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Internacionalização gera emprego de qualidade e melhora a competitividade das firmas brasileiras

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Abstract

Examina como a internacionalização das firmas brasileiras, especialmente por meio do investimento direto no exterior, se relaciona com inovação tecnológica, geração de empregos de maior qualidade e melhoria da competitividade no mercado internacional. Com base na teoria eclética de internacionalização e nas teorias de custos de transação, os autores defendem que empresas que acumulam ativos específicos — como diferenciação de produto, conhecimento tecnológico e capacidade organizacional — têm maior propensão a internacionalizar-se. A análise empírica, utilizando dados do Bacen, Pintec, PIA e Secex, revela que firmas brasileiras com investimento direto tendem a ser maiores, mais produtivas, mais inovadoras e empregam mão-de-obra mais qualificada, além de treinarem mais seus trabalhadores. O estudo mostra ainda que a internacionalização não reduz o emprego doméstico, mas está associada à criação de postos de trabalho mais qualificados. Ademais, empresas internacionalizadas e inovadoras têm maior probabilidade de obter preço prêmio nas exportações, sobretudo em mercados mais exigentes como Estados Unidos e Europa. O capítulo conclui que a promoção da internacionalização com foco na inovação deve ser prioridade de políticas públicas, por seu papel estratégico na agregação de valor e na inserção competitiva do Brasil no comércio internacional.

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ARBIX, Glauco; SALERNO, Mario Sergio; DE NEGRI, João Alberto. Internacionalização gera emprego de qualidade e melhora a competitividade das firmas brasileiras. In: DE NEGRI, João Alberto; SALERNO, Mario Sergio (org.). Inovações, padrões tecnológicos e desempenho das firmas industriais brasileiras. Brasília, DF: Ipea, 2005. p. 171–191. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/19957

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Inovações, padrões tecnológicos e desempenho das firmas industriais brasileiras
(Ipea, 2005) Almeida Júnior, Mansueto Facundo de; Alves, Patrick Franco; Araújo, Rogério Dias de; Arbache, Jorge Saba; Arbix, Glauco; Baessa, Adriano Ricardo; Bahia, Luiz Dias; Britto, Jorge Nogueira de Paiva; Cassiolato, José Eduardo; Castro, Antonio Barros de; Conceição, Júnia Cristina Péres Rodrigues da; Costa, Gustavo; De Negri, Fernanda; Domingues, Edson Paulo; Freitas, Fernando; Koeller, Priscila; Kupfer, David; Lemos, Mauro Borges; Moro, Sueli; Prochnik, Victor; Rocha, Frederico; Ruiz, Ricardo Machado; Silva, Alan Ricardo da; Soares, Ricardo Pereira; Vargas, Marco Antonio; Viotti, Eduardo Baumgratz; De Negri, João Alberto ; Salerno, Mario Sergio ; De Negri, João Alberto; João Alberto De Negri; Mario Sergio Salerno
O Ipea está desde o início envolvido ativamente na elaboração das Diretrizes da Política Industrial, nas suas principais medidas e ações implementadas, bem como na criação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI). É inserido nesse esforço que temos a satisfação de apresentar à sociedade brasileira o mais completo e amplo estudo já realizado sobre a inovação tecnológica na indústria nacional. Este estudo mostrou que as empresas que inovam e diferenciam produtos da indústria brasileira geram postos de trabalho de maior qualidade, pois empregam mão-de-obra mais qualificada, melhor remunerada e com mais estabilidade no emprego. Inovar e diferenciar produtos permite às empresas exportar com maior valor agregado, obtendo preço prêmio nas suas vendas ao exterior. As empresas nacionais gastam mais em pesquisa e desenvolvimento (P&D) como proporção do seu faturamento do que as filiais das empresas estrangeiras instaladas no Brasil, e uma parcela importante dessas empresas tem feito inovações tecnológicas com o objetivo de buscar melhor inserção no mercado mundial. Há, entretanto, muito ainda por ser feito. As exportações brasileiras têm baixo conteúdo tecnológico e ainda são fortemente concentradas em commodities intensivas em recursos naturais e mão-de-obra. As desigualdades produtivas regionais são acentuadas e as pequenas e médias empresas dispõem de poucos meios para inovar e diferenciar seus produtos. Os resultados da pesquisa apresentada neste livro revelam fortemente que muitas firmas brasileiras estão desenvolvendo um comportamento pró-ativo, orientando-se pelas práticas mais nobres da competição: a inovação tecnológica e a diferenciação de produto. As informações coletadas mostram que uma nova visão empresarial tem surgido no país dando sustentação a um novo patamar competitivo da indústria brasileira.

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