Emprego. Trabalho
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/17410
Navegar
Submissões Recentes
Livro A Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e o mercado formal de trabalho no Brasil(URFJ, 1985-01) Saboia, João L. Maurity; Tolipan, Ricardo de Mendonça Lima; João Maurity Saboia; Ricardo de M.L. TolipanA RAIS, criada em 1975, consolidou informações que as empresas enviavam a diversos órgãos e passou a registrar anualmente dados detalhados sobre trabalhadores formais — como idade, escolaridade, ocupação, vínculo, salário e datas de admissão e desligamento — apresentando cobertura crescente e qualidade aprimorada ao longo dos anos, apesar de problemas como ausência de punição rigorosa para não informantes e inconsistências em algumas classificações; sua comparação com a PNAD e com o Censo Industrial mostra grande coerência, especialmente em regiões e setores mais desenvolvidos e formalizados, revelando que a RAIS é uma fonte estatística robusta para analisar o mercado formal de trabalho no Brasil, embora com menor representatividade na agricultura e em áreas menos industrializadas, e reforçando a importância de ampliar sua divulgação devido ao alto valor analítico de suas informações anuais.Livro População economicamente ativa da Guanabara : estudo demográfico(Ipea, 1971) Costa, Manoel Augusto; Manoel Augusto CostaMonografia 1Apresenta uma análise retrospectiva de população economicamente ativa da Guanabara, no período 1940-1960. Desenvolve metodologia analítica que possa ser aplicada em outros estados e regiões do país, utilizando dados censitários de 1970. Os fenômenos analisados sofrem variações bastante lentas e, mais do que isso, trata-se de análise histórica para melhorar a compreensão do processo de incorporação da população à força do trabalho, com enfoque eminentemente demográfico.Publicação Solo és mãe : como o mercado de trabalho penaliza mulheres chefes de família com filhos e sem cônjuge no Brasil(Ipea, 2025) Ramos, Mariene de Queiroz; Carlos Henrique Leite Corseuil; Marcos Hecksher; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Mariene de Queiroz Ramos; Rute Imanishi Rodrigues; Fernando Gaiger Silveira; Carlos Henrique Leite Corseuil; Marcos HecksherMestrado Profissional em Políticas Públicas e Desenvolvimento - Sexta TurmaO aumento da feminização da chefia familiar no Brasil evidencia a necessidade de compreender as especificidades dos diferentes arranjos domiciliares. Diante disso, esta dissertação investiga as penalidades pela maternidade enfrentadas por mães solo chefes de domicílio no mercado de trabalho brasileiro. Utilizando dados da PNAD Contínua 2022 e metodologia alinhada a Kleven et al. (2019, 2024), a análise de 99.436 observações mostra que mães solo enfrentam a maior penalidade salarial entre todos os grupos analisados. A presença de filhos pequenos (0-5 anos) está associada a maior participação laboral, evidenciando um padrão de necessidade econômica. Identifica-se ainda maior precariedade ocupacional para as mães solo, com maior segregação em serviços domésticos (+22,8 p.p.) e menor contribuição previdenciária (-11,5 p.p.). Na dimensão racial, há evidências de que a discriminação atua mais no rendimento que no acesso ao emprego. A combinação de penalidades quantitativas e qualitativas evidencia uma desvantagem integral no mercado de trabalho, com implicações diretas para políticas de cuidado infantil e proteção social.Publicação O Efeito do aumento no valor das transferências de renda sobre a inserção dos beneficiários no mercado de trabalho : uma análise com dados em painel da PNAD Contínua(Ipea, 2026-03) Ricardo Campante Vale; Fábio Veras Soares; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Ricardo Campante Cardoso Vale; Fabio Veras SoaresNota Técnica Dinte 78O estudo examina os efeitos do aumento das transferências de renda sobre a inserção dos beneficiários no mercado de trabalho no Brasil. A análise utiliza dados em painel da PNAD Contínua entre o primeiro trimestre de 2022 e o primeiro trimestre de 2023 e aplica métodos de pareamento para comparar beneficiários e não beneficiários com características semelhantes. Os resultados indicam leve redução na participação no mercado de trabalho entre os beneficiários, sem impactos significativos sobre a formalização ou sobre as horas trabalhadas. O trabalho contribui para o debate sobre os efeitos das