Tecnologia. Inovação. Informação. Conhecimento
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/17423
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Publicação Análise dos efeitos dos serviços de telecomunicações de conexão à internet sobre a economia dos municípios brasileiros(Ipea, 2025) Maciel, Fernando de Mattos; Fabiano Mezadre Pompermayer; Luis Claudio Kubota; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Fernando de Mattos Maciel; Lobo, Nathalia Souza; Marcos Hecksher; Fabiano Mezadre Pompermayer; Luis Claudio KubotaMestrado Profissional em Políticas Públicas e Desenvolvimento - Sexta TurmaDesde o início do século XXI, a análise dos impactos e a mensuração dos efeitos da adoção das tecnologias da informação e comunicação (TIC) sobre o crescimento econômico passaram a ser objeto de estudo, assumindo papel de destaque na agenda de pesquisa no campo da economia e políticas públicas. A presente dissertação tem por objetivo fomentar um debate sobre efeitos da penetração dos serviços de telecomunicações de conexão à internet, enquanto componentes centrais das TICs, no crescimento econômico e no bem-estar dos municípios brasileiros. Para alcançar este objetivo, o estudo foi realizado com emprego de um conjunto de métodos econométricos (mínimos quadrados ordinários, efeitos fixos, efeitos aleatórios e de momentos generalizado) e uso de dados em painel de 5.561 municípios brasileiros categorizados segundo nível de desenvolvimento humano (IDH). A mensuração dos efeitos econômicos, representados por PIB e PIB per capita, levou em consideração duas variáveis de infraestrutura de TICs - densidade de acessos à internet, fixos e móveis - acompanhadas por um leque de variáveis de controle, referentes ao período de 2015 a 2021. Em consonância com a literatura científica relacionada ao tema, os resultados deste trabalho mostram que a penetração dos serviços de telecomunicações de conexão à internet produz efeito positivo e significativo no crescimento econômico, porém de forma heterogênea a depender do nível de desenvolvimento humano e do tipo de conexão (fixa e móvel). Em todos os cenários, a densidade de acessos móveis contribui com maior magnitude para o crescimento econômico local em comparação com a densidade de acessos fixos. Municípios de baixo IDHM conseguem capturar melhor no PIB os benefícios decorrentes de um aumento na variação da densidade de acessos à internet, tanto fixa quanto móvel. Por sua vez, municípios de IDHM médio estão se beneficiando mais do uso da infraestrutura de TIC móvel do que os demais grupos de municípios, com um efeito positivo e significativo sobre o PIB per capita. Municípios classificados com alto nível de desenvolvimento humano apresentam efeitos significativos e de maior magnitude da penetração da banda larga fixa sobre a riqueza econômica local. O trabalho contribui com a literatura científica do campo das ciências econômicas ao lançar luz para a necessidade de integração entre políticas públicas de diferentes áreas em prol do crescimento econômico e da melhoria do bem-estar social.Publicação The Cooperation in innovation among BRICS countries(Ipea, 2014) Wei, Huang; Huang WeiDiscute as possibilidades e limitações da cooperação em inovação entre os países do BRICS, destacando que a colaboração tecnológica pode ampliar sinergias produtivas e reduzir dependências em relação aos centros tradicionais de conhecimento. O autor analisa iniciativas já existentes, como acordos de cooperação científica, fóruns de pesquisa conjunta e intercâmbio acadêmico, avaliando seu impacto potencial sobre a competitividade internacional do grupo. Argumenta-se que, embora haja complementaridades significativas entre as economias do BRICS, persistem obstáculos relacionados a diferenças institucionais, barreiras regulatórias e níveis desiguais de desenvolvimento tecnológico. O texto também enfatiza a necessidade de fortalecer marcos jurídicos para proteção da propriedade intelectual e estimular investimentos coordenados em áreas estratégicas, como energia, biotecnologia e tecnologias da informação. Conclui-se que a cooperação em inovação representa instrumento estratégico para consolidar o BRICS como polo relevante na economia do conhecimento, desde que acompanhada de políticas consistentes e coordenação institucional eficaz.Publicação Nota explicativa : Conceitos básicos das pesquisas de inovação.