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Desigualdade e crescimento : ingredientes trabalhistas

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Abstract

Apresenta a evolução conjunta do crescimento econômico, da desigualdade de renda e das condições do mercado de trabalho no Brasil entre 1995 e 2005, destacando o período em que a redução da desigualdade elevou o bem‑estar social mesmo diante de um crescimento médio modesto. A partir das informações da PNAD/IBGE, os autores mostram como participação, ocupação, horas trabalhadas e produtividade moldaram a renda do trabalho per capita, evidenciando que a perda de dinamismo no início da década de 2000 foi acompanhada por avanços relativos para os segmentos mais pobres. A produtividade, influenciada especialmente pela escolaridade e pelas mudanças nos retornos educacionais, ganha papel central na explicação das transformações distributivas, reforçando que a queda da desigualdade entre 2001 e 2005 decorreu de alterações estruturais no mercado de trabalho que favoreceram proporcionalmente os grupos de menor renda.

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KAKWANI, Nanak; NERI, Marcelo; SON, Hyun H. Desigualdade e crescimento: ingredientes trabalhistas. In: BARROS, Ricardo Paes de; FOGUEL, Miguel Nathan; ULYSSEA, Gabriel (org.). Desigualdade de renda no Brasil: uma análise da queda recente. Brasília: Ipea, 2006. v. 1, p. 397-422. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20015

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Desigualdade de renda no Brasil : uma análise da queda recente : volume 1
(Ipea, 2006) Barros, Ricardo Paes de ; Foguel, Miguel Nathan ; Ulyssea, Gabriel ; Barros, Ricardo Paes de; Ulyssea, Gabriel; Foguel, Miguel Nathan; Ricardo Paes de Barros; Miguel Nathan Foguel; Gabriel Ulyssea
Reúne estudos voltados para estimar a magnitude da queda recente na desigualdade e suas consequências sobre as condições de vida da população mais pobre; e aqueles cujo objetivo é identificar os principais fatores determinantes por trás desse movimento. Analisa, em detalhes, as transformações por que passaram os diversos tipos de transferências governamentais, principalmente as pensões e as aposentadorias, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Programa Bolsa Família (PBF). Trata dos fatores responsáveis pelas transformações na distribuição dos rendimentos do trabalho. Avalia o papel da educação e da experiência potencial dos trabalhadores no mercado de trabalho para a redução da desigualdade de renda. Trata do mercado de trabalho como gerador de desigualdade. A análise é centrada nos papéis desempenhados pela discriminação de gênero e de cor, bem como por três tipos de segmentação: setorial, formal-informal e espacial. Aborda os efeitos do salário mínimo sobre a desigualdade de renda por meio das remunerações pagas no mercado de trabalho, assim como das transferências governamentais a ele vinculadas, visando contribuir para o aprimoramento das políticas públicas e, dessa forma, acelerar o processo de redução da extrema desigualdade de renda que ainda prevalece no País.

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