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Uma Análise da heterogeneidade intrassetorial no Brasil na última década

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Abstract

O conceito de Heterogeneidade Estrutural (HE) pressupõe duas ideias: uma significativa disparidade entre os níveis de produtividade do trabalho dos diversos agentes econômicos; e a de que tal disparidade se perpetua no tempo, quando não se acentua (Gusso et al., 2011). A partir desse referencial conceitual, a análise e compreensão do fenômeno da HE no Brasil fez uso de um modelo de representação no qual se observava tanto as diferenças em nível da produtividade do trabalho entre esses três setores quanto a prevalência de diferenças elevadas ao longo do tempo.

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Por um desenvolvimento inclusivo : o caso do Brasil
(Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), 2015) Infante, Ricardo ; Mussi, Carlos ; Oddo, Mauro
Este livro visa analisar a vigência do conceito de heterogeneidade estrutural como parte do funcionamento da economia brasileira. Neste contexto, inclui uma análise das características e implicacões socioeconômicas das diferenças morfológicas e da dinâmica dos diferentes segmentos da estrutura produtiva do país. O estudo começa analisando o desenvolvimento da heterogeneidade estrutural do Brasil, ou seja, a dinâmica da estrutura produtiva, a distribuição da renda e da ocupação no período de 1950 a 2009. A partir deste diagnóstico global, se realiza um exame da heterogeneidade produtiva, desde o ponto de vista setorial –incluindo a agricultura e a indústria– considerando, além disso, as diferenças regionais do país. Também são analisados temas específicos relacionados com a heterogeneidade produtiva, como é o tamanho das empresas e a desigualdade dos salários. Finalmente, é apresentado um exercício de convergência produtiva, mediante o qual se estima a magnitude dos recursos necessários e prazos para que a economia brasileira se situe no "umbral do desenvolvimento".

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