(Ipea, 2005) Araújo, Rogério Dias de; Rogério Dias de AraújoApresenta os principais conceitos utilizados nas pesquisas de inovação, especialmente aqueles adotados pela Pintec 2000 e pela pesquisa europeia CIS3, ambos fundamentados no Manual de Oslo. São definidos os tipos de inovação tecnológica, abrangendo produtos e processos novos ou significativamente aperfeiçoados, bem como suas condições de caracterização e exclusões, como mudanças meramente estéticas ou rotineiras. O texto detalha também os conceitos de atividades inovativas, pesquisa e desenvolvimento (P&D), aquisição externa de P&D, aquisição de conhecimentos tecnológicos, compra de máquinas e equipamentos voltados à inovação, treinamento para implementação de melhorias tecnológicas, introdução de produtos inovadores no mercado e processos de cooperação tecnológica entre empresas e instituições. A nota funciona como base conceitual para a interpretação dos dados de inovação utilizados no livro, garantindo alinhamento metodológico internacional e clareza na classificação das atividades inovativas.Publicação Introdução : Inovações, padrões tecnológicos e desempenho das firmas industriais brasileiras(Ipea, 2005) De Negri, João Alberto; Salerno , Mario Sergio; João Alberto De Negri; Mario Sergio SalernoApresenta o contexto, os objetivos e a motivação do projeto que deu origem ao livro, ressaltando a necessidade de uma análise abrangente sobre as estratégias competitivas das firmas industriais brasileiras diante da abertura econômica e das transformações estruturais recentes. Os autores explicam que a iniciativa surgiu das discussões sobre a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE) e especialmente da percepção de Antônio Barros de Castro sobre a ausência de estudos sistemáticos sobre estratégias empresariais no país. A introdução descreve o esforço conjunto do Ipea e de diversas instituições, destacando a integração inédita de múltiplas bases de microdados (Pintec, PIA, Rais, Secex, CEB, CBE, ComprasNet), sempre preservando o sigilo estatístico rigoroso. Também apresenta os eixos temáticos do livro, que incluem análise das categorias de firmas, impactos da inovação sobre emprego e salários, padrões de internacionalização, desigualdades regionais, estratégias setoriais e cooperação tecnológica, além de situar o capítulo metodológico como eixo estruturante da obra. A introdução reforça que o projeto buscou fornecer subsídios qualificados a políticas públicas e aprofundar a compreensão da dinâmica competitiva da indústria brasileira.Publicação Tipologia das firmas integrantes da indústria brasileira(Ipea, 2005) De Negri, João Alberto; Freitas, Fernando; Costa, Gustavo; Silva , Alan; Alves, Patrick; Alves, Patrick Franco; João Alberto De Negri; Fernando Freitas; Gustavo Costa; Alan Silva; Patrick AlvesApresenta e justifica uma tipologia de firmas da indústria brasileira baseada em padrões de competição e desempenho, partindo do pressuposto de que a inovação tecnológica é central para a diferenciação de produtos e para vantagens competitivas. Inicialmente, define três categorias analíticas: (a) firmas que inovam e diferenciam produtos, (b) firmas especializadas em produtos padronizados e (c) firmas que não diferenciam produtos e exibem menor produtividade. Em seguida, descreve o banco de dados integrado organizado pelo Ipea a partir de microdados de diversas fontes (IBGE, MTE, Bacen, Secex/MDIC, entre outras) e detalha os procedimentos de classificação usando a Pintec 2000, com seleção de “indicadores líderes” (inovação de produto novo para o mercado, condição exportadora e preço‑prêmio nas exportações, além de produtividade/eficiência) e verificação de consistência por testes estatísticos, análise discriminante e agrupamentos. Por fim, estende a tipologia para uma série temporal maior ao classificar firmas com base na PIA (1996–2002), estimando a probabilidade de inovação por modelo probabilístico/matching (propensity score) quando a informação direta de inovação não está disponível, e conclui que a classificação obtida é coerente com a teoria e útil para diagnósticos e políticas industrial, tecnológica e de comércio exterior.Publicação Perfil da inovação na indústria brasileira : uma comparação internacional(Ipea, 2005) Viotti, Eduardo B.; Baessa, Adriano