políticas de transferência de renda na oferta de trabalho no país.Publicação Projeto Emprego e Mudança Sócio Econômica no Nordeste : volume 5 : A Invenção da migração(Ipea, 1977) Palmeira, Moacir Gracindo Soares; Instituto de Planejamento Econômico e Social; Universidade Federal do Rio de Janeiro; Financiadora de Estudos e Projetos; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; Moacir Gracindo Soares PalmeiraEste trabalho, redigido por Alfredo Wagner Berno de Almeida e Moacir Palmeira, foi uma tentativa de trabalho em equipe que envolveu, além dos dois redatores, que o coordenaram em todas as suas fases, os seguintes pesquisadores: Amélia Sá Barreto Teixeira, Cristina Marin, Doris Rinaldi. Meyer, Leilah Assumpção, Neide Esterci e Regina Célia Reyes Novaes. 0 ponto de partida do trabalho foi o levantamento bibliográfico sobre emprego e migrações (parle deste relatório e que envolveu todos os pesquisadores do Projeto Emprego e Mudança Sócio-Econômica no Nordeste (cf. Relatório Administrativo). Terminado o levantamento, os pesquisadores foram divididos em dois grupos. O "grupo migração", integrado pelas pessoas citadas acima, iniciou, então o trabalho de leitura e fichamento de textos. Depois, essas fichas foram objeto de um trabalho de identificação de termos-chave, elaborando-se listas de tais termos. A seguir, feita uma triagem que evitasse repetições ou a simples sinonímia, foram elaboradas fichas de significados e fichas de contextos em que aqueles termos eram acionados. Essas fichas de significados e contextos é que forneceram a matéria- pruma para a elaboração da primeira versão do presente trabalho. Pelo menos três versões, envolvendo os diferentes membros da equipe, foram redigidas até a reelaboração operada pelos redatores desta versão. Apesar do grande esforço investido, outras atividades do Projeto, que exigiam a presença nos membros: da equipe, além das falhas naturais de um trabalho de várias mãos (que, no entanto, se mostrava pedagogicamente indispensável) fizeram com que este trabalho perdesse em extensão com relação ao seu projeto original e que permanecesse com algumas falhas e lacunas. Só uma volta posterior as fichas originais e, alguns casos, aos textos originais, além de uma elaboração do material relativo às instituições sociais dentro das quais aquela massa de textos foi produzida (colhido apenas parcialmente) poderá permitir a redução de um trabalho mais elaborado. Mas o texto, parece-nos, justifica-se como uma primeira incursão em um campo quase virgem e como um conjunto do hipóteses relativamente articuladas e com uma consistência em termos da matéria prima utilizada.Publicação Projeto Emprego e Mudança Sócio Econômica no Nordeste : volume 4 : Reprodução social e mudança(Ipea, 1977) Palmeira, Moacir Gracindo Soares; Instituto de Planejamento Econômico e Social; Universidade Federal do Rio de Janeiro; Financiadora de Estudos e Projetos; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; Moacir Gracindo Soares PalmeiraEste volume reúne artigos elaborados ou reformulados por pesquisadores do Projeto Emprego e Mudança Sócio-Econômica no Nordeste durante o período de outubro de 1975 a agosto de 1977. Ao contrário de trabalhos contidos em outros volumes deste relatório, não são resulta do direto de trabalho de campo realizado naquele período, como exigência do próprio desenvolvimento do Projeto. São fruto de trabalho de campo realizado individual ou coletivamente em períodos anteriores ou de trabalho de campo realizado dentro dos marcos do Projeto como apoio a outros projetos de pesquisa do Departamento de Antropologia. Em outros casos, são pura e simplesmente reflexões sobre outros textos. Todos eles foram publicados cm periódicos, em series avulsas ou fazem parte de rela tortos com circulação mais ou. menos restrita." Reapresentar estes trabalhos significa, em primeiro lugar, reunir uma produção dispersa que, de alguma maneira e em algum grau, se beneficiou da existência do Projeto Emprego. Mas significa, fundamentalmente, reunir textos que, embora com intenções imediatas diversas e com objetos os mais variados, representam um momento na elaboração da problemática teórica que atravessa o Projeto. A maior parte destes textos foi objeto de discussões exaustivas dentro da equipe de pesquisa que se refletiram no próprio encaminhamento das pesquisas individuais o do trabalho coletivo, que