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O Papel das mudanças residenciais na evolução dos perfis sociodemográficos das regiões metropolitanas espanholas no início do século XXI

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Resumo

Os centros das principais cidades espanholas chegaram, em princípios do século XXI, à sua maturidade urbana e demográfica. Em muitas áreas, tem-se demonstrado que nessa fase da evolução as pessoas que se movem no interior das cidades em direção ao resto da região metropolitana (RM) ou se dirigem de outras zonas para o núcleo urbano apresentam determinados perfis sociodemográficos. Neste artigo são analisados estes perfis em cinco RMs espanholas (Barcelona, Madri, Sevilha, Valência e Vizcaya), por meio dos microdados do Censo espanhol de 2001, que serviram de base para diferentes modelos de regressão logística. Os resultados obtidos mostram que, na maioria das cidades analisadas, o interior da cidade retém e atrai pessoas de alto nível educacional, profissionais e trabalhadores altamente qualificados, bem como solteiros e divorciados. Entretanto, os eventos do ciclo familiar afetam a maior parte dos que deixam o núcleo central da cidade. Do mesmo modo, os trabalhadores braçais, as mulheres inativas e a população de menor nível educacional e pessoas casadas em famílias com uma única fonte de renda apresentam maior probabilidade de deixar as zonas centrais. Como consequência da dinâmica acumulada por esses processos ao longo do tempo, as principais áreas metropolitanas da Espanha têm experimentado importantes mudanças em sua composição social e demográfica.

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