Ricardo; Koeller, Priscila; Eduardo B. Viotti; Adriano Ricardo Baessa; Priscila KoellerApresenta uma análise detalhada do perfil da inovação na indústria brasileira no período de 1998 a 2000, utilizando dados da Pintec e comparando-os com resultados da CIS3, pesquisa equivalente aplicada na União Europeia. Os autores demonstram que o Brasil possui taxa de inovação significativamente inferior à de países europeus, com forte predominância de inovações de processo e baixa proporção de inovações de produto voltadas ao mercado. Evidencia-se que o sistema inovativo brasileiro é marcado por baixa intensidade de P&D, reduzida utilização de P&D externo e forte dependência da aquisição de máquinas e equipamentos, sugerindo um padrão de aprendizado tecnológico “passivo” e imitador. A análise também mostra diferenças marcantes entre empresas de capital nacional e estrangeiro, bem como entre setores tecnológicos, destacando a maior propensão inovadora de segmentos mais avançados. O estudo revela ainda fragilidades na cooperação tecnológica, baixo envolvimento de universidades e institutos de pesquisa, elevados custos percebidos para inovar e pouca participação do financiamento público no apoio às atividades inovativas. Conclui-se que o Brasil enfrenta limitações estruturais em seu sistema de inovação, exigindo políticas específicas, maior sinergia entre empresas e instituições de pesquisa e fortalecimento dos setores de maior intensidade tecnológica.Publicação Inovação na indústria de alimentos no Brasil : identificação dos principais fatores determinantes(Ipea, 2005) Junia Cristina Peres Rodrigues da Conceição; Almeida, Mansueto; Júnia Cristina P. R. da Conceição; Mansueto AlmeidaAnalisa os determinantes da inovação na indústria de alimentos e bebidas no Brasil, em um contexto marcado pela abertura comercial, estabilidade macroeconômica e intensificação da concorrência nos anos 1990. Os autores discutem como fatores microeconômicos das firmas — como tamanho, produtividade, capital controlador, escolaridade dos trabalhadores e esforços em P&D —, combinados ao comportamento do consumidor interno, influenciam a adoção de inovações de produto e processo. A revisão de literatura evidencia que mudanças nos hábitos alimentares, maior exigência por qualidade e segurança, além da ampliação da renda da classe C, impulsionaram práticas inovativas. Utilizando dados da Pintec e modelos econométricos, o estudo demonstra que inovação no setor é predominantemente incremental e centrada em processos, especialmente entre firmas padronizadas ou de menor produtividade, enquanto as empresas que inovam e diferenciam produtos apresentam maior probabilidade de inovar e recorrer a cooperação. O trabalho também revela o papel estratégico da distribuição e da reestruturação do varejo, mostrando que aspectos logísticos e o crescimento do pequeno varejo influenciaram fortemente a competitividade das firmas domésticas frente às multinacionais. O capítulo conclui que o mercado interno exerce papel central para estimular a inovação no setor e que políticas públicas voltadas à renda, qualidade e acesso ao pequeno varejo podem fortalecer o dinamismo inovativo da indústria agroalimentar brasileira.Publicação Inovação tecnológica na indústria brasileira(Ipea, 2005) Koeller, Priscila; Baessa, Adriano Ricardo; Priscila Koeller; Adriano Ricardo BaessaAnalisa as características do processo inovativo na indústria brasileira a partir dos dados da Pintec e da categorização das empresas segundo seu grau de diferenciação de produtos, buscando relacionar estratégias tecnológicas com os tipos de inovação implementados. Amparados no referencial neo‑schumpeteriano, os autores discutem como fatores como tamanho da firma, trajetória tecnológica, ambiente competitivo e interação com outros atores influenciam as estratégias de busca e seleção de inovações. O estudo evidencia que empresas que inovam e diferenciam produtos apresentam maior esforço inovador, maior intensidade em P&D contínuo e maior capacidade de cooperação, contrastando com firmas especializadas em produtos padronizados ou em não diferenciados, que tendem a estratégias defensivas ou imitadoras, com forte dependência da aquisição de máquinas e equipamentos. O capítulo também ressalta o papel das fontes de informação, da formação de arranjos cooperativos e da integração entre empresas, universidades