integraram, strictu sensu, o Projeto.Publicação Projeto Emprego e Mudança Sócio Econômica no Nordeste : volume 3 : relatorio final : Proletariado e vida urbana : relatórios intermediários de pesquisa(Ipea, 1977) Palmeira, Moacir Gracindo Soares; Instituto de Planejamento Econômico e Social; Universidade Federal do Rio de Janeiro; Financiadora de Estudos e Projetos; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; Moacir Gracindo Soares PalmeiraOs artigos aqui reunidos sob a forma de "relatórios intermediários de pesquisa" tiveram por objetivo a discussão pela equipe do Projeto de dados obtidos em uma primeira ida a campo. Como relatórios semelhantes- já foram incorporados no Relatório Intermediário entregue às instituições financiadoras em junho de 1976 (3 relatórios individuais de pesquisa referentes à parte rural do Projeto, constituindo o vol. III daquele Relatório Intermediário) ou foram incorporados no Projeto "Hábitos Alimentares em Camadas de Baixa Ronda" ( o relatório referente a Campina Grande), este volume constitui-se de três relatórios individuais de pesquisas referentes à parte urbana do Projeto que tiveram um primeiro período do campo com uma duração superior ao prazo de entrega daquele primeiro Relatório Intermediário. No entanto para além das contingências do cronograma de pesquisas do Projeto, os artigos apresentados neste volume têm por unidade a análise das dificuldades de constituição do objeto de pesquisa e de entrada em campo enfrentadas pelos pesquisadores e o registro dos seus primeiros resultados de pesquisa versando sobre diferentes aspectos do modo de vida de grupos proletários urbanos. Por outro lado, os relatórios presentes neste volume tratando de aspectos da vida proletária na área do Recife apresentam informações preliminares sobre essa área que não é coberta pelo relatório do "survey" realizado pela equipe do Projeto e que constitue outro volume do Relatório final de pesquisa do Projeto.Publicação Efeito do programa BNDES giro no nível de emprego de firmas de micro, pequeno e médio porte(Ipea, 2026-03-03) Silva, Napoleão Luiz Costa da; Saccaro, Alice; Faciroli, Jéssica; Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura - DISET; Napoleão Luiz Costa da Silva; Alice Saccaro; Jéssica FaciroliTD 3177O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é uma empresa pública federal, cujo objetivo é prover financiamentos de longo prazo, incentivando investimentos em todos os segmentos da economia brasileira. Entre os diversos programas de desenvolvimento e políticas de emprego, pode-se citar o programa BNDES Giro, vigente entre 2017 e 2018, idealizado para financiar capital de giro de empresas de micro, pequeno e médio porte (MPEMs). Busca-se, neste estudo, investigar o efeito desse programa no nível de emprego, utilizando-se os métodos de propensity score matching (PSM) e diferenças em diferenças, especificamente, para o setor de serviços. Os dados advêm da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do BNDES, além de terem sido coletadas informações pontuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (Secint). Os resultados demonstraram que o BNDES Giro elevou o nível de emprego nas empresas de serviços contempladas, em comparação com as que não participaram do programa, para todas as especificações empregadas.Publicação Projeto Emprego e Mudança Sócio Econômica no Nordeste : Volume 6 : relatorio final : Levantamento bibliográfico sobre emprego e migração(Ipea, 1977) Palmeira, Moacir Gracindo Soares; Instituto de Planejamento Econômico e Social; Universidade Federal do Rio de Janeiro; Financiadora de Estudos e Projetos; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; Moacir Gracindo Soares PalmeiraEsta bibliografia, elaborada no âmbito do Projeto Emprego e Mudança Sócio-Econômica no Nordeste, reúne 4.830 títulos das ciências sociais sobre emprego e migração, abrangendo desde obras clássicas até textos de divulgação e documentos institucionais. O levantamento buscou inventariar e analisar criticamente as diferentes concepções e modelos teóricos presentes na literatura, evitando definições apriorísticas e situando os termos em um campo mais amplo de tópicos correlatos identificados nos catálogos de bibliotecas, evidenciando sua historicidade e inserção em diversos contextos analíticos.Publicação Projeto Emprego e Mudança Sócio Econômica no Nordeste : volume 1 : Problemas da formação do campesinato(Ipea, 1977) Palmeira, Moacir Gracindo Soares; Instituto de Planejamento Econômico e Social; Universidade Federal do Rio de Janeiro; Financiadora de Estudos e Projetos; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; Moacir Gracindo Soares PalmeiraA preocupação com a formação de um campesinato, além de representar uma constante das pesquisas que antecederam o Projeto Emprego e Mudança Sócio-Econômica no Nordeste, é um dos problemas mais realça dos no próprio texto do projeto. As discussões internas da equipe e, sobretudo, o trabalho de campo reforçaram a necessidade de uma reflexão sobre um tal problema. Como não se tratava de elaborar uma história do campesinato brasileiro ou nordestino e como cada- pesquisador tinha um objeto de pesquisa particular, além do fato que nem todas as áreas cobertas pelo projeto nos eram igualmente familiares, o problema mereceu uma atenção desigual da parte dos diferentes membros da equipe. Os trabalhos reunidos neste volume apresentam, face a trabalhos anteriores e a alguns dos trabalhos que integram o primeiro volume deste Relatório, uma inovação. Tentam estender o questionamento da formação do campesinato para além dos limites dados normalmente a uma pesquisa antropológica. São tentativas de precisar as condições necessárias ã existência de um campesinato e os mecanismos capazes de assegurar a sua reprodução que, sem deixar de lado a memória social dos grupos estudados ou certos marcos que, na sua consciência de hoje, ordenam significativamente fatos do passado, jogam com materiais manipulados via de regra apenas por historiadores, notadamente os denominados historiadores regionais. Mas, ao mesmo tempo, tentam circunscrever esses dados dentro de limites que muitas vezes escapam ao historiador e que só um trabalho de campo antropológico pode estabelecer. Estes trabalhos devem ser vistos, portanto, em si mesmos como tentativas de trabalhar antropologicamente sobre uma matéria prima de tipo especial. Por outro lado, devem ser lidos conjuntamente com os trabalhos que integram o volume I. Só um tal contraste permite que se perceba sua efetiva contribuição em termos dos objetivos mais estritos do Projeto.Publicação Structural change, productivity and the middle income trap : south Africa in comparative perspective(Ipea, 2014) Fryer, David; Cattaneo, Nicolette; David Fryer; Nicolette CattaneoAnalisa a armadilha da renda média sob a perspectiva da mudança estrutural e da produtividade, utilizando a experiência sul-africana como estudo de caso. Os autores argumentam que economias que alcançam renda intermediária frequentemente enfrentam dificuldades para avançar em direção a níveis elevados de desenvolvimento, devido à baixa sofisticação produtiva e à limitada capacidade de inovação. O texto examina dados setoriais de produtividade, demonstrando que a diversificação industrial e o fortalecimento de setores intensivos em conhecimento são determinantes para romper a estagnação. Conclui que políticas industriais estratégicas e investimentos em capital humano são essenciais para superar a armadilha da renda média.Publicação A Proporção de professores efetivos nas redes públicas dos anos finais do ensino fundamental e o Ideb : que lições podemos tirar da evolução brasileira nos últimos dez anos?(Ipea, 2026-02-11) Codes, Ana Luiza Machado de; Araujo, Herton Ellery; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Ana Luiza Machado de Codes; Herton Ellery AraujoTD 3186No Brasil e no mundo, o recente crescimento do número de professores temporários nas redes públicas de ensino é notável, mas o impacto disso na qualidade da educação é desconhecido. Com base nas evidências brasileiras – censo escolar; índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb); e dados de população –, este texto pretende contribuir para discussão – ainda incipiente – em torno da contratação de professores não efetivos nas redes públicas dos anos finais do ensino fundamental e sua influência sobre o rendimento escolar dos estudantes. A partir de análises descritivas, o trabalho oferece um apanhado dos principais conhecimentos acerca dessa questão e explora informações no período de 2013 a 2023. Com isso, matiza a perspectiva hoje predominante acerca dessa temática no país, expandindo o escopo da discussão e suas implicações para futuras políticas