas vigentes. Visa contribuir para a tarefa multidisciplinar de consolidar áreas de conhecimento sobre políticas públicas, administração pública e planejamento governamental no Brasil.

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