e institutos de pesquisa, identificando diferenças expressivas entre categorias e estratégias de inovação. Por fim, aponta que a compreensão dessas relações é essencial para orientar políticas industriais e tecnológicas voltadas ao fortalecimento da capacidade inovadora e ao aumento da competitividade das firmas industriais brasileiras.Publicação Arranjos cooperativos e inovação na indústria brasileira(Ipea, 2005) Cassiolato, José Eduardo; Britto, Jorge Nogueira de Paiva; Varga, Marco Antonio; José Eduardo Cassiolato; Jorge Nogueira de Paiva Britto; Marco Antonio VargaAnalisa os arranjos cooperativos voltados à inovação na indústria brasileira com base nos dados da Pintec 2000, investigando como empresas de diferentes portes e características estruturais desenvolvem práticas de cooperação e quais impactos isso gera sobre seu desempenho inovador. Os autores discutem o papel das interações entre firmas, universidades, institutos de pesquisa e demais agentes, destacando a baixa intensidade de cooperação no país, especialmente em atividades de maior conteúdo tecnológico, e apontando fortes diferenças setoriais e estruturais que moldam essas relações. Também analisam fatores determinantes da cooperação, como porte das empresas, fontes de informação utilizadas e intensidade de esforços em P&D, mostrando que firmas que cooperam tendem a apresentar melhores resultados em faturamento, exportações, produtividade e capacidades tecnológicas. O estudo enfatiza a necessidade de políticas públicas mais eficazes, com foco no fortalecimento dos sistemas produtivos e inovativos locais, maior coordenação institucional e promoção de interações que ampliem a capacidade competitiva e inovadora das empresas brasileiras.Publicação Inovações tecnológicas e exportações afetam o tamanho e a produtividade das firmas manufatureiras ? Evidências para o Brasil(Ipea, 2005) Arbache, Jorge Saba; Jorge Saba ArbacheInvestiga, com base em um banco de dados inédito do setor manufatureiro brasileiro, se as inovações tecnológicas e as exportações influenciam o tamanho e a produtividade das firmas. Utilizando dados da PIA, Pintec, Rais, Secex e CEB, o estudo analisa tanto a associação estatística entre inovação, P&D, exportação e desempenho, quanto a direção da causalidade, tratando problemas de auto‑seleção por meio de um método de contrafactual baseado em clusters de firmas semelhantes. Os resultados mostram que inovações de produto, investimentos em P&D e maior inserção internacional estão fortemente associados a maiores níveis de produtividade, valor da transformação industrial e crescimento das empresas. Evidências apontam também que firmas que inovam ou exportam tendem a apresentar taxas de expansão superiores às de firmas que não o fazem, sugerindo efeitos genuínos de aprendizado e competitividade. Por fim, o capítulo discute implicações de política, defendendo que estratégias baseadas em inovação, P&D e exportações são fundamentais para elevar a competitividade industrial e o crescimento econômico sustentado no Brasil.Publicação Empresas estrangeiras em espaços periféricos : o caso brasileiro.(Ipea, 2005) Lemos, Mauro Borges; Domingues, Edson Paulo; Ruiz, Ricardo Machado; Moro, Sueli; Mauro Borges Lemos; Edson Paulo Domingues; Ricardo Machado Ruiz; Sueli MoroExamina a distribuição espacial das empresas estrangeiras na indústria brasileira, comparando-a à das firmas nacionais e analisando os fatores que determinam sua localização. Por meio de métodos de Análise Espacial (Esda) e estatísticas LISA, os autores identificam aglomerações industriais estrangeiras, avaliando sua intensidade, dinâmica territorial e integração com empresas nacionais. Os resultados revelam forte concentração das firmas estrangeiras nas regiões Sul e Sudeste — especialmente no eixo São Paulo–Campinas–São José dos Campos — e mostram que tais empresas tendem a ocupar espaços de maior renda, melhor infraestrutura urbana e maior qualificação da mão de obra. O estudo diferencia Aglomerações Industriais Espaciais Estrangeiras (AIEEs), Aglomerações Industriais Locais (AILEs) e Enclaves Industriais (EIEs), destacando que apenas 11 AIEEs concentram mais de 80% do VTI estrangeiro do país. A análise também evidencia padrões distintos de inserção externa e de preferências locacionais entre nacionais e estrangeiras, discutindo implicações