educacionais. Apontam-se caminhos passíveis de reflexão por parte dos gestores públicos no país.Publicação Discriminação e segmentação no mercado de trabalho e desigualdade de renda no Brasil(Ipea, 2007) Barros, Ricardo Paes de; Franco, Samuel; Mendonça, Rosane; Ricardo Paes de Barros; Samuel Franco; Rosane MendonçaExamina o papel da discriminação e da segmentação no mercado de trabalho como determinantes estruturais da desigualdade de renda no Brasil. Os autores analisam como características pessoais, institucionais e ocupacionais influenciam a remuneração dos trabalhadores, distinguindo desigualdades explicadas por diferenças produtivas daquelas resultantes de barreiras discriminatórias. A partir de modelos econométricos e decomposições, o estudo evidencia que parte relevante das diferenças salariais não pode ser atribuída apenas ao capital humano, indicando a presença de discriminação de gênero, raça e segmentação ocupacional. Os resultados mostram que esses mecanismos contribuem de forma persistente para a concentração de renda e dificultam a mobilidade social, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à redução das assimetrias estruturais no mercado de trabalho brasileiro.Publicação Tendências recentes na escolaridade e no rendimento de negros e de brancos(Ipea, 2007) Luana Simões Pinheiro; Soares, Sergei Suarez Dillon; Fontoura, Natália de Oliveira; Sergei Suarez Dillon Soares; Natália de Oliveira Fontoura; Luana PinheiroAnalisa a evolução das desigualdades educacionais e de rendimento entre negros e brancos no Brasil, destacando avanços e permanências estruturais no período recente. Os autores examinam indicadores de escolaridade, progressão educacional, inserção no mercado de trabalho e níveis salariais, evidenciando que, embora haja melhora significativa nos anos de estudo da população negra, o diferencial de rendimentos permanece elevado, refletindo tanto diferenças acumuladas de capital humano quanto discriminações persistentes no mercado de trabalho. A análise mostra que as desigualdades raciais estão associadas a múltiplos mecanismos, desde oportunidades educacionais iniciais até barreiras ocupacionais, apontando para a necessidade de políticas públicas que reduzam desigualdades históricas e promovam equidade de acesso e recompensa no mercado de trabalho.Publicação Evolução recente do diferencial de rendimentos entre setor formal e informal no Brasil (1999 a 2005) : evidências a partir de regressões quantílicas(Ipea, 2007) Machado, Ana Flávia; Oliveira, Ana Maria Hermeto Camilo de; Antigo, Mariângela; Ana Flávia Machado; Ana Maria Hermeto Camilo de Oliveira; Mariângela AntigoInvestiga o comportamento recente do diferencial de rendimentos entre os setores formal e informal no Brasil, utilizando regressões quantílicas para captar variações ao longo da distribuição salarial. O estudo mostra que as disparidades entre os dois segmentos não são homogêneas e se modificam conforme o nível de remuneração dos trabalhadores, revelando padrões distintos de inserção e valorização ocupacional. As autoras também identificam que fatores estruturais, como posição no mercado, proteção trabalhista, escolaridade e composição do emprego, contribuem para manter diferenças persistentes entre os setores. Os resultados reforçam que o mercado informal continua sujeito a remunerações sistematicamente inferiores, ainda que o diferencial apresente mudanças ao longo do período investigado.Publicação Segmentação no mercado de trabalho e desigualdade de rendimentos no Brasil : uma análise empírica(Ipea, 2007) Ulyssea, Gabriel; Gabriel UlysseaDiscute a segmentação do mercado de trabalho brasileiro e sua influência sobre a desigualdade de rendimentos, destacando como diferentes grupos de trabalhadores enfrentam condições distintas de inserção e remuneração. O autor utiliza evidências empíricas para mostrar que a segmentação entre setores formal e informal, assim como entre ocupações, exerce impacto significativo sobre a distribuição de salários, reforçando barreiras estruturais que afetam principalmente os trabalhadores menos qualificados. A partir de exercícios contrafactuais e decomposições distributivas, o estudo evidencia que a segmentação contribui para ampliar e sustentar disparidades de renda ao longo do tempo, revelando a necessidade de políticas que reduzam desigualdades estruturais no mercado de trabalho.Publicação O