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Indicadores quantitativos da OCDE e o Brasil : volume I : reformas estruturais e crescimento inclusivo

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Abstract

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é uma instituição multilateral voltada à promoção de melhores práticas regulatórias e políticas econômicas. Assume-se algum grau de convergência de seus países membros ao que é considerado uma boa prática, bem como reformas que promovam tal convergência. O Brasil protocolou pedido de acessão à OCDE em 2017. As discussões sobre a acessão do país foram iniciadas em janeiro de 2022 pelo Conselho de Administração. Em junho do mesmo ano, foi formalmente entregue ao Governo brasileiro o Accession Roadmap, que estabelece os termos e condições para o processo de acessão do Brasil à Organização. Com o objetivo de apoiar o Brasil no processo de negociação no contexto de uma possível acessão à OCDE, o IPEA desenvolveu um amplo projeto, de análise detalhada dos indicadores quantitativos empregados pela Organização. O objetivo foi avaliar cada indicador, tendo em vista as características da economia e da sociedade brasileira. No processo de acessão do Brasil à OCDE o tópico de reformas estruturais é um dos mais amplos e multifacetados, na medida em que engloba discussões sobre diversos temas, como empresas e governança pública, política fiscal, regulação, instituições econômicas e intervenções do Estado na economia, ambiente de negócios, comércio internacional, investimento estrangeiro direto, entre outros.

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BAUMANN, Renato (coord.). Indicadores quantitativos da OCDE e o Brasil: reformas estruturais e crescimento inclusivo. Rio de Janeiro: Ipea: CEPAL, 2024. v. 1. ISBN: 978-65-5635-078-3. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/9786556350783

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Indicadores quantitativos da OCDE e o Brasil

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Indicadores quantitativos da OCDE e o Brasil
(Ipea, 2024)
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é uma instituição multilateral voltada à promoção de melhores práticas regulatórias e políticas econômicas. Assume-se algum grau de convergência de seus países membros ao que é considerado uma boa prática, bem como reformas que promovam tal convergência. O Brasil protocolou pedido de acessão à OCDE em 2017. As discussões sobre a acessão do país foram iniciadas em janeiro de 2022 pelo Conselho de Administração. Em junho do mesmo ano, foi formalmente entregue ao Governo brasileiro o Accession Roadmap, que estabelece os termos e condições para o processo de acessão do Brasil à Organização. Com o objetivo de apoiar o Brasil no processo de negociação no contexto de uma possível acessão à OCDE, o IPEA desenvolveu um amplo projeto, de análise detalhada dos indicadores quantitativos empregados pela Organização. O objetivo foi avaliar cada indicador, tendo em vista as características da economia e da sociedade brasileira. No processo de acessão do Brasil à OCDE o tópico de reformas estruturais é um dos mais amplos e multifacetados, na medida em que engloba discussões sobre diversos temas, como empresas e governança pública, política fiscal, regulação, instituições econômicas e intervenções do Estado na economia, ambiente de negócios, comércio internacional,investimento estrangeiro direto, entre outros.