para políticas regionais e industriais, sobretudo no tocante à fragmentação territorial, à concentração de alto valor agregado e à necessidade de coordenação entre políticas de desenvolvimento e política industrialPublicação Espaços preferenciais e aglomerações industriais(Ipea, 2005) Lemos, Mauro Borges; Ruiz, Ricardo Machado; Moro, Sueli; Domingues, Edson Paulo; Mauro Borges Lemos; Ricardo Machado Ruiz; Sueli Moro; Edson Paulo DominguesAnalisa os padrões de localização das empresas industriais brasileiras, buscando identificar como diferentes categorias de firmas — aquelas que inovam e diferenciam produtos, as especializadas em produtos padronizados e as que não diferenciam produtos e possuem produtividade menor — se distribuem pelo território nacional e interagem com características regionais como infraestrutura urbana, qualificação da mão-de-obra, custos de transporte e estrutura produtiva local. Utilizando técnicas de econometria espacial e modelos hierárquicos, o estudo evidencia os determinantes das aglomerações industriais, destacando forças centrípetas e centrífugas, spillovers produtivos e padrões de especialização territorial. Os resultados mostram forte associação espacial entre firmas inovadoras e especializadas, ao passo que empresas de baixa produtividade tendem à dispersão, revelando a fragmentação do espaço econômico brasileiro e fornecendo subsídios importantes para políticas industriais e regionais que busquem reduzir desigualdades e fortalecer cadeias produtivas locais.Publicação A Organização territorial da indústria no Brasil(Ipea, 2005) Lemos, Mauro Borges; Moro, Sueli; Domingues, Edson Paulo; Ruiz, Ricardo Machado; Mauro Borges Lemos; Sueli Moro; Edson Paulo Domingues; Ricardo Machado RuizAnalisa a distribuição espacial da indústria no Brasil, discutindo como a industrialização produziu um padrão territorial historicamente concentrado e hierárquico, com centralidade de São Paulo, ao mesmo tempo em que políticas estatais e investimentos em infraestrutura estimularam movimentos de desconcentração; metodologicamente, os autores constroem uma base municipal georreferenciada combinando dados industriais (PIA/Pintec) e indicadores socioeconômicos e aplicam Análise Exploratória de Dados Espaciais (ESDA) para identificar autocorrelação e aglomerações industriais; os resultados indicam poucas aglomerações industriais espaciais relevantes (AIEs) e forte concentração do produto industrial em corredores do Sul-Sudeste, além de aglomerados localizados e enclaves em outras regiões; por fim, o texto discute implicações para a coordenação entre política industrial e política regional, propondo linhas de ação voltadas à integração produtiva e ao desenvolvimento territorial em áreas com menor densidade industrial.Publicação Compras governamentais : características das firmas industriais e participação das que inovam(Ipea, 2005) Soares, Ricardo Pereira; Ricardo Pereira SoaresExamina como o governo federal utiliza — ou deixa de utilizar — seu poder de compra como instrumento de estímulo à inovação industrial no Brasil. A partir do cálculo do Coeficiente de Compras do Governo (CCG), o estudo analisa 3.211 firmas industriais fornecedoras entre 2001 e 2003, classificando-as em sete faixas de benefício. Os resultados revelam que o governo compra proporcionalmente mais de empresas tecnicamente defasadas, pequenas e intensivas em mão‑de‑obra, enquanto as firmas inovadoras e diferenciadoras de produtos aparecem entre as menos beneficiadas, vendendo ao governo em proporção inferior à sua participação de mercado. A legislação de compras (Lei 8.666/93), ao priorizar o menor preço e exigir especificações técnicas generalistas, acaba desfavorecendo produtos diferenciados e inovações. O estudo demonstra que firmas inovadoras enfrentam barreiras para fornecer ao governo, enquanto empresas pouco inovadoras são relativamente favorecidas. A regressão econométrica confirma que inovar reduz o CCG, enquanto baixa diferenciação, baixa escala em capital e alta intensidade de mão‑de‑obra aumentam o benefício. O capítulo conclui que, para que as compras governamentais funcionem como instrumento de política industrial voltado à inovação, é necessário alterar as especificações técnicas e elevar padrões mínimos de qualidade dos produtos demandados.Publicação Determinantes setoriais do desempenho das