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A Atuação de países emergentes na governança das instituições multilaterais de desenvolvimento : a experiências de alguns países do BRICS

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The Performance of emerging market countries on governance of mutilateral development organizations : the experience of some BRICS countries, El Ejercicio de los países emergentes en la gobernanza de organizaciones multilaterales de desarrollo : la experiencia de algunos países del BRICS

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Abstract

No início do século XXI, surge uma nova ordem mundial multipolar, e as relações econômicas internacionais se tornam mais descentralizadas devido à globalização e à integração regional. Nesse contexto, alguns países ditos emergentes passam a adotar uma diplomacia econômica proativa como estratégia de inserção externa, engajando-se na conformação de uma governança multilateral aberta a novos atores. A China saiu na frente com seu excepcional desempenho em crescimento e escala econômica, modificando o status quo e prenunciando mudanças no diretório de países avançados que rege a economia global desde os anos 1970. Outros países de grande dimensão e potências regionais em seus continentes logo seguiram os passos da China, a exemplo de Índia, Brasil, Rússia e África do Sul. A aglutinação desses países emergentes sob a sigla BRICS, a despeito de sua heterogeneidade, torna-os de alguma forma um agrupamento geoeconômico e geopolítico relevante. Por isso, para subsidiar a redefinição da prática do Brasil na governança dos organismos multilaterais de desenvolvimento, justifica-se uma análise comparativa das respectivas estratégias de participação dos demais países do BRICS na governança de tais organismos. Este trabalho faz o mapeamento das estratégias seguidas pelos demais membros do BRICS nos organismos multilaterais de desenvolvimento e tenta trazer lições úteis para a formulação de uma diretriz do governo brasileiro para nortear a sua atuação em tais organismos, de modo a otimizar os resultados dessa atuação, tanto como receptor de recursos quanto acionista dessas instituições.

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In the early twenty-first century, a new multipolar world order emerges and international economic relations become more decentralized due to globalization and schemes of regional integration. In this backdrop, some so called emerging countries start to adopt a proactive economic diplomacy as an international insertion strategy, engaging in the formation of a multilateral governance opened to new actors. China went ahead with its exceptional performance in growth and economic scale, changing the status quo and foreshadowing changes in the directorate of advanced countries that has been governing the global economy since the 1970s. Other large countries and regional powers in their continents soon followed in the footsteps of China, such as India, Brazil, Russia and South Africa. The assemblage of these emerging countries under the acronym BRICS, despite its heterogeneity, makes them somehow a relevant geo-economic and geo-political grouping. Therefore, in order to support the redefinition of Brazil’s practice in the governance of multilateral development agencies, a comparative analysis of the respective strategies of participation of the other BRICS countries in the governance of such organizations is justified. This work proceeds to map the strategies followed by some members of BRICS in the governance of multilateral development agencies and tries to extract useful lessons for the formulation of a policy for the Brazilian government to guide its activities in such agencies in order to optimize the results of those actions, both as funds receiver and as shareholder of these institutions.

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