Salário mínimo e seu potencial para a melhoria da distribuição de renda no Brasil(Ipea, 2007) Saboia, João; João SaboiaAnalisa a evolução do salário mínimo no Brasil desde meados do século XX e investiga seu impacto sobre a distribuição de renda, especialmente durante o período de crescimento real observado a partir da década de 1990. A partir de dados da PNAD e séries históricas, o autor demonstra que o aumento do salário mínimo teve efeitos positivos na redução das desigualdades, sobretudo entre beneficiários de pensões, aposentadorias e trabalhadores de faixas mais baixas de rendimento. Apesar de atingir pouco as famílias mais pobres, o salário mínimo revelou potencial redistributivo relevante, contribuindo para a melhora dos indicadores de desigualdade e para a compreensão das dinâmicas de renda no país. O capítulo também apresenta simulações que mostram que aumentos substanciais no salário mínimo tendem a reduzir modestamente o índice de Gini, reforçando seu papel como ferramenta complementar, mas insuficiente isoladamente para o combate à pobreza extrema.Publicação O Salário mínimo e a queda recente da desigualdade no Brasil(Ipea, 2007) Firpo, Sergio; Mauricio Cortez Reis; Sergio Firpo; Maurício Cortez ReisEstuda o papel do aumento do salário mínimo na redução da desigualdade dos rendimentos do trabalho no Brasil entre 2001 e 2005. Utilizando microdados da PNAD para os dois anos e medidas de desigualdade como Gini, Theil e Theil‑L, os autores estimam contrafactuais para isolar o efeito do salário mínimo, encontrando que de 30% a 60% da queda observada na desigualdade pode ser atribuída à valorização real do mínimo no período. A análise descritiva mostra elevação do salário mínimo real e maior razão entre o salário mínimo e o rendimento médio, acompanhadas por redução do coeficiente de Gini (de 0,558 para 0,535). O estudo discute ainda a literatura nacional e internacional e pondera os limites de políticas de valorização do mínimo em cenários de inflação controlada e possíveis impactos sobre emprego e informalidade, concluindo que, embora relevante, o efeito tende a ser decrescente no tempo.Publicação A Efetividade do salário mínimo em comparação à do Programa Bolsa Família como instrumento de redução da pobreza e da desigualdade(Ipea, 2007) Barros, Ricardo Paes de; Ricardo Paes de BarrosExamina comparativamente a efetividade do salário mínimo (SM) e do Programa Bolsa Família (PBF) na redução da pobreza e da desigualdade no Brasil. Com base em simulações contrafactuais realizadas a partir da Pnad 2005, o estudo avalia como aumentos no SM e no PBF afetam diferentes segmentos da distribuição de renda. Os resultados mostram que, embora o SM alcance trabalhadores com remuneração próxima ao piso e aposentados vinculados ao piso previdenciário, seu impacto sobre a pobreza e a desigualdade é limitado, pois grande parte dos beneficiários não pertence aos grupos mais pobres. Em contraste, o PBF demonstra maior custo‑efetividade ao focalizar recursos em famílias com crianças, grupo altamente presente entre os pobres e extremamente pobres. Conclui-se que o PBF é mais eficiente para reduzir pobreza e desigualdade, enquanto o SM se destaca por aumentar a renda dos segmentos centrais da distribuição, sem alcançar com igual intensidade os mais vulneráveis.Publicação Uma Decomposição da desigualdade de rendimentos do trabalho no Brasil : 1995‑2005(Ipea, 2007) Foguel, Miguel Nathan; Azevedo, João Pedro; Miguel Nathan Foguel; João Pedro AzevedoAnalisa a evolução da desigualdade de rendimentos do trabalho no Brasil entre 1995 e 2005, empregando uma decomposição baseada na metodologia de Juhn, Murphy e Pierce, modificada para permitir interpretações contrafactuais. Os autores separam os efeitos associados às características observáveis dos trabalhadores, aos retornos dessas características e aos fatores não observáveis, demonstrando que, embora a desigualdade tenha caído ao longo do período, os determinantes dessa redução variaram entre os subperíodos. Entre 1995 e 2001, o componente não observável foi o principal responsável pela queda, enquanto entre 2001 e 2005 os retornos (preços) à educação e à experiência passaram a desempenhar papel central. A análise também examina a evolução dos preços e dispersões de educação e experiência, evidenciando como mudanças nesses fatores influenciaram a dinâmica da desigualdade salarial.