empresas industriais brasileiras(Ipea, 2005) Kupfer, David Kupfer; Rocha, Frederico; David Kupfer; Frederico RochaAnalisa os determinantes estruturais do desempenho das empresas industriais brasileiras, integrando dados da PIA 2000, Pintec 2000, Secex e Rais para explorar como variáveis setoriais — como tamanho, estrutura de mercado, intensidade tecnológica, sistema técnico de produção e nacionalidade — influenciam inovação, produtividade e inserção externa. A tipologia utilizada classifica as firmas em três grupos: empresas que inovam e diferenciam produtos, empresas especializadas em produtos padronizados e empresas que não diferenciam produtos e têm produtividade menor. Os resultados mostram forte concentração setorial das firmas inovadoras, especialmente em mecânica, química, eletrônica e material de transporte; evidenciam que tamanho, capacitação técnica, P&D e inserção internacional são determinantes positivos do desempenho exportador; e revelam que a origem estrangeira do capital aumenta a propensão a exportar. O estudo também identifica que estruturas menos desiguais favorecem o desempenho externo, que setores de montagem concentram exportações de firmas inovadoras e que externalidades tecnológicas setoriais influenciam positivamente o acesso aos mercados externos. As conclusões ressaltam a importância de políticas que ampliem escala, incentivem P&D, aumentem qualificações e desenvolvam estratégias de diferenciação de produtos para elevar a competitividade industrial brasileira.Publicação Uma Análise do baixo grau de inovação na indústria brasileira a partir do estudo das firmas menos inovadoras(Ipea, 2005) Prochnik, Victor; Rogério Dias de Araújo; Victor Prochnik; Rogério Dias de AraújoInvestiga as razões do baixo grau de inovação na indústria brasileira a partir da análise das firmas menos produtivas e com menor diferenciação de produtos. Os autores destacam que essas empresas concentram-se majoritariamente em setores de baixa e média intensidade tecnológica, dependem fortemente de processos de difusão tecnológica e realizam inovações predominantemente de processo, geralmente incorporadas por meio da aquisição de máquinas e equipamentos. A pesquisa mostra que essas firmas são menores, enfrentam maiores dificuldades de financiamento, possuem baixa interação com outras instituições inovadoras e apresentam reduzidos esforços sistemáticos em P&D. Um modelo econométrico identifica fatores determinantes para a inovação, como porte da empresa, qualificação da mão-de-obra, gastos em tecnologia incorporada e orientação ao mercado, ao passo que a cooperação e a cumulatividade tecnológica aparecem de forma limitada. O estudo conclui que ampliar a inovação nessas firmas exige políticas voltadas ao fortalecimento dos setores tradicionais, estímulo à modernização do parque de bens de capital e mecanismos que reduzam barreiras financeiras e tecnológicas que dificultam a adoção de novas técnicas produtivas.Publicação Internacionalização gera emprego de qualidade e melhora a competitividade das firmas brasileiras(Ipea, 2005) Arbix, Glauco; Salerno, Mario Sergio; De Negri, João Alberto; Glauco Arbix; Mario Sergio Salerno; João Alberto De NegriExamina como a internacionalização das firmas brasileiras, especialmente por meio do investimento direto no exterior, se relaciona com inovação tecnológica, geração de empregos de maior qualidade e melhoria da competitividade no mercado internacional. Com base na teoria eclética de internacionalização e nas teorias de custos de transação, os autores defendem que empresas que acumulam ativos específicos — como diferenciação de produto, conhecimento tecnológico e capacidade organizacional — têm maior propensão a internacionalizar-se. A análise empírica, utilizando dados do Bacen, Pintec, PIA e Secex, revela que firmas brasileiras com investimento direto tendem a ser maiores, mais produtivas, mais inovadoras e empregam mão-de-obra mais qualificada, além de treinarem mais seus trabalhadores. O estudo mostra ainda que a internacionalização não reduz o emprego doméstico, mas está associada à criação de postos de trabalho mais qualificados. Ademais, empresas internacionalizadas e inovadoras têm maior probabilidade de obter preço prêmio nas exportações, sobretudo em mercados mais exigentes como Estados Unidos e Europa. O capítulo conclui que a promoção