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Evolução recente do diferencial de rendimentos entre setor formal e informal no Brasil (1999 a 2005) : evidências a partir de regressões quantílicas

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Resumo

Investiga o comportamento recente do diferencial de rendimentos entre os setores formal e informal no Brasil, utilizando regressões quantílicas para captar variações ao longo da distribuição salarial. O estudo mostra que as disparidades entre os dois segmentos não são homogêneas e se modificam conforme o nível de remuneração dos trabalhadores, revelando padrões distintos de inserção e valorização ocupacional. As autoras também identificam que fatores estruturais, como posição no mercado, proteção trabalhista, escolaridade e composição do emprego, contribuem para manter diferenças persistentes entre os setores. Os resultados reforçam que o mercado informal continua sujeito a remunerações sistematicamente inferiores, ainda que o diferencial apresente mudanças ao longo do período investigado.

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MACHADO, Ana Flávia; OLIVEIRA, Ana Maria Hermeto Camilo de; ANTIGO, Mariângela. Evolução recente do diferencial de rendimentos entre setor formal e informal no Brasil (1999 a 2005): evidências a partir de regressões quantílicas. In: BARROS, Ricardo Paes de; FOGUEL, Miguel Nathan; ULYSSEA, Gabriel (org.). Desigualdade de renda no Brasil: uma análise da queda recente. Brasília: Ipea, 2007. v. 2. p. 447‑471. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20061

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Desigualdade de renda no Brasil : uma análise da queda recente : volume 2
(Ipea, 2007) Barros, Ricardo Paes de; Foguel, Miguel Nathan; Ulyssea, Gabriel; Ricardo Paes de Barros; Miguel Nathan Foguel; Gabriel Ulyssea
Reúne estudos voltados para estimar a magnitude da queda recente na desigualdade e suas consequências sobre as condições de vida da população mais pobre; e aqueles cujo objetivo é identificar os principais fatores determinantes por trás desse movimento. Analisa, em detalhes, as transformações por que passaram os diversos tipos de transferências governamentais, principalmente as pensões e as aposentadorias, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Programa Bolsa Família (PBF). Trata dos fatores responsáveis pelas transformações na distribuição dos rendimentos do trabalho. Avalia o papel da educação e da experiência potencial dos trabalhadores no mercado de trabalho para a redução da desigualdade de renda. Trata do mercado de trabalho como gerador de desigualdade. A análise é centrada nos papéis desempenhados pela discriminação de gênero e de cor, bem como por três tipos de segmentação: setorial, formal-informal e espacial. Aborda os efeitos do salário mínimo sobre a desigualdade de renda por meio das remunerações pagas no mercado de trabalho, assim como das transferências governamentais a ele vinculadas, visando contribuir para o aprimoramento das políticas públicas e, dessa forma, acelerar o processo de redução da extrema desigualdade de renda que ainda prevalece no País.

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