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Book Chapter

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Introdução : Indicadores quantitativos da OCDE e o Brasil : reformas estruturais e crescimento inclusivo
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2024) Pereira, Karen Codazzi; Libânio, Gilberto; Iasco-Pereira, Hugo; Soares, Fábio Véras; Desiderá Neto, Walter A.; Baumann, Renato
A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) promove boas práticas regulatórias e políticas econômicas, buscando convergência entre seus membros. O Brasil iniciou seu processo de acessão em 2017, com discussões formais a partir de 2022. Nesse contexto, o Ipea realizou um estudo detalhado sobre indicadores quantitativos da OCDE, destacando o índice de Regulação do Mercado de Produtos (PMR). O Brasil apresentou valor elevado (2,58), indicando necessidade de reformas estruturais para maior alinhamento, como simplificação burocrática, regulação do lobby, abertura comercial, e melhorias nos setores de infraestrutura. Adicionalmente, o conceito de crescimento inclusivo é central, com foco em inclusão social, investimento em regiões desfavorecidas, dinamização do mercado de trabalho e governança eficiente. Essas reformas visam facilitar o ambiente de negócios e promover crescimento econômico inclusivo, respeitando as particularidades nacionais.
Item type:Publication,
Visão geral do projeto
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2024) Baumann, Renato
Criada em 1961 como sucessora do Plano Marshall, a OCDE é uma organização com 38 países-membros, incluindo economias em transição e algumas latino-americanas. Com o objetivo de promover crescimento econômico e elevação dos padrões de vida, a OCDE evoluiu de um think tank de países ricos para uma instituição global, influente no estabelecimento de padrões internacionais e discussão de políticas públicas em diversas áreas, como tributação, corrupção e economia digital. O Brasil, apesar de não ser membro, coopera desde a década de 1990, participando de diversos comitês e adotando práticas da organização. A candidatura formal do Brasil à OCDE em 2017 gerou debates, com defensores destacando benefícios como acesso a melhores práticas e um “selo de qualidade”, e críticos alertando sobre possíveis conflitos com interesses nacionais e alianças globais, como o BRICS. O projeto analisa os indicadores da OCDE e sua relevância para a realidade brasileira.
Item type:Publication,
Reformas estruturais para a acessão brasileira à OCDE
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2024) Libânio, Gilberto; Iasco-Pereira, Hugo
O texto discute as reformas estruturais necessárias para a acessão do Brasil à OCDE, destacando o Product Market Regulation (PMR) como indicador central para avaliar barreiras regulatórias e direcionar mudanças institucionais. O PMR, baseado em um extenso questionário da OCDE, sintetiza informações sobre o ambiente de negócios, sendo amplamente utilizado para medir a convergência de países com as melhores práticas internacionais. No caso brasileiro, áreas prioritárias incluem simplificação regulatória, redução de barreiras comerciais e tributárias, estímulo à concorrência e reforma judicial, alinhando-se aos padrões da OCDE para promover crescimento econômico e produtividade. O texto reforça a relevância da PMR na formulação de políticas públicas e na definição de estratégias de convergência institucional.
Item type:Publication,
Indicadores de crescimento inclusivo da OCDE : comparação Brasil - OCDE
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2024) Pereira, Karen Codazzi; Soares, Fábio Véras
A OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) tem se dedicado à análise de indicadores que avaliem o crescimento econômico de maneira inclusiva, ou seja, considerando não apenas o aumento do PIB, mas também a distribuição dos benefícios do crescimento entre diferentes grupos sociais. O conceito de crescimento inclusivo visa reduzir desigualdades sociais e promover a inclusão econômica, sendo essencial para políticas que garantam igualdade de oportunidades. A OCDE usa dois tipos de indicadores: primários e compostos, que medem variáveis econômicas específicas e combinadas, respectivamente. O estudo discute a aplicabilidade desses indicadores ao contexto brasileiro, destacando áreas como mercados inclusivos, igualdade de oportunidades e governança. Além disso, são apresentadas políticas que podem promover um crescimento mais equitativo, com foco em investimentos em pessoas e lugares marginalizados, apoio à dinâmica empresarial e construção de governos eficientes.
Item type:Publication,
Aspectos procedimentais na condução do projeto : decisões e aprendizados
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2024) Desiderá Neto, Walter A.
O projeto do Ipea, coordenado por Renato Baumann, visa apoiar a adesão do Brasil à OCDE, adaptando os indicadores do bloco à realidade brasileira e proporcionando dados e soluções para a implementação de ajustes nas políticas públicas. A pesquisa envolveu mais de 20 especialistas em diversas áreas, como reforma estrutural, crescimento inclusivo e digitalização, e enfrentou desafios como a dispersão geográfica da equipe e a complexidade do trabalho. Apesar das dificuldades, o projeto foi bem-sucedido, com entregas dentro do prazo. O artigo final destaca as estratégias adotadas para superar obstáculos teóricos, metodológicos e operacionais, garantindo a eficácia e utilidade dos resultados.
REPOSITÓRIO DO CONHECIMENTO DO IPEA
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