da internacionalização com foco na inovação deve ser prioridade de políticas públicas, por seu papel estratégico na agregação de valor e na inserção competitiva do Brasil no comércio internacional.Publicação Esforços tecnológicos das firmas transnacionais e domésticas(Ipea, 2005) Araújo, Rogério Dias de; Rogério Dias de AraújoAnalisa comparativamente os esforços tecnológicos de firmas transnacionais e domésticas na indústria brasileira, destacando diferenças estruturais, padrões de inovação e efeitos de transbordamento associados à presença de empresas estrangeiras. A partir de dados da Pintec, PIA, Secex e Censo de Capitais Estrangeiros, o estudo demonstra que, embora as transnacionais inovem com maior frequência, seus dispêndios em P&D interno tendem a ser menores e voltados predominantemente à adaptação de produtos e processos desenvolvidos no exterior. As firmas domésticas, por sua vez, investem proporcionalmente mais em P&D, porém apresentam menor frequência de resultados inovadores e menor integração com redes de conhecimento externas. O capítulo investiga ainda potenciais spillovers — horizontais e verticais — sobre empresas nacionais, identificando predominância de efeitos positivos especialmente em firmas de produtos padronizados e de menor produtividade, embora efeitos negativos também ocorram dependendo da estrutura concorrencial. Conclui-se que a presença estrangeira influencia o comportamento inovativo nacional, mas não substitui a necessidade de políticas consistentes de fortalecimento da capacidade tecnológica interna.Publicação Padrões tecnológicos e de comércio exterior das firmas brasileiras(Ipea, 2005) Fernanda De Negri; Fernanda De NegriAnalisa como tecnologia, padrões inovativos e capacidades competitivas influenciam a inserção das firmas brasileiras no comércio exterior. Partindo de uma revisão das teorias que relacionam tecnologia e comércio internacional, o texto discute o padrão de especialização brasileiro, historicamente marcado pela concentração em commodities e produtos de baixa intensidade tecnológica. Utilizando dados da Pintec, PIA e Secex, o estudo demonstra que inovação tecnológica — especialmente inovações de processo e, em menor grau, de produto — aumenta de forma significativa a probabilidade e o volume de exportações das firmas. Mostra ainda que empresas que inovam e diferenciam produtos apresentam melhor desempenho exportador em segmentos de média e alta tecnologia, enquanto firmas especializadas em produtos padronizados permanecem concentradas em commodities. O capítulo conclui enfatizando a necessidade de políticas de estímulo à inovação para elevar o conteúdo tecnológico das exportações brasileiras, reduzir vulnerabilidades externas e melhorar o posicionamento competitivo do país no comércio internacional.Publicação Diferenciação salarial segundo critérios de desempenho das firmas industriais brasileiras(Ipea, 2005) Bahia, Luiz Dias; Arbache, Jorge Saba; Luiz Dias Bahia; Jorge Saba ArbacheInvestiga se firmas industriais brasileiras com melhor desempenho e maior capacidade inovativa pagam salários mais altos, analisando a diferenciação salarial a partir de uma classificação de empresas por desempenho (firmas que inovam e diferenciam produtos; firmas especializadas em produtos padronizados; e firmas que não diferenciam produtos e têm menor produtividade). A discussão teórica mobiliza evidências de diferenciação salarial persistente e aborda explicações como salário‑eficiência e “rent sharing”, associando prêmios salariais à capacidade de inovar, exportar e obter economias de escala. Empiricamente, os autores estimam regressões em corte transversal para o ano de 2000, combinando bases como Rais, Pintec, PIA e Bacen, para verificar se, mesmo controlando características dos trabalhadores e das firmas (escolaridade, idade, tempo de emprego, rotatividade, tamanho, P&D, multinacionalidade, localização e setor), permanecem diferenças salariais entre as categorias. Os resultados indicam prêmio salarial mais elevado nas firmas que inovam e diferenciam produtos, prêmio praticamente nulo nas especializadas em padronizados e salários inferiores nas firmas de menor produtividade, sugerindo implicações para políticas públicas que promovam mudança de desempenho e capacitação tecnológica, com efeitos sociais positivos sobre a remuneração do trabalho.
